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Postado em 08/Junho de 2017
De modo geral, a tese da Complexidade Irredutível afirma que há estruturas biológicas que não poderiam ter evoluído de um estado mais simples. Uma célula, por exemplo, é composta de centenas de máquinas moleculares complexas. Sem elas, a célula não funcionaria. Por isso, a célula é irredutivelmente complexa: ela não pode ter evoluído de um estado mais simples, porque não funcionaria em um estado mais simples, e a seleção natural só pode optar por características que já estejam funcionando. Behe define a complexidade irredutível em seu livro A Caixa Preta de Darwin como um sistema único composto de várias partes bem combinadas que interagem e que contribuem para a função básica do sistema, onde a remoção de qualquer das partes faz com que o sistema deixe de funcionar efetivamente
Michael Behe dá o exemplo de uma ratoeira, que costuma ter cinco partes: uma base de madeira para sustentar o dispositivo, um martelo metálico para atingir o camundongo, uma mola para acionar o martelo, uma lingueta para soltar a mola e uma barra metálica que prende o martelo. Sem uma dessas partes, o dispositivo é inútil. Portanto, uma ratoeira é irredutivelmente complexa.
Em biologia, Behe considera o flagelo bacteriano um sistema irredutivelmente complexo. O flagelo funciona como um propulsor que ajuda algumas bactérias a se moverem. Esse "propulsor" contém mais de 40 proteínas responsáveis por seu funcionamento — algumas agem como um motor, algumas como um estator e outras agem como uma bucha que guia o eixo de acionamento através da membrana bacteriana. Sem uma dessas 30 proteínas, o sistema inteiro entra em colapso.
A comunidade científica responde à complexidade irredutível dizendo que, embora seja verdade que a seleção natural só possa optar por características que já estejam em funcionamento, essas não têm que estar em sua forma atual. É possível que elas estivessem desempenhando outras funções quando foram escolhidas como vantajosas para sua função atual. No exemplo da ratoeira, alguns cientistas ressaltam que, se removermos a lingueta e a barra metálica, teremos um prendedor de gravata. Se removermos a mola, teremos uma argola de chaveiro.
Eles também alegam que a ciência já descobriu que um grupo de proteínas que compõe os flagelos bacterianos é usado por determinadas bactérias para uma função completamente diferente. Ele agiria como um tipo de "bomba molecular" na membrana bacteriana. O biólogo Kenneth Miller afirma: "A questão que a ciência há muito compreendeu é que as peças de máquinas ditas irredutivelmente complexas podem ter funções distintas, mas ainda assim úteis." Ele acrescenta: "A evolução gera máquinas bioquímicas complexas ao copiar, modificar e combinar proteínas previamente usadas para outras funções".
William Dembski nos explica que a presença de complexidade especificada em um sistema significa que ele não pode ter ocorrido por acaso e não é resultado de nenhuma lei natural que diga que ele deve ser do jeito que é. Um sistema biológico apresenta complexidade especificada se ele atender a três critérios: sua composição não é apenas o resultado de uma lei natural; sua composição é complexa; sua composição reflete uma "especificação ou padrão independentemente dado".
Para esclarecer, Dembski nos dá o exemplo da detecção de um sinal de rádio extraterrestre no filme "Contato". Os radioastrônomos em "Contato" detectam design em um sinal de rádio quando descobrem que seus pulsos refletem todos os números primos de 2 a 101, e apenas esses números. Não era consequência da necessidade - não há lei que exija que os sinais de rádio sejam transmitidos nesse padrão; era complexo - a série de sinais é longa; por isso, era improvável assumir aquela forma por acaso.
Além do que a série de sinais refletia um padrão objetivo - um padrão especificado em matemática, muito antes de os astrônomos receberem o sinal de rádio. Esse sinal tinha complexidade especificada, e Ellie Arroway e sua equipe entendem isso como prova de design inteligente. Segundo Dembski, um sistema biológico tem design óbvio se apresentar complexidade especificada. A comunidade científica considera esse argumento inerentemente falho. Ela ressalta que Dembski apresenta uma hipótese negativa: qualquer coisa que não seja "criada" por acaso ou por lei tem que ter um design. Mas os cientistas alegam que o acaso, a lei e o design não se excluem mutuamente, e não são as únicas possibilidades. Assim, não se pode aplicar o processo de eliminação. E, de qualquer modo, segundo eles, a ciência não aceita o processo de eliminação como prova de alguma coisa. O método científico requer uma hipótese positiva - não se pode provar uma coisa simplesmente negando outra.
Outra objeção ao método de Dembski para detectar o design é que ele parece precisar de conhecimentos prévios do padrão especificado. Se os radioastrônomos em "Contato" não conhecessem as leis naturais que governam os sinais de rádio e não reconhecessem números primos consecutivos como uma sequência matemática, eles nunca detectariam um padrão. Alguns cientistas alegam que, ao lidar com algo semelhante ao DNA, não há padrões externos reconhecíveis e, portanto, nenhuma forma de detectar se um padrão ocorre por acaso ou se foi "dado independentemente". O processo de Dembski para detectar o design pressupõe design.
Lei da conservação de informações
A lei de conservação de informações foi criada por William Dembski e envolve algumas equações matemáticas complexas e detalhadas. Em sua essência, essa lei afirma que a natureza não pode criar informações novas (por exemplo, as informações contidas no DNA); ela só pode trabalhar com as informações já existentes. Portanto, uma espécie mais complexa - que contenha mais informações - não pode ter evoluído de uma espécie menos complexa.
A comunidade científica, por sua vez, critica Dembski alegando que ele está reapresentando o argumento criacionista de que a teoria da evolução viola a segunda lei da termodinâmica, que afirma que há uma tendência na natureza para a redução da complexidade. Ela alega que há muito tempo a ciência entendeu que essa teoria aplica-se "só aos sistemas fechados, e os sistemas biológicos não são fechados".
A ratoeira de Behe, mencionada anteriormente, foi apenas uma simples ilustração, os seres vivos são bem mais complexos, pois, além de matéria prima, eles contêm informações. Uma ratoeira pode mudar de função (com ajuda de um ser inteligente), mas seres vivos irredutivelmente complexos não podem mudar a função de seus sistemas vitais e continuar vivendo. O importante não é se algo pode mudar de função, e sim a perda da vida. Varias outras respostas e argumentos de Behe podem ser vistos no link abaixo.
Nota: é claro que esta foi apenas uma breve introdução a este tema, a discussão entorno da complexidade irredutível envolve muito mais aspectos relevantes que podem ser apresentados numa próxima postagem.
O que é Complexidade Irredutível?
Marcos 16:15