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          Marcos 16:15
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Liberdade e respeito
    Em uma sociedade civilizada e com princípios religiosos,esses deveriam ser valores naturais,mas nem sempre tem sido assim

    Uma das marcas históricas da Igreja Adventista do Sétimo Dia é sua defesa da liberdade,tanto religiosa quanto de expressão.Desde nossa origem temos levantado essa banderia não apenas para defender nosso direito de crer,pregar e adorar,mas também para compartilhar os princípios de liberdade e respeito com todos.Através desses princípios destacamos que cada ser humano precisa ter o direito de se expressar pacificametne,ouvir diferentes pontos de vista e fazer suas próprias escolhas.
    Liberdade respeito representam a visão do prório Deus.Ele criou os seres humanos de maneira única,com a capacidade de pensar e se expressar e liberdade para tomar as próprias decisões.Apresentou Sua vontade,deu orientações clara,criou parâmetros definidos,mas deixou nas mãos deles a decisão final.Acabarm fazendo escolhas bem diferente daquelas que Deus havia recomendado.Apesar das consequências que tiveram de enfrentar,Ele os repeitou,continou a amá-los e consolidou o plano de enviar Seu filho para Salvá-los.Se essa foi a atitude do próprio Deus,não deveria ser também a nossa?
    Em uma sociedade civilizada e com princípios religiosos,liberdade e respeito deveriam ser valores naturais,mas nem sempre tem sido assim.Basta observar que,enquanto quase 90% dos habitantes do mundo professam alguma religião,o que deveria promover um ambiente de paz,amor e tolerâmcoa,cerca de 70% da população vive em regiões com algum tepo de restrição à liberdade religiosa.Como em nossa região a maioria dos países tem baixa restrição,acabamos nos acomodando com o tema.Ma dia a dia,por imposições legais,movimentos sociais ou até mesmo rivalidades religiosas,o cenário vai mudando.
    Devemos ser gratos a Deus pela liberdade oficial,mas também nos preparar para encarar os desafios que têm surgido nesta área.
    Por outro lado,esses princípios são uma via de mão dupla.Assim como devemos defender a liberdade e usá-la sempre com respeito a qualquer crença ou pessoa,também precisamos receber o mesmo direito.Não podemos aceitar nenhuma imposição que tente calar a expressão de nossa fé,nem daqueles que a pregam e seguem.Mas precisamos fazí-lo em um ambiente de defesa de ideias e não de luta por direitos.Afinal,não somos militantes,nem cremso na imposição de nossos valores sobre aqueles que não professam nossa fé.Se,para dar liberdade a alguns,outros tiveram de perdê-la,estaremos voltando à Idade Médeia,quando a religião foi usada como meio de opressão.
    Sete princípios podem ajudar a aprofundar esta visão:
    1- Princípio da prevenção. Liberdade e respeito devem ser moldados em época de paz para evitar que sejam impostos em tempo de crise.
    2- Princípio da abrangência. A verdadeira liberdade religiosa precisa ser inclusiva,para todos,e não apenas para aqueles que pensam em nós.
    3- Princípio da consequência. Temas que parecem não ter relação direta com liberdade religiosa,mas que em consequência podem limitá-la,como os dias de guarda,a origem da vida ou questões ligadas à sexualidade,exigem nossa defesa proativa.
    4- Princípio do respeito. quem se diz representante de Deus precisa dominar a arte de discordar sem desrespeitar.Não podemos usar o mesmo vocalubário pejorativo,a manipulação da opinião pública,ou os atos de agressão usados pelos intolerantes.A liberdade de alguns nunca pode afetar o direito de todos.
    5- Princíbio da relevância. A sociedade respeita instituições que são mais relevantes em suas atividades do que em seus discursos.Ações que façam da sociedade um lugar melhor para todos sempre abrirão portas.
    6- Princípio da coerência. a melhor defesa da liberdade religiosa é a coerência denominacional.Quando a pregação sobre amor,fidelidade,valores,honestidade e solidariedade não é apenas uma teoria dos templos,mas uma realidade pessoal e insitucional,terá como resultado respeito e admiração.
    7- Princípio da independência. Liberdade religiosa respeita a individualidade e não se confunde com ecumenismo.A luta deve ser de todos,mas as crenças precisam continuar sendo de cada um.Sempre que houver respeito dentro do ambiente religioso,haverá maior aceitação dentro do ambiente secular.
    Defendendo,vivendo e compartilhando estes princípios de liberdade e respeito,estaremos simplesmente encarando os ensinamentos de Jesus:"Que vos ameis uns aos outros;como Eu vos amei" (João 13:34).


    Erton Köhler é presidente da Igreja Adventista para oito países da América do Sul
Liberdade Para Todos