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Marcas de ondas e o que elas revelam

Postado em 23/Agosto de 2018
Segundo a cosmovisão criacionista, o planeta Terra passou por uma catástrofe hídrica que o cobriu totalmente. Hoje encontramos indícios nas mais altas montanhas da ocorrência desse evento cataclísmico. Por exemplo, no monte Everest (que segundo o modelo criacionista não existia), há ocorrência de fósseis de animais marinhos. Também é possível encontrar fósseis em desertos, sugerindo que esse ambiente um dia já foi coberto pela água, e marcas de erosão subaérea em várias partes do planeta sugerem o recuo das águas diluvianas.[1] Ou seja, nosso planeta é a "cicatriz" de uma catástrofe hídrica. Uma das mais intrigantes marcas do dilúvio são as marcas de ondas. Marcas de ondulação são estruturas sedimentares e indicam agitação por água (corrente ou ondas). Os vales e as cristas de marcas de ondulações fossilizadas em arenito e siltitos são versões endurecidas das ondulações de curta duração na areia solta de um riacho, lago, mar ou dunas de areia modernas. Ondulações podem ser feitas por água ou, em dunas de areia, pelo vento. A simetria das marcas onduladas da corrente de água indica se elas foram formadas por ondas suaves ou correntes de águas mais agitadas.
As marcas de ondulação formadas pela água consistem resumidamente em dois tipos básicos: simétrico e assimétrico.[2]
1. Simétricas - São produzidas por ondas ou água oscilante. Têm um perfil quase sinusoidal. Essas marcas onduladas indicam um ambiente com correntes fracas onde o movimento da água é dominado pelas oscilações das ondas (grãos de areia estão se movendo em ambas as direções, para frente e para trás).
2. Assimétricas - São produzidas com um suave declive de corrente ascendente e uma inclinação mais acentuada para baixo. Devido a essa geometria única, as ondulações assimétricas no registro de rochas podem ser usadas para determinar antigas direções atuais ou direções de paleocorrentes. Essas marcas onduladas são formadas em ambientes deposicionais fluviais e eólicos (os grãos de areia estão se movendo apenas em uma direção).
Artigos
 
Tradicionalmente, os geólogos supõem que os depósitos são tipicamente resultados dos processos calmos e graduais e uniformitários atualmente em operação. Por outro lado, os modelos geológicos mais recentes reconhecem que os processos do passado agiram em taxas, escalas e intensidades muito superiores às de hoje. Eram os mesmos processos básicos, mas atuavam em níveis catastróficos, realizando muito trabalho deposicional em pouco tempo, em alguns casos. A continuação de uma ação catastrófica depositaria rapidamente uma segunda camada e, depois, mais. A questão permanece: Qual o tempo de duração para a formação desses depósitos sedimentares?
Numerosos depósitos de tempestades recentes, dominados pela estrutura sedimentar, foram investigados em um ambiente natural. Observou-se que em poucos meses toda a estrutura sedimentar foi destruída, sendo intensa a bioturbação em sedimentos moles. Enquanto os sedimentos ainda permanecem inconsolidados, são facilmente propensos a bioturbação, ocasionando, muitas vezes, a perda das estruturas primárias. No entanto, o registro geológico é rico em tal estrutura sedimentar. Isso nos mostra que elas são muito frágeis e suscetíveis a deformações por causa do ambiente. E isso está de acordo com a ideia criacionista de que essas formações poderiam ter ocorrido rapidamente.
Desse modo, podemos sugerir que praticamente todos os sedimentos necessitaram apenas de um curto período de tempo para se acumular em vários eventos de alta energia. A estrutura sedimentar é frágil e de curta duração, mas essas características são abundantes em quase todas as camadas de rochas sedimentares encontradas no planeta. Cada camada foi colocada em um curto período de tempo. O depósito não poderia ter sido exposto por muito tempo antes que o próximo o cobrisse, isolando-o da bioturbação destrutiva. Assim, o período de tempo entre as camadas não poderia ter sido extenso. Isso sugere que o tempo total envolvido na formação de toda a sequência provavelmente foi curto.
Nesse contexto, modelos criacionistas sugerem que essas marcas sedimentares se formaram em um curto período de tempo, e algumas delas apontam para uma catástrofe hídrica global.


San Rafael Swell, Utah
Parque em Utah
Lago Missoula
Cordilheira Anti-Atlas de Marrocos
National Park in Montana
West Virginian Valley
Conclusão
Nem todas as marcas encontradas se referem ao dilúvio; muitas se formaram em períodos diferentes e em ambientes deposicionais distintos. Porém, esses indícios apresentados nos dão uma luz sobre a ocorrência dessa grande inundação ocorrida em toda a Terra. O dilúvio global descrito em Gênesis ainda nos intriga e ano após ano novos indícios apontam para a veracidade do relato bíblico. Certamente nosso planeta nos revela, cada vez mais, peças desse grande “quebra-cabeça” cataclísmico.

(Alex Kretzschmar, com revisão de Herlon Costa)

Referências
[1] Artigo publicado na "TheRoyal Society" sobre fósseis de baleias no deserto do Atacama.
[2] UHLEIN. A. et al. Apostila de Sedimentologia e Petrologia Sedimentar. UFMG.