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Postado em 10/Agosto de 2017
“Porei Minhas leis em sua mente e as escreverei em seu coração. Serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo.” Hebreus 8:10.
O que esse texto bíblico tem a ver com a origem da vida e o criacionismo? Para explicar, quero chamar sua atenção para a área destacada na figura do cérebro, aí ao lado. Essa área ocupa praticamente um quarto de todo o córtex cerebral e emite conexões para quase todas as regiões encefálicas, exercendo controle sobre várias funções neurais, em especial sendo responsável pelo nosso comportamento inteligente. As informações sobre a função da área pré-frontal foram obtidas por meio da observação de casos clínicos em que houve lesão nessa área.
Um caso que se tornou famoso foi o de Phineas Gage, em 1868, que aos 25 anos de idade saiu para mais um dia comum de trabalho. Era conhecido por suas virtudes de companheirismo, liderança, eficiência e responsabilidade, tanto é que havia sido nomeado capataz de um grupo de trabalhadores responsáveis pela construção de ferrovias nos EUA. Para abrir caminho era necessário explodir algumas rochas, e Phineas utilizava uma barra de ferro para empurrar dinamite em direção às rochas. Mas, para sua infelicidade, naquele dia a dinamite explodiu e lançou a barra de ferro como um projétil contra o seu rosto. A barra entrou por baixo do osso zigomático, empurrou o olho esquerdo para fora e atravessou completamente o crânio saindo pela parte superior frontal da cabeça.
Por incrível que pareça, o jovem sobreviveu ao acidente e após quatro meses já estava trabalhando novamente! Não apresentava nenhuma perda de memória, as faculdades intelectuais estavam preservadas, tudo certo com os movimentos e os sentidos (com exceção da visão do olho esquerdo). Entretanto, logo as pessoas perceberam que ele não era mais o Phineas que conheciam. Mudanças drásticas haviam ocorrido em sua personalidade: ele passou a ser irresponsável, grosseiro e falava blasfêmias, conforme os relatos. Se revoltava com qualquer coisa que não condizia com seus desejos, era desrespeitoso, obsceno, impaciente, não conseguia executar tarefas longas e vivia mudando de emprego. Após a morte, seu corpo foi exumado e verificado que a área cerebral lesionada tinha sido o córtex pré-frontal.
Além das lesões traumáticas, existem doenças que podem afetar essa região causando sintomas semelhantes. Para explicar melhor algumas funções dessa região cerebral, podemos dividi-la em duas áreas:
1. Área pré-frontal dorsolateral (representada em azul escuro na imagem ao lado): é responsável por diversas funções, dentre elas o planejamento e a execução de estratégias comportamentais frente a uma determinada situação, capacidade de alterar o comportamento de acordo com a mudança das situações, e também avaliar as consequências das atitudes. Essas funções são desempenhadas a partir de fibras emitidas dessa área até outra região chamada tálamo, as quais passam antes por outra estrutura cerebral chamada corpo estriado. Do tálamo, fibras retornam ao córtex pré-frontal dorsolateral fechando o circuito (é um pouco complexo, mas não desista da leitura. Você entenderá os conceitos que apresentarei depois desta parte sobre anatomia. Aliás, complexidade já é a primeira evidência criacionista apresentada neste texto).
2. Área pré-frontal orbitofrontal (representada em azul claro na imagem): é responsável por supressão de comportamentos inadequados, manutenção da atenção e participa do processamento de emoções. Emite fibras para o núcleo dorsomedial talâmico, as quais passam antes pelo núcleo caudado e o globo pálido. Do núcleo dorsomedial talâmico, as fibras retornam ao córtex pré-frontal dorsolateral fechando o circuito.
Outra região com funções relacionadas, mas que não está localizada no lobo frontal, é o córtex insular anterior, responsável pela capacidade de se sensibilizar e de reconhecer o estado emocional dos outros, responsável também pelo conhecimento próprio (diferenciar a si mesmo dos outros), pela percepção de alguns componentes subjetivos das emoções e também pela sensação de nojo.
Na descrição acima, fiz questão de ressaltar a existência de alguns circuitos para mostrar que essas estruturas sozinhas não são capazes de exercer sua função. Há completa interdependência com diversas áreas encefálicas, que precisariam ter evoluído todas de forma perfeitamente correta ao mesmo tempo para possibilitar a vida. Há muito mais coerência em assumir que essas estruturas estavam inicialmente prontas, e em seguida começou a vida (semelhança com o relato bíblico da criação seria mera coincidência?).
Outro fator que chama a atenção é que lesões nessas áreas resultam em comportamentos imorais, demonstrando que somos originalmente programados para agir de forma moral. Quem teria nos programado e nos dotado da consciência?
Outra novidade nos congressos de neurociências é a de que nascemos com tendências imorais devido à fragilidade genética maior ou menor de algumas dessas áreas. Entretanto, essas tendências não determinam se um indivíduo terá ou não condutas imorais. O que determinará serão as experiências vividas ou sofridas e as decisões realizadas pela pessoa, que poderão melhorar ou prejudicar ainda mais essas áreas. Escolhas imorais de forma repetitiva podem inativar progressivamente a função de algumas regiões de tal forma a se poder chegar a um estado de incapacidade de reativação, lesão irreversível, causando a impossibilidade de optar moralmente naquele tipo de situação. O interessante é que milênios antes dessas descobertas científicas, a Bíblia já dizia que a consciência pode ser cauterizada e corrompida (1 Timóteo 4:2 e Tito 1:15). E será que a perda da capacidade de optar moralmente teria alguma relação com o pecado contra o Espírito Santo, após sucessivamente “endurecer o coração” à Sua voz? Se o afastamento de Deus trouxe a morte, não se relacionar com Ele deve atrofiar o cérebro, pelo menos é isso que a ciência parece estar descobrindo.
Com os conceitos expostos acima, a pergunta que surge é: Por que precisamos de uma área tão grande para esse tipo de decisões? Aliás, por que existe uma área para decisões morais? Do ponto de vista evolucionista é tudo tão simples: basta decidir por aquilo que traga mais vantagem ao indivíduo. Não parece ser algo difícil, tanto é que todos os animais precisam decidir frente às situações. Mas os humanos são espetacularmente mais desenvolvidos nesse aspecto, e frequentemente optam por uma conduta moral, e não pela mais adequada naquele momento para sobreviver ou se destacar. Por que agir contra o próprio instinto de sobrevivência? Por que é o certo? O certo não seria sobreviver, se dar bem? É comum vermos pessoas honestas terem pior desempenho do que as corruptas. Porém, seres humanos parecem estar programados para agir de forma diferente do padrão evolutivo (mesmo que muitas vezes alguns se comportem de tal forma que até parecem ter evoluído de suínos).
Esse fato se torna uma verdadeira dor de cabeça para os evolucionistas. Como um método baseado em carnificina sucessiva privilegiaria a existência de um código moral? O próprio fato de existir uma estrutura em nosso corpo para reger nossas atitudes com base moral por si só já torna o evolucionismo uma teoria inconsistente com a realidade observada.
Apesar dessa clara incoerência, evolucionistas tentariam argumentar alegando que em algum momento da evolução viver em sociedade tornou-se mais vantajoso para a manutenção da espécie, e que sociedades com princípios morais tinham vantagem sobre as que não tinham. Vale lembrar que essa alegação não é válida como argumento ou evidência favorável à evolução, uma vez que se trata somente de uma suposição baseada no modelo evolucionista. Da mesma forma posso alegar, com base no modelo criacionista, que vivemos em sociedade e temos princípios morais porque fomos criados à imagem e semelhança de Deus.
Para resolver essa questão, basta uma breve análise da sociedade para perceber o óbvio, de que gradativamente comportamentos como corrupção, violência, indiferença, promiscuidade, individualismo, compulsões, entre outros comportamentos imorais, tornam-se cada vez mais comuns e até mesmo “naturais”. E nem é necessário analisar grandes estatísticas (que existem) para evidenciar esses dados, basta ler e assistir diariamente às notícias e recordar-se de como era viver poucos anos atrás.
Estranho uma característica tão importante para a sobrevivência e uma das que tanto diferencia humanos de animais, que teria levado centenas de milhares de anos para evoluir, estar simplesmente desaparecendo de forma tão rápida que se torna perceptível até mesmo durante o período de uma única geração; e humanos apresentarem comportamento cada vez mais animalesco, caracterizando um processo de “involução”. Deveria ser justamente o oposto, se a evolução é um processo contínuo e o comportamento moral foi selecionado como vantagem – cada vez mais deveriam surgir seres humanos com mais capacidade moral, e a sociedade caminhar rumo à harmonia perfeita.
A constatação mais plausível é de que essa característica já foi melhor no passado e está “involuindo”. Curiosamente, isso está de acordo com a posição defendida pelo livro dos criacionistas (2 Timóteo 3:1-9), e que descreve também um Ser de caráter perfeitamente moral que programou esse código (informação, Lei) no cérebro humano. Desde que os humanos se afastaram do Programador, a consciência presente nessas estruturas cerebrais se tornou incompleta e defeituosa (justamente pela falta do Programador/Criador), degradando progressivamente (Romanos 3:23).
Prefiro ficar com o que diz o Livro Sagrado, que traz todas essas novidades científicas já antecipadas há milênios, e revela quem é esse grande Criador moral! A comunhão com Deus por meio da oração, do estudo e da prática de Sua Palavra possui capacidade de reverter esse processo de involução moral, até mesmo em alguns desses casos já determinados como irreversíveis pela ciência humana. Se para o desenvolvimento de princípios morais Deus é necessário, então a evolução precisa de Deus. Mas um Deus moral nunca Se utilizaria do imoral método evolucionista, logo, temos o criacionismo bíblico como verdade.
Para completar, os benefícios da fé em Deus para melhoria das emoções e dos comportamentos humanos já são comprovados pelo método científico, e até mesmo médicos e psicólogos ateus são obrigados a reconhecer esse fato. Que algum evolucionista explique isso! Não tenho fé suficiente para acreditar em teorias incoerentes e inconsistentes; prefiro crer no Criador moral, o Deus verdadeiro da Bíblia, que em breve restaurará Seu código moral neste planeta!

(Dr. Roberto Lenz Betz é neurologista e é membro do Grupo Criacionista de Blumenau)

O cérebro e a lei de Deus: poderosa evidência da criação
Marcos 16:15