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          Marcos 16:15
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Marcos 16:15
Revistas
Tinta,papel e um ideal
    O legado literário dos adventistas para a causa da liberdade religiosa
    Apesar de vivermos em plena era digital,marcada pelas informações de consumo rápido,os livros continuam tendo seu espaço e exercendo grande influência na vida das pessoas.Bons livros têm o poder de agregar conhecimento,revelar novos horizontes,reconfigurar o pensamento,preservar valores,transformar o mundo,moldar civilizações.
    Na história Ocidental,os livros também foram imprescinndíveis para promover causas importantes,como a da defesa da liberdade religiosa.Um exemplo foi o que aconteceu nos Estados Unidos em meados do século 19,quando a literatura cumpriu um papel determinante na popularização do debate sobre esse direito fundamental.
    Os advenitstas foram um dos grupos  que usaram a página impressa para esse propósito.Além de promover o debate na arena política,eles popularizaram a discussão sobre liberdade religiosa através de publicações.Em 1884,foi publicado pela primeira vez o periódico Sabbath Sentinel,que teve 500 mil exemplares distribuídos.Em 1886,este passou a ser publicado como The American Sentinel.Alguns artigos divulgados no periódico viraram livros.É o caso do clásico The Natinal Sunday Law(1889),que resultou da argumentação de Alonzo T. Jones perante a Comissão do Senado Americano,em 1888,contra o projeto de uma lei dominical nacional.Em fevereiro de 1889,a igreja noemou um comitê que publicou livros e outros impressos sobre questões de liberdade religiosa,material conhecido como The Sentinel Library.Já em 1906,os adventistas começaram a publicar a revista Liberty.Aquela que se tornou,naquele tempo,a única revista sobre liberdade religiosa das Américas,continua sendo produzida até hoje (acesse:libertymagazine.org).
    Atingir diversos públicos por meio dessas publicações continua sendo o objetivo da Igreja Adventista hoje.Além de ter uma revista voltada para o público em geral,a igreja tem procurado conscientizar seus membros sobre o tema e mostrar a importância da participação leiga na defesa dessa bandeira.Com esse objetivo,foi publicado em 2014 um manual intitulado Church Ambassador:A Practical Guide For All Who Represent the Church and Its Institutions (Embaixador da Igreja:Um Guia Prático Para Todos que Querem Representar a Igreja e Suas Instituições).Traduzido para o português,o material foi escito pelo Dr. John Graz,reconhecido internacionalmente por sua longa atuação na causa da liberdade religiosa.Bert Beach,seu antecessor no Departamento de Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa da sede mundial da Igreja Adventista,igualmente deixou um legado literário.Um de seus livros foi intilulado Ambassador for Liberty (Embaixador por Liberdade).
Produção Acadêmica
    Nos últimos anos,os adventistas também procuraram ampliar sua produção científica.Um exemplo foi o surgimento do periódico intitulado Fides et Libertas (Fé e liberdade),material publicado pela Associação Internacional de Liberdade Religiosa (Irla,na sigla em inglês)que está disponível no seguinte endereço:irla.org/fides-et-libertas.
    Um dos acadêmicos adventistas que têm se destacado na produção de pesquisas nessa área é o doutor Nicholas Miller,professor da Universidade Andrews (EUA).Entre suas principais obras estão 500 Years of Protest and Liberty (500 anos de Protestos e Liberdade)e The Religious Roots of the First Amendment:Dissenting Protestants and The Separation of Church and State (As Raízes Religiosas da Primeira Emenda:Protestantes Dissidentes e Separação de Igreja e Estado).
    No contexto brasileiro,um dos mais recentes esforços foi o lançamento do livro Fundamentos Jurídicos da Liberdade Religiosa (Unaspress,2017),organizado pelos doutores Lélio Maximino Lellis e Carlos Hees,do curos de Direito do Centro Universitário Adventista de São Paulo,campus Engenheiro Coelho.
    Igor Marques,professor da graduação,destaca a influência que pesquisadores adventistas brasileiros têm exercido no cenário nacional e internacional.Em julho de 2016,por exemplo,Josias Bittencourt,pós-doutor em Direitos FUndamentais e Justiça Constitucional pela Universidade de Coimbra (Portugal),foi premiado no concurso da Associação Internacional para a Defesa da Liberdade Religiosa (AIDLR).Em sua tese,ele defendeu a desmistificação da neutralidade total do Estado Laico,com sugestões conceituais sobre limites e práticas da liberdade religiosa."Mantendo a separação entre Igreja e Estado,cabe-nos participar das discussões que afetam toda a sociedade,principalmente aquelas que constituem a base das instituições religiosa:a pregação e o culto",Marques ressalta.
    Outra importante iniciativa é a revista científica mantida pela Universidad Adventista del Plata (Argentina).Intitulada Derecho,Estado y Religión,a publicação é coordenada pelo doutor Juan martín Vives,jovem pesquisador que tem se destacado no assunto da liberdade religiosa no contexto sul-americano.
    Em tempos de confusão ideológica e intelerância,a igreja tem procurado mostrar que a liberdade religiosa precisa continuar sendo defendida para o bem de toda a humanidade.
    O incentivo à constantes discussão do tema não apenas por parte dos adventistas,mas também por outras denominações e interessados em promover essa causa,parece ter se refletido no aumento do número de dissertações,teses e livros sobre liberdade religiosa.Quando mais escrevermos e falarmos sobre o assunto,mais protegiso estará o direito à liberdade de crença e às demais liberdades que dela derivam inclusive a de imprensa.

    Rodrigo Follis,mestre em Comunicação Social e doutor em Ciências da Religião,é professor no Unasp e direitor da Unaspress
Liberdade Para Todos