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Marcos 16:15
Copa do Mundo: é pecado gostar de futebol?
Postado em 24/Maio/2018
O dia 14 de junho marca o início de um dos maiores eventos do planeta, a Copa do Mundo de Futebol. Em 2018, a Rússia é o palco dessa gigantesca programação que movimenta bilhões de dólares em investimentos e lucro para uma série de empresas e organizações e capta os olhares de muita gente em todos os continentes.
Mas e os cristãos? Qual seria a reação mais correta levando em conta a Bíblia e o Espírito de Profecia como referências? É lícito ao cristão praticar esportes como o futebol? Por que algumas pessoas são contra o futebol? O que ele tem de mau? Existe alguma maneira de praticá-lo sem receber sua influência negativa? E torcer para algum time é pecado?
Em Filipenses 4:8, há uma lista do que realmente deveria ser considerado bom na vida. O texto diz: “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo excelente ou digo de louvor, pensem nessas coisas”.
Com base nessas orientações, frequentar estádios de futebol provavelmente não seja algo que se encaixe nesse aconselhamento bíblico. Fora poucas e cada vez mais raras exceções, nos estádios há risco real de violência descontrolada, uso de bebida alcoólica sem muita restrição e ambiente propício para devoção a um espetáculo com totais interesses financeiros apenas (para quem o organiza). Não é o melhor lugar para uma família cristã estar.
Ao mesmo tempo, é necessário não confundir isso com a prática do exercício e de uma eventual partida de futebol entre amigos para recreação e promoção da saúde.
Cada um é livre para fazer o que deseja, mas precisa saber quais as implicações espirituais de suas decisões. O princípio envolvido aqui é fazer ou não a vontade divina, seguir aquilo que Ele deseja e não nós. No Salmos 143:10, o salmista aconselha dizendo: “Ensina-me Senhor a fazer Tua vontade, pois Tu és meu Deus”.
Vejamos os motivos mais comuns para a preocupação com o futebol, e como podemos evitá-los, tornando este esporte apenas uma brincadeira:
1. Paixão - É um esporte que envolve as pessoas de maneira apaixonada, quase como um vício, levando às torcidas organizadas, frequência aos estádios, discussões sobre o melhor time, exageros na comemoração pelas vitórias ou excessos na revolta pelas derrotas. É uma paixão que facilmente leva ao descontrole. Não combina com o comportamento cristão. Outras bases para não frequentar estádios podem ser encontradas no Salmo 1:1-6, nos perigos de violência que rodeiam o local, e nas práticas que ali são realizadas.
Mas esta paixão pode ser evitada se não houver envolvimento com times e torcidas profissionais, nem frequência aos estádios. Se um jogo de bola não for colocado acima de qualquer outra coisa, mas for praticado nas horas livres, como uma oportunidade de integração, recreação e cuidado com o corpo, ele passa a ser aceitável.
2. Confronto direto - É um esporte que leva as pessoas ao enfrentamento direto. É claro que ele não é o único. O basquete e outros também enfrentam a mesma realidade. Havendo esse confronto, acaba havendo também mais agressão, discussão e competição. Isso não combina com nosso espírito cristão. Mas este confronto pode ser diminuído de acordo com a maneira como a pessoa joga. Se ela joga para brincar, há um contato físico, mas não um confronto direto.
3. Desentendimento - Parece que entre os esportes, o futebol tem sido o campeão de desentendimentos entre os participantes. É frequente você observar entre os jogadores apaixonados, gente discutindo por regras que não aceita, por não concordar com a maneira como o outro joga, pela atitude de um juiz, e tudo isso acaba em desentendimento e inimizades. Aliás, dizem que um dos melhores lugares para conhecer o caráter de alguém é dentro de um campo de futebol. Isso fere nossa postura cristã.
Os impulsivos, temperamentais ou gananciosos não conseguem se controlar. Ou porque tem dificuldade consigo mesmos, ou porque não sabem perder. É esse o ponto que tem despertado o maior número de pessoas contra o futebol. "Se é isso que acontece em uma partida", dizem eles, "então é melhor acabar com isso". Mais uma vez a questão é a maneira como se encara o esporte. A atitude do jogador. É possível, até mesmo para temperamentais, brincar sem brigar, desde que encarem o futebol como uma brincadeira. Aqueles que não conseguem se controlar devem orar mais sobre isso, e ficar longe das quadras por um tempo, para não prejudicar o esporte de todos.
4. Competição - Ou seja, a rivalidade entre dois grupos que buscam ser um melhor do que o outro. Muito da condenação do futebol vem em função do forte clima de competição que ele gera. Pior ainda, quando, além da competição normal do esporte, são organizados campeonatos em que a guerra pela vitória vai aos extremos.
O futebol é um esporte de pontos, ou gols. Alguém vai perder e outro vai ganhar. A maneira como se encara essa competição pode definir se o futebol pode ser praticado ou não. O papel do cristão não é derrotar o outro para ser o melhor do que ele, mas sempre buscar o bem do próximo. Quando futebol recebe um tempero extra, ele vai diretamente contra a essência de nossa mensagem.
Conselhos de Ellen G. White
Já quando o assunto são as orientações de Ellen White, é preciso ter muito cuidado. Quando ela escreveu, o esporte conhecido era o football, o que conhecemos como futebol americano, jogado mais com as mãos do que com os pés, e que é extremamente violento. O futebol como conhecemos aqui é chamado em inglês de soccer, e não é o esporte a que ela se refere. Ambos têm algumas semelhanças, e alguns dos seus conselhos também servem para o nosso futebol. Não podemos aplicar, porém, literalmente tudo o que ela fala de um esporte para o outro, mas podemos aprender lições.
“Alguns dos mais populares divertimentos, tais como o futebol e o boxe, se têm tornado escolas de brutalidade. Estão desenvolvendo as mesmas características que desenvolviam os jogos da antiga Roma. O amor ao domínio, o orgulho da mera força bruta, o descaso da vida, estão exercendo sobre a juventude um poder desmoralizador que nos aterra.” (Conselhos sobre Saúde, p. 189)
“Não tenho conseguido encontrar nenhum caso em que Jesus tenha ensinado os Seus discípulos a empenharem-se na diversão do futebol ou em jogos de competição; e, no entanto, Cristo era nosso modelo em todas as coisas. Cristo, o Redentor do mundo, deu a cada um a sua obra, e ordena: 'Negociai [ocupai-vos, na versão inglesa] até que Eu venha' (Lucas 19:13).” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 229)
Ellen White evitou esportes competitivos em praticamente todas suas formas. De fato, seus escritos deixam claro que ela matinha pouco ânimo quanto a atividades esportivas de qualquer espécie. A origem de sua oposição se explica tanto pelo espírito combativo inerente à maioria dos esportes, como porque, de maneira geral, eles desviam a mente das atividades mais sérias da vida.
"Não condeno o simples exercício de brincar com uma bola; mas isto, mesmo em sua simplicidade, pode ser levado ao excesso. Preocupam-me muito os resultados quase sempre inevitáveis que vêm na esteira de esportes competitivos. Eles levam a um gasto de dinheiro que devia ser aplicado em levar a luz da verdade às almas que não conhecem a Cristo. Divertimentos e gasto de meios para satisfação própria, que levam passo a passo à glorificação do eu, bem como o treinamento nesses jogos para obtenção de prazer produzem amor e paixão pelas coisas que não favorecem o aperfeiçoamento do caráter cristão." (O Lar Adventista, p. 499)
“Quanto tempo é gasto por seres humanos inteligentes em jogos de bola! Mas acaso a satisfação nesses esportes dá aos homens o desejo de conhecer a verdade e a justiça? Mantêm a Deus em seus pensamentos? Levá-los-á a indagar: Como vai com a minha alma?” (Conselhos Professores, Pais e Estudantes, p. 456)
"É a glória de Deus que se tem em vista nesses jogos? Eu sei que não é. O caminho de Deus e Seus propósitos são perdidos de vista. A maneira como seres inteligentes se aplicam, ainda em período de experiência, está se sobrepondo à revelada vontade de Deus e pondo em seu lugar as especulações e invenções do instrumento humano, com Satanás a seu lado a imbuir-lhes o espírito. ... O Senhor Deus do Céu protesta contra a ardente paixão cultivada pela supremacia nos jogos assim tão empolgantes." (O Lar Adventista, p. 500)
"O lugar que devia haver sido ocupado por Jesus foi usurpado por vossa paixão por jogos. Preferistes vossos divertimentos aos confortos do Espírito Santo. Não seguistes o exemplo de Jesus, que disse: 'Eu desci do Céu, não para fazer a Minha vontade, mas a vontade dAquele que Me enviou.' (João 6:38)." (Mensagens Escolhidas 1, p. 136)
"Na presente época a vida se tornou artificial e os homens degeneraram. Conquanto não possamos voltar completamente aos hábitos simples daqueles tempos primitivos, deles podemos aprender lições que tornarão nossos momentos de recreio o que este nome implica: momentos de verdadeira construção de corpo, espírito e alma." (Educação, p. 211)
Ellen White nunca condenou um jogo de bola de fundo de quintal ou uma partida de basquete, mas ela advertiu sobre os perigos potenciais dos esportes. Ela alertou que os jogadores podem às vezes se tornar tão obcecados em demonstrar sua superioridade ou em vencer, que isso pode os levar à disputa e orgulho. Além do mais, os esportes às vezes trazem os piores prejuízos aos estudantes, pais, comunidade e fans. Ela observou que era a competição, a rivalidade e o desejo de ser melhor do que os outros que causou a queda de Satanás do Céu. O que ela quer que lembremos, é que os verdadeiros vencedores são aqueles que ajudam os outros a vencer.
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