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Como era a geografia do supercontinente pré-diluviano?

Postado em 20/Setembro/2018
Com que o mundo pré-diluviano se parecia? Onde estava o jardim do Éden? Em quais regiões do mundo os dinossauros habitavam? Essas são algumas perguntas que a Bíblia não responde, por isso, partindo da história registrada na Bíblia, e indo à natureza a fim de complementar as respostas, nós nos deparamos com uma área do conhecimento humano muito importante para entender o episódio bíblico do dilúvio: a Geologia. O problema é que por muito tempo os cientistas criacionistas se utilizaram de interpretações geológicas evolucionistas em seus estudos em relação às configurações continentais e à geografia pré-diluviana, mas graças a verbas direcionadas a boas pesquisas criacionistas, tal como as do Departamento de Geologia do Institute for Creation Research (ICR), que recentemente desenvolveu e publicou um estudo revisado por pares, publicado no periódico Answers Research Journal, de autoria do geólogo Dr. Tim Clarey e do estudante de Geologia Davis J. Werner.
Esse estudo é o primeiro a desafiar essa questão ao usar dados estratigráficos de rochas de todo o mundo, analisando as espessuras dos vários intervalos de megasequências, a fim de fazer inferências razoáveis ??sobre a topografia relativa do mundo pré-diluviano.1,2
Em relação ao conjunto de dados utilizados na metodologia do estudo, foram analisados mais de 1.500 colunas estratigráficas da América do Norte, África, Oriente Médio e América do Sul. Cada coluna de rocha foi compilada a partir de dados de afloramentos publicados, poços de petróleo, núcleos, secções transversais e/ou dados sísmicos ligados a furos. Os dados de tipo de rocha e megassequência foram colocados em um banco de dados, permitindo a geração de mapas de espessura para todos os seis intervalos de megassequência.
Esses dados foram usados ??para criar um modelo estratigráfico tridimensional em cada um dos três continentes estudados até o momento. Quando foram examinadas megassequência por megassequência, esses modelos permitiram visualizar de forma parcial o relevo geográfico pré-diluviano. Portanto, é uma pesquisa ainda em andamento. As próximas descobertas trarão mais luz sobre essa questão.
Mas o interessante é que por meio dessa pesquisa inicial os autores puderam visualizar como era o único supercontinente pré-diluviano que os autores do estudo chamam de Pangea (outros, porém, o chamam de Rodínia;3 saiba mais na entrevista realizada com o geólogo Dr. Marcos Natal).
Artigos
 
Figura 1 - Mapa pré-diluviano mostrando a proposta Península dos Dinossauros, uma massa de terra de baixa altitude que se estende de Minnesota ao Novo México, provavelmente habitada por plantas de vegetação de várzea pré-diluvianas e animais, incluindo dinossauros
Em 2015, no início do estudo, os pesquisadores identificaram uma massa pré-diluviana em todos os Estados Unidos da América que se estendeu de Minnesota para o Novo México, a qual eles chamaram de “Península dos dinossauros” (Figura 1).4 Essa região era provavelmente habitada por vegetação de várzea (de planícies inundáveis) e animais, incluindo os dinossauros. Eles descobriram que a deposição dos primeiros sedimentos do dilúvio (as Megassequências Sauk, Tippecanoe e Kaskaskia) era mais espessa no leste e distante no oeste dos EUA, incluindo o Grand Canyon. Em contraste, os primeiros depósitos de inundação em grande parte do centro do país têm geralmente menos de algumas centenas de metros de profundidade e, em muitos lugares, não houve depósito algum. Eles concluíram:
"Parece que os dinossauros foram capazes de sobreviver através do início do dilúvio no Ocidente simplesmente porque eles foram capazes de se reunir e se arrastar para os elevados terrestres remanescentes – lugares onde os depósitos sedimentares relacionados não são tão profundos – enquanto as águas da inundação avançavam. Dessa forma, os dinossauros conseguiram escapar do enterro no início do dilúvio."
Outro ponto interessante diz respeito à existência de mares rasos. Os resultados indicaram que mares rasos existiram em grande parte do leste e sudoeste dos EUA (incluindo o Grand Canyon) e no norte da África e no Oriente Médio, onde as três primeiras megassequências foram depositadas.2 As áreas mostram uma extensa deposição de sedimentos precoces e contêm quase exclusivamente a fauna marinha rasa. Não há praticamente árvores ou animais terrestres nessas megassequências. Aparentemente, apenas quantidades limitadas de terra foram inundadas nesse estágio no dilúvio. Além disso, o estudo ainda descreve as áreas de terras baixas e as áreas de planalto (como pode ser visto na Figura 2), bem como sobre a posição do jardim do Éden nessa configuração geográfica pré-diluviana.2 Vale a pena a leitura completa do estudo!
Figura 2 - Mapa de geografia pré-diluviana para a América do Norte, África e América do Sul combinado em uma configuração semelhante ao Rodínia. É provável que as massas de terra continuaram a leste, perto da Groenlândia (Europa) e da África (Índia). Observe que a borda oeste da América do Norte não inclui a maioria dos estados da Costa Oeste, já que esses terrenos foram adicionados mais tarde durante o movimento da placa como parte do dilúvio. Além disso, grande parte da América Central não é mostrada, uma vez que foi formada a partir da atividade durante o dilúvio
Em suma, o mapa acima (Figura 2) reflete a pesquisa mais recente liderada pelo Dr. Clarey que dá um vislumbre inicial sobre o que o resto da América do Norte e do Sul, África e oriente médio podem ter parecido antes do dilúvio de Noé.


(Everton Fernando Alves é mestre em Ciências [Imunogenética] pela UEM e autor dos livros Revisitando as Origens e Teoria do Design Inteligente)

Referências:
1.  Clarey TL, Werner DJ. The Sedimentary Record Demonstrates Minimal Flooding of the Continents During Sauk Deposition. Answers Research Journal 2017; 10:271-283.
2.  Clarey TL. Assembling the Pre-Flood World. Acts & Facts 2018; 47(4):11-13. Disponível em: http://www.icr.org/i/pdf/af/af1804.pdf
3.  Snelling AA. Geological Issues: Charting a scheme for correlating the rock layers with the Biblical record. In: Boyd SW, Snelling AA. (Eds.). Grappling with the Chronology of the Genesis Flood. Green Forest, AR: Master Books, 2014, pp. 77-109.
4.  Clarey TL. Dinosaur Fossils in Late-Flood Rocks. Acts & Facts 2015; 44(2):16. Disponível em: http://www.icr.org/i/pdf/af/af1502.pdf