" Ide por todo o mundo e pregai o evangelho
          Marcos 16:15
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Marcos 16:15
Lição da Escola Sabatina
 
Unidade e relacionamentos rompidos
VERSO PARA MEMORIZAR: “Se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do Seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela Sua vida” (Rm 5:10).

LEITURAS DA SEMANA: 2Tm 4:11; Fm 1-25; 2Co 10:12-15; Rm 5:8-11; Ef 4:26; Mt 18:15-17

Como vimos, mesmo depois do Pentecostes, a relação entre os cristãos foi tensa em alguns momentos. O Novo Testamento registra vários exemplos de como os líderes da igreja e os membros lidaram com esses desafios. Esses relatos são extremamente valiosos para a igreja hoje. Eles revelam os resultados positivos de utilizarmos princípios bíblicos para lidar com os conflitos e preservar nossa unidade em Cristo.
Na lição desta semana examinaremos relacionamentos restaurados e como as relações humanas influenciam a unidade em Cristo. O ministério do Espírito Santo envolve aproximar as pessoas de Deus e umas das outras, além de derrubar as barreiras no relacionamento com o Senhor e de uns com os outros. Em suma, a maior demonstração do poder do evangelho não é necessariamente o que a igreja diz, mas como ela vive.
“Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:35). Sem esse amor, todo o nosso discurso sobre a unidade da igreja não levará a nada.
Sábado à tarde
Domingo
Amizade restaurada

Paulo e Barnabé trabalhavam juntos testemunhando de Jesus. Porém, eles tiveram um desentendimento sobre a confiabilidade de alguém tão medroso como João Marcos (At 15:36-39). Os potenciais perigos da pregação do evangelho fizeram com que João Marcos, em certo ponto, abandonasse Paulo e Barnabé e voltasse para casa (At 13:13).
“Essa deserção fez com que Paulo julgasse Marcos por algum tempo desfavorável; e até mesmo com severidade. Por outro lado, Barnabé se inclinava a desculpá-lo devido à sua inexperiência. Estava ansioso para que Marcos não abandonasse o ministério, pois via nele qualidades que o habilitariam para ser útil obreiro de Cristo” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 170).
Embora Deus tenha usado todos esses homens, os problemas entre eles precisavam ser resolvidos. O apóstolo que pregava a graça devia estendê-la a um jovem pregador que o havia desapontado. O apóstolo do perdão necessitava perdoar. João Marcos se desenvolveu por meio da encorajadora orientação de Barnabé (At 15:39) e, por fim, o coração de Paulo parece ter sido tocado pelas mudanças.

1. O que as cartas de Paulo a Timóteo e aos colossenses revelam sobre seu relacionamento renovado com João Marcos e a nova confiança nesse jovem pregador? Cl 4:10, 11; 2Tm 4:11

Embora os detalhes da reconciliação de Paulo com João Marcos estejam incompletos, o registro bíblico é claro. João Marcos se tornou um dos companheiros de confiança do apóstolo. Paulo o recomendou como seu “cooperador” à igreja de Colossos. No fim de sua vida, Paulo encorajou fortemente Timóteo a trazer João Marcos com ele para Roma, pois ele lhe era “útil para o ministério” (2Tm 4:11). O ministério de Paulo foi enriquecido pelo jovem pregador, a quem ele evidentemente havia perdoado. A barreira entre eles havia sido derrubada, e eles puderam trabalhar juntos na causa do evangelho. Quaisquer que fossem os problemas entre eles, e por mais justificado que Paulo julgasse estar em relação à sua atitude anterior para com João Marcos, tudo havia ficado para trás.

Como podemos perdoar os que nos machucaram ou nos decepcionaram? Ao mesmo tempo, por que o perdão nem sempre inclui uma restauração completa de um relacionamento anterior?

Ano Bíblico: Ef 1–3

Ano Bíblico: Gl 4–6
Segunda-feira
De escravo a filho

Enquanto estava preso em Roma, Paulo encontrou um escravo chamado Onésimo, que tinha fugido de Colossos para Roma. O apóstolo percebeu que conhecia pessoalmente o senhor de Onésimo. A epístola de Filemom é o apelo pessoal de Paulo a seu amigo, referente a um relacionamento restaurado com o escravo fugitivo.
Os relacionamentos eram importantes para Paulo. O apóstolo sabia que as relações rompidas prejudicam o crescimento espiritual e a unidade da igreja. Filemom era um líder da igreja de Colossos. Se ele nutrisse amargura para com Onésimo, isso afetaria negativamente seu testemunho cristão e o testemunho da igreja aos incrédulos da comunidade.

2. Quais princípios importantes sobre restauração de relacionamentos encontramos em Filemom 1-25?

À primeira vista, é um tanto surpreendente que Paulo não tenha falado mais vigorosamente contra os males da escravidão. Mas a estratégia do apóstolo foi muito mais eficaz. O evangelho deve derrubar todas as distinções de classe (Gl 3:28; Cl 3:10, 11). O apóstolo enviou Onésimo de volta a Filemom, não como escravo, mas como seu filho em Jesus e como “irmão amado” de Filemom no Senhor (Fm 16, NVI).
Paulo sabia que os escravos que fugiam tinham um futuro desolador. Eles podiam ser apreendidos a qualquer momento. Estavam condenados a uma vida de miséria e pobreza. Mas agora, como irmão de Filemom, em Cristo, e obreiro voluntário, Onésimo poderia ter um futuro melhor. Sua comida, hospedagem e trabalho poderiam ser assegurados sob o domínio de Filemom. A restauração de uma relação rompida poderia fazer uma diferença dramática em sua vida. Onésimo se tornou um “fiel e amado irmão” (Cl 4:9) e um colaborador do evangelho juntamente com Paulo.
O apóstolo foi tão fervoroso e inflexível em seu desejo de reconciliação entre Onésimo e Filemom, que estava disposto a pagar do próprio bolso qualquer despesa resultante do acontecimento entre os dois cristãos.

Como você pode lidar com qualquer estresse, tensão ou até mesmo rompimento em seu relacionamento com outras pessoas? Como os princípios descritos na carta a Filemom podem impedir uma ruptura na unidade da igreja?
Terça-feira
Dons espirituais para a unidade

3. Leia 1 Coríntios 3:5-11; 12:1-11; 2 Coríntios 10:12-15. Diante dos graves problemas que surgiram na igreja de Corinto, quais são os princípios para a cura e a restauração, tão vitais à unidade da igreja? Assinale a alternativa correta:
A.(  ) Devemos agir por impulso e ir contra as decisões dos outros.
B.(  ) Ninguém é melhor que ninguém. Cada um foi escolhido por Deus e dotado de dons a fim de desempenhar uma obra especial em favor do evangelho.

Nessas passagens, o apóstolo descreveu princípios cruciais à unidade da igreja. Ele ressaltou que Jesus usa diferentes obreiros para realizar diferentes ministérios em Sua igreja, embora cada um trabalhe em conjunto para a edificação do reino de Deus (1Co 3:9).
Deus nos chama à cooperação, não à competição. Todo cristão é dotado por Deus para cooperar no ministério ao corpo de Cristo e no serviço à comunidade (1Co 12:11). Não há dons superiores nem inferiores. Todos são necessários na igreja de Cristo (1Co 12:18-23). Os dons que Deus nos concedeu não são para exibição egoísta, mas para ajudar na pregação do evangelho.
Toda comparação com outras pessoas é imprudente, pois nos trará desânimo ou arrogância. Se pensarmos que os outros são muito “superiores” a nós, ficaremos desencorajados e facilmente podemos desanimar em nosso ministério. Por outro lado, se pensarmos que nossas obras por Cristo são mais eficazes do que as de outros, sentiremos orgulho, que é o pior sentimento que o cristão poderia nutrir.
Ambas as atitudes nos tornam ineficientes para Cristo e enfraquecem a comunhão que temos uns com os outros. Quando atuamos dentro da nossa esfera de influência, encontramos alegria e contentamento ao testemunhar de Jesus. Nossas obras complementarão os esforços de outros membros, e a igreja de Cristo avançará a passos largos em favor do reino.

Você já teve ciúmes dos dons espirituais de alguém? Ao mesmo tempo, quantas vezes você já sentiu orgulho de seus dons ao compará-los com os dos outros? A questão é que as preocupações de Paulo são uma realidade sempre presente no ser humano caído. Independentemente do lado em que caímos, como podemos ter atitudes altruístas, tão necessárias para manter nossa unidade em Cristo?
Ano Bíblico: Filipenses
Quarta-feira
Perdão

O que é o perdão? Ele justifica o comportamento de alguém que nos prejudicou terrivelmente? Meu perdão depende do arrependimento do transgressor? E se a pessoa com quem estou magoado não merece meu perdão?

4. Leia Romanos 5:8-11, Lucas 23:31-34, 2 Coríntios 5:20, 21 e Efésios 4:26. Qual é a natureza do perdão bíblico? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.(  ) Ele só serve para quem está arrependido.
B.(  ) Ele serve para quem não merece.

Cristo tomou a iniciativa de nos reconciliar com Ele. “A bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento” (Rm 2:4). Em Cristo fomos reconciliados com Deus enquanto ainda éramos pecadores. Nosso arrependimento e confissão não criam reconciliação. A morte de Cristo na cruz a criou. Nossa parte é aceitar o que foi feito por nós. Certamente não podemos receber as bênçãos do perdão até confessarmos os nossos pecados. Mas isso não significa que nossa confissão faça surgir o perdão no coração de Deus. O perdão está em Seu coração o tempo todo. Em vez disso, a confissão nos habilita a recebê-­lo (1Jo 1:9). A confissão é de vital importância, não porque muda a atitude de Deus em relação a nós, mas porque muda nossa atitude em relação a Ele. Somos transformados quando nos submetemos ao poder do Espírito Santo, que nos convence, leva ao arrependimento e à confissão do nosso pecado.
O perdão também é fundamental para nosso bem-estar espiritual. Deixar de perdoar alguém que nos prejudicou, mesmo que essa pessoa não mereça nosso perdão, dói mais em nós do que na pessoa. Se um indivíduo lhe fez mal e a dor corrói seu coração por sua falta de perdão, você está permitindo que ela o machuque ainda mais. Quantas vezes esses sentimentos e mágoas são a causa de divisões e tensões na igreja! A mágoa não resolvida entre os membros da igreja prejudica a unidade do corpo de Cristo.
Perdoar é livrar o outro da nossa condenação porque Cristo nos livrou de Sua condenação. O perdão não justifica o comportamento da pessoa para conosco. Podemos nos reconciliar com alguém que nos prejudicou, pois Cristo nos reconciliou com Ele quando pecamos. Podemos perdoar porque somos perdoados. Podemos amar porque somos amados. O perdão é uma escolha. Escolhemos perdoar apesar das ações ou atitudes da outra pessoa. Esse é o verdadeiro espírito de Jesus.

Como o perdão que temos em Cristo nos ajuda a perdoar os outros? Por que esse perdão é um aspecto tão essencial da nossa experiência cristã?
Ano Bíblico: Colossenses

Quinta-feira
Restauração e unidade

5. De acordo com Mateus 18:15-17, quais são os três passos indicados por Jesus para resolver conflitos quando somos prejudicados por outro membro da igreja? Como aplicar essas palavras em nosso contexto contemporâneo?

Quando deu o conselho de Mateus 18, Jesus desejava manter o conflito interpessoal dentro da igreja entre o menor número possível de pessoas. Sua intenção era de que as duas pessoas envolvidas solucionassem o problema. Por isso Ele declarou: “Se teu irmão pecar [contra ti], vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão” (Mt 18:15). Quanto maior é o número de pessoas envolvidas em um conflito entre dois indivíduos, mais discórdia é criada, e mais ela pode afetar a comunhão de outros cristãos. As pessoas tomam partido, e linhas de combate são traçadas. Mas quando os cristãos tentam resolver suas diferenças de maneira reservada, no espírito do amor cristão e da compreensão mútua, cria-se um clima de reconciliação. É a atmosfera certa para o Espírito Santo trabalhar com essas pessoas, enquanto elas se esforçam para resolver suas diferenças.
Às vezes, apelos pessoais à resolução de conflitos são ineficazes. Nesses casos, Jesus nos convida a levar conosco uma ou duas pessoas. Essa segunda etapa no processo de reconciliação deve sempre ocorrer após o primeiro passo. O objetivo é unir as pessoas, e não as distanciar ainda mais. A pessoa que se junta à parte ofendida não vai para provar seu argumento nem para culpar o outro. Ela vai no amor e compaixão de Cristo, como conselheira e parceira de oração a fim de participar do processo de união de duas pessoas separadas.
Há ocasiões em que todas as tentativas de resolver o problema não funcionam. Nesse caso, Jesus nos instruiu a levar a questão diante da igreja. Ele certamente não estava Se referindo a interromper o culto do sábado de manhã com uma questão de conflito pessoal. Se os dois primeiros passos não ajudaram a reconciliar as duas partes, a ocasião apropriada para trazer o problema é a comissão da igreja. O propósito de Cristo é a reconciliação. Não é culpar uma parte e livrar a outra.
“Não permita que seu ressentimento se torne maldade. Não deixe que a ferida inflame e contamine o que está ao redor com palavras venenosas, que manchem a mente daqueles que as ouvem. Não permita que persistam em você e neles pensamentos de rancor. Vai ter com seu irmão e em humildade e sinceridade resolva com ele o problema” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 499).
Ano Bíblico: 1 Tessalonicenses
Sexta-feira
Estudo adicional

Leia o artigo “Forgiveness” [Perdão], p. 825, 826, em Ellen G. White Encyclopedia.
“Quando os obreiros tiverem a presença permanente de Cristo em sua vida, quando estiver morto todo o egoísmo, quando não houver nenhuma rivalidade, nenhuma contenda pela supremacia, quando existir unidade, quando eles se santificarem de maneira que o amor de uns pelos outros seja visto e sentido, então os chuveiros da graça do Espírito Santo hão de vir tão seguramente sobre eles como é certo que a promessa de Deus não falhará em um jota ou um til” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 175).
“Para subsistirmos no grande dia do Senhor, com Cristo como nosso refúgio, nossa torre forte, temos que deixar de lado toda inveja, toda luta pela supremacia. Temos que destruir completamente as raízes dessas coisas profanas, para que não tornem a brotar na vida. Precisamos colocar-nos inteiramente ao lado do Senhor” (Ellen G. White, Eventos Finais, p. 190).

Perguntas para discussão
1. Leia Colossenses 3:12-17. O apóstolo Paulo encorajou os colossenses a buscar qualidades cristãs. Por que essas qualidades são o fundamento para a resolução de conflitos? Como elas nos guiam no cumprimento dos princípios apresentados por Jesus (Mt 18:15-18)?
2. O que nos impede de ter a unidade necessária para alcançar o mundo? Seriam os nossos ensinos e doutrinas? Certamente, não! Deus os concedeu a nós para que os proclamemos. Talvez o problema exista em nós, em nossos relacionamentos, no ciúme, nas brigas, no egoísmo, no desejo de supremacia e em outras coisas. Por que devemos suplicar o poder do Espírito Santo para que sejamos transformados antes que vejamos unidade em toda a igreja?

Resumo:
A essência do evangelho de Jesus Cristo é cura e transformação. E quando essas duas coisas ocorrem, certamente impactam nosso relacionamento com os outros. A Bíblia apresenta princípios e exemplos poderosos de como podemos ter relacionamentos bons e próximos com outras pessoas, mesmo neste mundo de pecado.
Ano Bíblico: 2 Tessalonicenses
Ano Bíblico: Ef 4–6