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Postado em 31/Agosto de 2017
Atribuídos a mares e rios desde que o astrônomo Giovanni Schiaparelli desenhou os primeiros mapas de Marte, em 1877, as intrincadas formações do relevo do Planeta Vermelho até hoje desafiam as interpretações. Elas se parecem com canais feitos na Terra pela água, mas os melhores estudos indicam que Marte não tem e quase certamente nunca teve condições de abrigar águas correntes em sua superfície - este é o chamado Paradoxo de Marte. Ramon Brasser e Stephen Mojzsis, da Universidade do Colorado, nos EUA, acreditam ter encontrado uma solução bastante plausível para esse paradoxo. Segundo sua hipótese, os canais de Marte não foram produzidos pela água, mas pelo impacto de um asteroide gigantesco. Esse asteroide - do tamanho do planeta anão Ceres - teria arrancado um pedaço do hemisfério norte de Marte e deixado um rastro de elementos metálicos no interior do planeta. O choque também teria criado um anel de detritos rochosos em torno de Marte, que pode ter-se aglomerado mais tarde para formar suas luas, Fobos e Deimos.
Amostras de meteoritos marcianos indicam uma superabundância de metais raros - como platina, ósmio e irídio - no manto do planeta que ainda está por ser explicada. Esses elementos sugerem que Marte deve ter sido atingido por grandes asteroides em suas primeiras eras.
A dupla primeiro estimou a quantidade dos metais raros nos meteoritos marcianos e calculou que eles representam cerca de 0,8 por cento da massa de Marte. Em seguida, eles usaram simulações de impactos com asteroides de diferentes tamanhos atingindo Marte para ver qual tamanho de asteroide traria os metais em quantidade suficiente para explicar sua presença hoje.
Com base nessa análise, os metais de Marte são mais bem explicados por uma colisão massiva de meteoritos há cerca de 4,43 bilhões de anos, seguida de uma longa história de impactos menores. Nas simulações de computador, o impacto de um asteroide com pelo menos 1.200 quilômetros de diâmetro conseguiria depositar a quantidade suficiente dos elementos metálicos.
Um impacto desse tamanho também teria mudado de forma drástica a crosta de Marte, criando seus hemisférios tão diferentes. De fato, a crosta do hemisfério norte de Marte parece ser um pouco mais jovem que as terras altas do sul, o que está de acordo com o resultado das simulações.
“Nós mostramos neste artigo - a partir da dinâmica e da geoquímica - que podemos explicar essas três características únicas de Marte”, disse Mojzsis, referindo-se aos canais, à composição mineral e às luas do planeta. “Essa solução é elegante, no sentido de que resolve três problemas interessantes e extraordinários sobre como Marte chegou a ser o que é.”

(Inovação Tecnológica)

Nota: Essa pesquisa me lembra uma conversa que tive anos atrás com meu amigo geólogo Dr. Nahor Neves de Souza Jr. Na época, conversamos sobre as marcas de impacto no planeta vermelho e ele me disse que muito provavelmente elas se deviam aos impactos meteoríticos do evento conhecido como “grande bombardeamento” (descrito aqui). Deixando de lado as datações bem problemáticas mencionadas acima, parece que mais uma vez Nahor tinha razão. [MB]
Canais de Marte podem ser marcas de impacto, não sinais de água
Marcos 16:15