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          Marcos 16:15
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Marcos 16:15
Lição da Escola Sabatina
 
Causas da desunião
VERSO PARA MEMORIZAR: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência” (Pv 9:10).

LEITURAS DA SEMANA: Dt 28:1-14; Jr 3:14-18; Jz 17:6; 1Rs 12:1-16; 1Co 1:10-17; At 20:25-31

Os profetas do Antigo Testamento repetidamente apelaram ao povo de Israel que obedecessem às ordens de Deus. A desobediência e a negligência levariam à apostasia e à desunião. O propósito da obediência às leis de Deus era preservar o povo das consequências naturais do pecado e santificá-los entre muitas nações estrangeiras. A obediência à vontade do Senhor criaria harmonia entre o povo e fortaleceria sua decisão de resistir às invasões das práticas de adoração pagãs e malignas que os cercavam de quase todas as direções. A intenção de Deus era que Seu povo fosse santo e uma testemunha às nações ao seu redor.
Depois de livrar os hebreus do Egito, o Senhor lhes disse por meio de Moisés: “Eis que vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o
Senhor, meu Deus, para que assim façais no meio da terra que passais a possuir. Guardai-os, pois, e cumpri-os, porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que, ouvindo todos estes estatutos, dirão: Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt 4:5, 6).
Evidentemente, se eles permanecessem fiéis seriam grandemente abençoados e teriam sido uma bênção para outros. No entanto, a infidelidade os levou a uma série de problemas, sendo a desunião apenas um dos muitos que surgiram.
Sábado à tarde
Domingo
“Volta, ó rebelde Israel”

A história do povo de Israel é repleta de episódios de desobediência e anarquia, seguidos por um retorno à obediência, e depois sucedidos novamente por mais desobediência. Esse padrão se repetiu diversas vezes. Quando o povo de Deus era submisso à Sua vontade, era abençoado. Toda vez que transgredia e seguia seu próprio caminho, a vida dele se tornava miserável e cheia de conflitos. Mesmo antes de Israel entrar na terra prometida, Deus previu esse padrão e lhes ofereceu a solução para evitar essas consequências terríveis.

1. Leia Deuteronômio 28:1-14 e enumere quais bênçãos Israel receberia se obedecesse à vontade de Deus:

2. Leia Jeremias 3:14-18. O que aprendemos com o chamado de Deus para que Israel se arrependesse e retornasse ao Senhor? O que isso revela sobre o amor e a paciência de Deus para com Seu povo?

No livro de Jeremias é surpreendente como Deus foi amoroso, misericordioso e generoso para com Seu povo, apesar da sua rebelião, desunião e idolatria. Deus está constantemente convidando Seu povo a retornar a Ele e se arrepender de suas rebeliões. Repetidamente Deus prometeu restauração e esperança para o futuro.
“Volta, ó pérfida Israel, diz o Senhor, e não farei cair a Minha ira sobre ti, porque Eu Sou compassivo, diz o Senhor, e não manterei para sempre a Minha ira. Tão somente reconhece a tua iniquidade, reconhece que transgrediste contra o Senhor, teu Deus, e te prostituíste com os estranhos debaixo de toda árvore frondosa e não deste ouvidos à Minha voz, diz o Senhor” (Jr 3:12, 13).
As palavras de Jeremias foram ditas em um momento de ampla negligência da Palavra de Deus. Embora algumas reformas tivessem sido iniciadas na época do rei Josias, muitos não sentiam o impulso espiritual de permanecer em obediência a Deus. Seus pecados, idolatria e egocentrismo causavam ruína espiritual e política. Quanto mais sua obediência regredia, mais terríveis eram suas perspectivas futuras. No entanto, por meio de Jeremias, Deus apelou a eles. O Senhor planejava um futuro melhor para Seu povo, e desejava trazê-lo de volta à prosperidade, unidade e saúde. Mas isso só poderia ocorrer se ele vivesse pela fé e por tudo o que essa fé envolvia.

Qual é a diferença entre obediência e desobediência? O que isso significa em sua vida?

Ano Bíblico: Mt 8–10
Ano Bíblico: Mt 5–7
Segunda-feira
Reto aos seus próprios olhos

As histórias do livro de Juízes mostram as diversas consequências negativas da desobediência de Israel à vontade do Senhor. Logo depois de entrar em Canaã, o povo começou a moldar sua vida espiritual de acordo com as falsas religiões dos cananeus que os cercavam – exatamente o que o Senhor lhes havia dito que não fizessem! Infelizmente, esse não era o único problema que enfrentavam.

3. De acordo com Juízes 17:6 e 21:25, que outro problema surgiu entre o povo de Deus?

Essa realmente era uma receita para a divisão e desunião do povo de Deus! A unidade da nação devia ser encontrada na leal obediência à aliança que o Senhor tinha feito com ela. Contudo, ao fazerem o que era reto aos seus próprios olhos, especialmente à medida em que eram influenciados pelas nações vizinhas, eles estavam na estrada para o desastre. Todos somos pecadores e, se formos deixados por nossa conta, para seguir as inclinações do nosso coração, nos desviaremos do caminho que Deus nos chama a trilhar.

4. Quais eram as condições espirituais e sociais de Israel no tempo dos juízes? (Jz 2:11-13; 3:5-7).

“Por intermédio de Moisés, o Senhor havia exposto perante Seu povo os resultados da infidelidade. Recusando-se a guardar Sua aliança, estariam se excluindo da vida de Deus e Sua bênção não podia vir sobre eles. Às vezes essas advertências eram ouvidas, e ricas bênçãos eram concedidas à nação judaica e por meio dela aos povos em redor. Mas na maior parte das vezes em sua história eles se esqueceram de Deus e perderam de vista seu elevado privilégio como povo que O representava. Roubaram-No do serviço que deles requeria, e roubaram o próximo da guia religiosa e santo exemplo. Desejaram apropriar-se do fruto da vinha sobre a qual haviam sido postos como mordomos. Sua avidez e cobiça tornaram-nos desprezíveis aos olhos dos próprios pagãos. Assim deu-se ao mundo gentio a ocasião de interpretar mal o caráter de Deus e as leis de Seu reino” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 20, 21).

De que maneira nossas ações como igreja impactam aqueles que nos rodeiam? O que os impressionaria de maneira positiva nos adventistas do sétimo dia?
Terça-feira
A divisão da nação hebraica

O caminho da apostasia, e suas consequências desastrosas, não foi percorrido de um dia para o outro. Mas as escolhas e decisões erradas que se acumularam nos longos séculos finalmente acarretaram algumas consequências terríveis para o povo de Deus.

5. Leia a história do rei Roboão em 1 Reis 12:1-16. O que causou essa terrível divisão entre o povo de Deus?

“Tivessem Roboão e seus inexperientes conselheiros compreendido a vontade divina concernente a Israel, eles teriam dado ouvidos à solicitação do povo por reformas decididas na administração do governo. Mas na hora oportuna que se lhes apresentou na reunião de Siquém, deixaram de raciocinar da causa para o efeito, e assim enfraqueceram para sempre sua influência sobre grande parte do povo. Sua expressa determinação de perpetuar e acrescentar a opressão introduzida durante o reinado de Salomão estava em direto conflito com o plano de Deus para Israel, e deu ao povo ampla ocasião de duvidar da sinceridade de seus motivos. Nessa tentativa inepta e insensível de exercer poder, o rei e seus conselheiros escolhidos revelaram o orgulho da posição e autoridade” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 90).

6. Por que é necessário ter sabedoria para tomar decisões corretas? Qual é a fonte da verdadeira sabedoria?
Pv 4:1-9 ______________________________________________________
Pv 9:10 _______________________________________________________
Tg 1:5 _______________________________________________________

Roboão tomou uma decisão precipitada e imprudente, ao impor mais trabalho ao povo. Esse foi um evento triste. O rei buscou o conselho de dois grupos, mas sua decisão de seguir o conselho de jovens menos experientes, da sua idade, levou a uma catástrofe no reino que seu pai, Salomão, e seu avô, Davi, haviam estabelecido nos últimos 80 anos. O conselho de que o rei devia intimidar a multidão, declarando que era mais severo do que seu pai, foi um conselho tolo. Os conselheiros acreditavam que compadecer-se das demandas do povo por um trabalho menos rigoroso não era o estilo de liderança que o rei deveria adotar. Em vez disso, ele deveria, segundo eles, apresentar-se como implacável e cruel. Ele se mostrou um valentão que não merecia a lealdade do povo. Assim, ocorreu uma divisão que não deveria ter existido e que não havia sido o plano divino.
Ano Bíblico: Mt 14–16

Quarta-feira
Divisão em Corinto

Infelizmente, o problema da desunião entre o povo de Deus não terminou nem mesmo nos tempos do Novo Testamento.
Por exemplo, os quatro primeiros capítulos da Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios são um apelo à unidade. Enquanto estava em Éfeso, Paulo foi informado de que muitas divisões haviam surgido na igreja de Corinto. Por isso, ele começou sua carta com um discurso sobre a unidade da igreja e a necessidade de evitar a divisão. Paulo estava preocupado com isso e buscou apresentar conselhos inspirados para remediar a situação.

7. De acordo com 1 Coríntios 1:10-17, qual foi o motivo de desunião, divisões e disputas? Assinale a alternativa correta:
A.(   ) A preferência pelos apóstolos. Uns preferiam Paulo, outros Pedro ou Apolo.
B.(   ) A circuncisão dos gentios.

Paulo ficou preocupado com seus irmãos e irmãs em Corinto quando uma pessoa da família de Cloe lhe contou sobre as divisões e disputas entre eles. Suas palavras iniciais revelam a profundidade de sua preocupação: “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões” (1Co 1:10). Sua solução foi lembrá-los de que, como cristãos, eles deveriam se unir “na mesma disposição mental e no mesmo parecer” (1Co 1:10). Não importando qual fosse a causa exata dessa disputa e divisão, Paulo queria que ela cessasse.
Paulo lembrou aos coríntios que os cristãos são chamados a seguir a Cristo, e não um ser humano – por mais talentoso, dotado ou chamado que ele seja. Embora eles tenham se dividido em “partidos”, o apóstolo declarou que essa divisão não estava de acordo com a vontade de Cristo. Ele afirmou que a unidade cristã é centrada em Cristo e em Seu sacrifício na cruz (1Co 1:13).
A fonte da unidade cristã é a verdade em Jesus Cristo, e Este crucificado, e em ninguém mais, não importando quanto essa pessoa seja “digna” de ser um mentor, pregador ou líder. Ao pé da cruz estamos todos no mesmo nível. Nosso batismo é em Jesus, pois só Ele pode nos purificar do pecado. No entanto, devemos trabalhar de maneira prática a fim de alcançar essa unidade em Cristo.
Isso revela que, como adventistas do sétimo dia, não podemos dar por certa nossa unidade de fé e missão. Divisões e disputas podem enfraquecer a unidade da igreja hoje, a menos que o amor e o senhorio de Cristo nos unam a Ele.

Como evitar o tipo de perigo com o qual Paulo lidou nessa passagem? Por que devemos sempre ter cuidado com a lealdade que oferecemos a qualquer pessoa que não seja Cristo?
Ano Bíblico: Mt 17–20

Quinta-feira
“Aparecerão lobos ferozes”

8. Leia Atos 20:25-31. Sobre o que Paulo advertiu os anciãos de Eféso? O que eles deveriam fazer para evitar que isso acontecesse?

Muitas vezes Paulo enfrentou oposição, e ele sabia que seria difícil preservar a pureza do evangelho. Em sua carta de despedida aos anciãos de Éfeso, ele utilizou a analogia do atalaia (Ez 33:1-6) para dizer aos líderes que eles eram responsáveis pela salvaguarda do evangelho.
A expressão “lobos ferozes” (At 20:29, NTLH) relembra-nos da advertência de Jesus, de que os falsos mestres se disfarçariam em ovelhas (Mt 7:15). Depois que Paulo fez essa advertência, surgiram falsos mestres, e os cristãos se tornaram presas desses homens. Em Efésios 5:6-14 e Colossenses 2:8, vemos advertências de Paulo às igrejas na Ásia Menor.
Em sua segunda epístola a Timóteo, que era o responsável pela igreja em Éfeso, Paulo também o advertiu contra os erros na igreja e a impiedade nos últimos dias.

9. Leia 2 Timóteo 2:14-19 e 3:12-17. O que Paulo disse a Timóteo sobre como combater os falsos mestres e preservar a unidade da igreja?

Primeiramente, Timóteo devia conhecer as Escrituras, manejando “bem a Palavra da verdade” (2Tm 2:15). O antídoto para as disputas e especulações inúteis é entender e ensinar corretamente a Palavra. As verdades bíblicas devem ser interpretadas corretamente, de maneira que nenhuma parte das Escrituras seja colocada em oposição ao quadro completo da Bíblia, e de tal modo que impeça interpretações errôneas que levem as pessoas a perder a fé em Jesus. Questões secundárias e irrelevantes devem estar subordinadas aos princípios bíblicos que trazem uma vida vitoriosa. A segunda recomendação de Paulo foi que Timóteo evitasse “os falatórios inúteis e profanos” (2Tm 2:16). Assuntos triviais e especulativos não deviam fazer parte do ministério de Timóteo, se ele quisesse ser um ministro fiel. Essas conversas levam a mais impiedade e não edificam a fé (2Tm 2:16). Somente a verdade leva à piedade e harmonia. A razão pela qual Timóteo devia evitar esses erros e exortar seu povo a evitá-los é que eles destroem a igreja como uma doença (2Tm 2:17). Por fim, a obediência à Bíblia é o antídoto para o falso ensino (2Tm 3:14-17) que ameaça a unidade da igreja.

Como nos proteger de pessoas que, mediante ensinos falsos, causam divisões?
Ano Bíblico: Mt 21–23

Sexta-feira
Estudo adicional

Leia, de Ellen G. White, “O Reino é Rasgado”, p. 87-98, em Profetas e Reis; “Mensagem de Advertência e de Apelo”, p. 298-308, em Atos dos Apóstolos.
“O Senhor deseja que Seus escolhidos servos aprendam a se unir num esforço harmônico. Talvez pareça a alguns que o contraste entre seus dons e os de seus coobreiros é demasiadamente grande para permitir que se unam em esforço assim harmônico. Mas, ao lembrarem que há variedade de pessoas a ser atingidas, e que algumas rejeitarão a verdade apresentada por um obreiro, abrindo o coração à verdade de Deus ante o modo diferente de outro, eles hão de se esforçar esperançosamente por trabalhar juntos, em união. Seus talentos, conquanto diversos, podem-se achar todos sob a direção do mesmo Espírito. Em toda palavra e ação, eles manifestarão bondade e amor; e ao ocupar cada obreiro fielmente o lugar que lhe é designado, a oração de Cristo em favor da unidade de Seus seguidores será atendida, e o mundo conhecerá que esses são Seus discípulos” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 483).

Perguntas para discussão
1. A questão de fazer o que é reto aos próprios olhos não é novidade. O pós-­modernismo, que se opõe à ideia de qualquer autoridade intelectual ou moral, abre caminho para o tipo de anarquia contra a qual a Bíblia adverte. Como devemos confrontar esse desafio?
2. Reflita sobre Roboão e a divisão de Israel (1Rs 12). Quais são as lições para nós hoje?
3. Estude Provérbios 6:16-19, que fala sobre discórdia. Como evitar a discórdia na igreja?

Resumo:
Na Bíblia encontramos situações que levaram à desunião. Quando o povo de Deus viveu em obediência fiel, os perigos da desunião diminuíram grandemente. Exemplos da época dos juízes, bem como do reinado de Roboão, abriram a porta para a divisão. Mesmo nos tempos do Novo Testamento, o potencial de desunião permaneceu. A compreensão apropriada da Palavra de Deus e o esforço santificado para obedecê-la são a melhor proteção contra a desunião e a divisão entre nós.
Ano Bíblico: Mt 24–26

Ano Bíblico: Mt 11–13