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          Marcos 16:15
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Marcos 16:15
Criacionismo amplifica importância de preservar o meio ambiente

Postado em 07/Junho de 2018

Os crescentes e violentos golpes contra o meio ambiente, principalmente em nome do capitalismo, têm fragilizado o planeta e o levado a enfrentar condições críticas. Isso foi reconhecido pelos 195 países que assinaram, no final de 2015, o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. Na ocasião, eles se comprometeram a trabalhar para restringir os níveis do aquecimento global para 1,5°C. Hoje, 10 nações são responsáveis por 70% da emissão dos gases de efeito estufa, incluindo o Brasil.
A flora e fauna também sentem os efeitos diretos das ações humanas: as mudanças climáticas tem aumentado a incidência de furacões e tsunamis, como lembra o geólogo Marcos Natal, que nesta entrevista pontua não apenas os desafios que isso representa para a população mundial, mas o que ela pode fazer para ajudar a amenizar tal situação. Atual presidente da Sociedade Criacionista Brasileira e diretor do Instituto de Pesquisa em Geociência para oito países da América do Sul, Natal ainda sublinha o papel que o criacionismo desempenha para incentivar a preservação da Terra.
Como está a saúde do planeta?
Podemos dizer que o nosso planeta se encontra gravemente enfermo. Tanto a biosfera como os demais sistemas que compõem a dinâmica do globo, como os reservatórios e os biomas, estão dando sinais claros de exaustão e de desequilíbrio. Os sintomas mais evidentes são o aquecimento global, os resíduos tóxicos, a poluição do ar e a contaminação dos rios e oceanos.
De que maneira o homem tem contribuído para agravar essa situação?
Um marco importante para o início da atual crise ambiental seria a própria Revolução Industrial, que passou a explorar de forma irracional os recursos naturais no intuito de promover o progresso e o bem-estar dos indivíduos e da sociedade.
A natureza era vista como uma fonte inesgotável dos recursos necessários para que estes objetivos fossem alcançados. À exploração indiscriminada do carvão mineral e de metais para a indústria pesada nos séculos XVIII e XIX, seguiu-se a utilização dos combustíveis fósseis na era do petróleo, o desmatamento de grandes áreas, as queimadas, a descarga de resíduos industriais no ar e nos oceanos, e uma série de outras práticas que minaram o ajuste entre atmosfera, biosfera e litosfera.
Quais são os pontos que mais preocupam a comunidade científica?
O aquecimento global tem sido um dos pontos mais discutidos atualmente porque desencadeia uma série de outros processos que tem implicações sérias no equilíbrio ambiental, como o aquecimento da água dos oceanos, a elevação do nível dos mares e os desajustes no clima e nos fenômenos meteorológicos que alteram o regime de chuvas e a frequência de furacões e tsunamis.
Como a conservação do meio ambiente está relacionada com a Bíblia?
A Bíblia nos ensina que Deus é o criador e mantenedor de todas as formas de vida e dos ambientes que lhe dão sustentação (Gênesis 1-2; Colossenses 1:16; João 1:1-3). Além disso, ela deixa claro que, ao contrário das religiões pagãs, que reverenciam tanto o mundo animado como o inanimado, a Terra e tudo o que nela está não são divinos, mas pertencem a Deus, que reina soberano sobre sua criação.
O que os cristãos podem fazer para promover sua preservação?
Organizar programas de reciclagem, promover projetos comunitários que tratam das questões ambientais e do uso racional dos recursos naturais.
Que pequenas ações poderiam ser colocadas em prática no dia a dia para diminuir a agressividade ao meio ambiente?
Promover a coleta seletiva de lixo; evitar o uso de plástico não reciclável ou de produtos cujos resíduos degradem o meio ambiente, como embalagens e eletroeletrônicos; evitar o desperdício de água e energia; não provocar ou estimular queimadas; evitar produtos descartáveis.
Que papel o criacionismo desempenha na promoção da necessidade de se preservar a fauna e flora do planeta?
O compromisso do criacionismo adventista com a guarda do sábado o remete aos atos criativos de Deus e à nossa obrigação moral de cuidar e de preservar as obras da Sua criação. A visão criacionista também enfatiza que quando o pecado for finalmente banido do Universo, a Terra será restaurada à sua forma e beleza originais.
Que materiais podem ser consultados por aqueles que queiram compreender mais sobre o criacionismo e entender que ele não está vinculado apenas a uma questão religiosa, mas também ambiental?
A Casa Publicadora Brasileira (CPB) e a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) oferecem variada literatura que dá suporte ao entendimento das relações do criacionismo com a preservação ambiental. Há, por exemplo, o Mistérios da Criação, de L. James Gibson e Humberto Rassi, e Cosmovisão Criacionista Bíblica, de Ruy Carlos de Camargo Vieira e Rui Corrêa Vieira.
Há também uma excelente publicação da Andrews University Press, de 2014, intitulada Biology: a Seventh Day Adventist Approach for Students and Teacher (Biologia: Uma Abordagem Adventista do Sétimo Dia para Estudantes e Professores, ainda sem tradução para o português), que traz dois capítulos que tratam exclusivamente das questões ambientais do ponto de vista da Igreja Adventista.
Nota:
Os adventistas do sétimo dia ensinam a necessidade e o valor da preservação do planeta já nos primeiros anos de vida de uma criança. Além das classes que apresentam a Bíblia a elas com base nessa visão, as igrejas locais oferecem programas sociais, como o Clube de Aventureiros (para crianças de 6 a 9 anos) e o Clube de Desbravadores (para crianças e adolescentes com idades entre 10 e 15 anos).
Em ambas as iniciativas, que também são abertas a toda a comunidade, os integrantes aprendem a valorizar e amar a natureza, crescendo assim com uma consciência ecológica sobre a necessidade de cuidar do planeta. Além disso, aprendem como ela está diretamente ligada ao relato bíblico. Os Aventureiros e Desbravadores estão presentes em diversos países do mundo. Apenas em países como Equador, Peru, Bolívia, Chile, Uruguai, Paraguai, Argentina e Brasil, eles são mais de 133 mil e 316 mil participantes, respectivamente.
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