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          Marcos 16:15
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Marcos 16:15
Lição da Escola Sabatina
 
Daniel e o Tempo do Fim
VERSO PARA MEMORIZAR - “Disse o rei a Daniel: Certamente, o vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador de mistérios, pois pudeste revelar este mistério” (Dn 2:47).

LEITURAS DA SEMANA - Lc 16:10; Dn 1; 2; 3:1-6; Ap 13:11-15; Dn 3:13-18; Jo 3:7; Dn 4; 6

O Senhor tinha grandes planos para o antigo Israel. “Vós Me sereis reino de sacerdotes e nação santa” (Êx 19:6). Essa nação santa, esse reino de sacerdotes deveria testemunhar ao mundo que Yahweh, o Senhor, é o único Deus (veja Is 43:10, 12). Infelizmente, a nação não cumpriu o chamado sagrado que Deus lhe havia feito. Por fim, os israelitas foram levados cativos à Babilônia.
De maneira curiosa, Deus ainda conseguiu usar individualmente alguns judeus para ser Suas testemunhas, apesar do desastre do cativeiro. Em outras palavras, até certo ponto, o Senhor realizaria por meio de Daniel e de seus três companheiros cativos o que Ele não tinha conseguido por meio de Israel e Judá. Em certo sentido, esses homens foram exemplos do que Israel, como nação, deveria ter sido e feito.
A história deles transcorreu em um tempo e lugar muito distantes dos últimos dias. Porém, os traços e características desses homens ainda podem servir de exemplo para nós, pessoas que não apenas vivem no tempo do fim, mas que são chamadas a testemunhar de Deus a um mundo que, como os pagãos da corte babilônica, não O conhece. O que podemos aprender com suas histórias?

Se Jesus Cristo fez bem para você, será que não vai fazer bem aos que estão ao seu redor? Em 2018, aceite o desafio, forme uma dupla missionária e cumpra a missão de espalhar essa esperança.
Sábado à tarde
Domingo
FIEL NO POUCO
“Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito” (Lc 16:10).
É muito fácil transigir, ser “injusto no pouco”, não é mesmo? O problema não é que o “pouco” seja muito importante, pois não é. Por essa razão é considerado “pouco”. Como a maioria sabe, por experiência pessoal ou por exemplos de outros, o problema é que a primeira transigência leva a outra, e depois a outra, e mais outra, até que nos tornamos injustos também “no muito”.
Com esse pensamento em mente, retomemos a história em Daniel 1, o primeiro relato das experiências desses judeus no cativeiro babilônico.

1. Leia Daniel 1. De que maneira a posição tomada por Daniel, Ananias, Misael e Azarias reflete o que o antigo Israel deveria ser para as nações? Veja também Dt 4:6-8; Zc 8:23.

Embora o texto não relacione diretamente o que eles comiam com o fato de serem “dez vezes mais doutos” em “sabedoria e inteligência” do que todos os outros (Dn 1:20), há claramente uma ligação aqui. O capítulo também afirma que Deus lhes havia concedido essa inteligência e sabedoria. Ou seja, o Senhor foi capaz de usá-los porque eles foram fiéis a Ele, quando se recusaram a comer a comida impura da Babilônia. Eles obedeceram e Deus abençoou sua obediência. Não teria o Senhor feito algo semelhante pelo antigo Israel como um todo, se ele tivesse seguido o ensino bíblico com tanta diligência e fidelidade quanto aqueles quatro jovens? Certamente! Ele também não fará o mesmo por nós hoje, nos últimos dias, se formos fiéis?

Visto que recebemos muita luz e verdade, precisamos responder: Temos sido fiéis e obedientes à revelação? Como podemos ser testemunhas poderosas de Deus?
Ano Bíblico: 2Sm 20, 21
Ano Bíblico: 2Sm 18, 19
Segunda-feira
A HUMILDADE DE DANIEL

Em todo o mundo, o capítulo dois do livro de Daniel tem ajudado inúmeras pessoas a crer no Deus da Bíblia. Essa passagem bíblica apresenta evidências racionais poderosas, não apenas a favor da existência de Deus, mas de Sua presciência. De fato, a revelação da presciência divina provida por esse capítulo é uma evidência da existência de Deus.

2. Leia Daniel 2. Quais são as evidências convincentes da realidade de Deus? Observe, também, a atual Europa, descrita no livro (Dn 2:40-43). Como um homem que viveu aproximadamente 2.600 anos antes descreveu com precisão essa situação, senão por revelação divina? Assinale a alternativa correta:
A.( ) Mediante um resumo da futura história mundial, apresentado a Daniel por meio de uma estátua, Deus revelou Sua existência.
B.( ) Com a ajuda dos magos de Babilônia, Daniel conseguiu desvendar o futuro.

Aberta e ousadamente, Daniel deu todo o crédito a Deus pela revelação que havia recebido. Ele poderia facilmente ter se vangloriado de sua sabedoria e inteligência já reconhecidas como a fonte de sua habilidade não apenas de conhecer o sonho do rei, mas interpretá-lo. Porém, Daniel não caiu nessa armadilha. As orações que ele e os outros fizeram (Dn 2:17-23) mostraram sua completa dependência de Deus; caso contrário, eles teriam morrido com o restante dos sábios.
Posteriormente, Daniel lembrou ao rei que nenhum de seus sábios, encantadores nem magos profissionais havia sido capaz de revelar ao rei seu sonho. Em contraste, o Deus do Céu pode revelar mistérios, pois Ele é o único Deus verdadeiro.
Assim, em sua humildade e dependência de Deus, Daniel foi uma testemunha poderosa. Se Daniel, naquela época, demonstrava humildade, quanto mais devemos revelar humildade hoje! Afinal, temos uma revelação do plano da salvação que Daniel não tinha; e se alguma coisa deve nos manter humildes é o conhecimento do que Jesus fez na cruz.

O que a cruz nos ensina sobre humildade? O que ela revela, não apenas sobre nosso pecado, mas também sobre nossa total dependência de Deus para a salvação? Onde você estaria sem a cruz? Existe, portanto, algo do que se gloriar, a não ser da cruz de Cristo? Veja Gl 6:14.
Terça-feira
A ESTÁTUA DE OURO

Há muito tempo, os estudiosos da Bíblia notaram a ligação entre Daniel 3 (a história dos três hebreus na planície de Dura) e Apocalipse 13 (uma descrição da perseguição que o povo de Deus enfrentou no passado e enfrentará nos últimos dias).

3. Compare Daniel 3:1 a 6 com Apocalipse 13:11 a 15. Quais são os paralelos entre essas duas passagens?

Em ambos os casos, a questão da adoração é central, porém ambos falam sobre uma adoração forçada. Ou seja, as autoridades políticas no poder exigem a adoração devida apenas ao Senhor.

4. Leia Daniel 3:13 a 18. O que enfrentaremos nos últimos dias? Como devemos encarar o que está por vir? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.( ) Aumento de impostos e crise ecológica. Não devemos nos importar com isso.
B.( ) A imposição da adoração à imagem da besta. Devemos resistir.

O líder mais poderoso da Terra, Nabucodonosor, havia zombado daqueles homens e de seu Deus, dizendo: “Quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” (Dn 3:15). Ele logo descobriu quem esse Deus era, pois mais tarde declarou: “Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-­Nego, que enviou o Seu anjo e livrou os Seus servos, que confiaram Nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem e adorarem a qualquer outro deus, senão ao seu Deus” (Dn 3:28).
Depois de presenciar um milagre como aquele, o rei ficou convencido de que havia algo especial no Deus a quem aqueles homens serviam.
Suponha, no entanto, que aqueles jovens não tivessem sido livrados das chamas, o que eles perceberam que era uma clara possibilidade (Dn 3:18). Por que eles ainda assim teriam agido corretamente, não obedecendo à ordem do rei, mesmo que isso significasse que eles seriam queimados vivos? Essa história apresenta um testemunho poderoso da fé e disposição daqueles homens em defender o que acreditavam, independentemente das consequências.

Quando surgir a questão da adoração nos últimos dias, como podemos ter a certeza de que permaneceremos tão fiéis quanto aqueles homens? Se não somos fiéis agora, no “pouco”, o que nos faz pensar que seremos em algo tão grande quanto a crise final?
Ano Bíblico: 1Rs 1, 2
Quarta-feira
A CONVERSÃO DOS GENTIOS

O capítulo três de Daniel termina com o reconhecimento, por parte de Nabucodonosor, da existência e do poder do Deus verdadeiro. Porém, ter conhecimento de Deus e de Seu poder não é o mesmo que ter a experiência do novo nascimento, a qual Jesus declarou ser crucial para a salvação (veja Jo 3:7). De fato, o homem retratado em Daniel 4:30 era qualquer coisa, menos uma pessoa convertida.

5. Leia Daniel 4:30. Qual era o problema desse homem? Veja também João 15:5, Atos 17:28 e Daniel 5:23.

No entanto, ao fim do capítulo, Nabucodonosor aprendeu, da maneira mais difícil, que todo o verdadeiro poder está em Deus e que, sem o Senhor, ele não era nada.
“O outrora orgulhoso rei tinha se tornado um humilde filho de Deus; o governante tirânico e opressor havia se tornado um rei sábio e compassivo. Aquele que tinha desafiado o Deus do Céu e Dele blasfemado, reconhecia agora o poder do Altíssimo, e fervorosamente procurou promover o temor de Jeová e a felicidade dos seus súditos. Sob a repreensão Daquele que é Rei dos reis e Senhor dos senhores, Nabucodonosor tinha afinal aprendido a lição que todos os reis precisam aprender, de que a real grandeza consiste na verdadeira bondade. Ele reconheceu Jeová como o Deus vivo, dizendo: “Eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico ao Rei do Céu, porque todas as Suas obras são verdadeiras, e os Seus caminhos, justos, e pode humilhar aos que andam na soberba” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 521).

6. Leia Daniel 4:35. Quais verdades sobre Deus Nabucodonosor também expressou nesse verso?

O capítulo quatro de Daniel termina com um gentio reconhecendo a autoridade, domínio e poder do Deus dos hebreus. Em certo sentido, essa cena foi um prenúncio do que ocorreu na igreja primitiva, quando, mediante o testemunho dos judeus e do poder de Deus, os gentios tomaram conhecimento da verdade sobre o Senhor e começaram a proclamá-la ao mundo.

7. Leia João 3:7. O que, segundo Jesus, torna as pessoas preparadas para o fim dos tempos?
Ano Bíblico: 1Rs 3, 4
Quinta-feira
A FIDELIDADE DE DANIEL

Leia Daniel 6 e responda às seguintes perguntas:

8. O que Daniel 6:4 e 5 revela sobre o próprio Daniel? Quais lições podemos tirar desses versos sobre como devemos ser vistos?

9.  Como esse capítulo se relaciona com os eventos finais, descritos no livro de Apocalipse? (Veja Ap 13:4, 8, 11-17).

10. Coloque-se no lugar de Daniel nessa situação. Qual argumento ou razão ele poderia ter dado para não orar? Como o profeta poderia ter justificado essa atitude que poderia evitar que ele fosse jogado na cova dos leões?

11. Por que Daniel continuou orando como sempre fazia, mesmo que não fosse obrigado a orar?

12. Mesmo antes que Daniel fosse jogado na cova dos leões, o rei Dario demonstrou saber alguma coisa sobre o poder do Deus de Daniel (Dn 6:16). Como Daniel testemunhou ao rei a respeito de seu Deus, a quem ele adorava e servia?
Ano Bíblico: 1Rs 5, 6
Sexta-feira
ESTUDO ADICIONAL – Ano Bíblico: 1Rs 7, 8

“Ao nos aproximarmos do fim da história deste mundo, as profecias registradas por Daniel demandam nossa especial atenção, visto que se rela­cionam com o próprio tempo em que estamos vivendo. Com elas devem se ligar os ensinos do último livro das Escrituras do Novo Testamento. Satanás tem levado muitos a crer que as porções proféticas dos escritos de Daniel e João, o revelador, não podem ser compreendidas. Mas a promessa é clara de que bênção especial acompanhará o estudo dessas profecias. ‘Os sábios entenderão’ (Dn 12:10), foi dito a respeito das visões de Daniel que deviam ser abertas nos últimos dias; e da revelação que Cristo deu a Seu servo João para guia do povo de Deus através dos séculos, a promessa é: ‘Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas’” (Ap 1:3, ARC; Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 547, 548).
Embora tenhamos a tendência de examinar o livro de Daniel no contexto da ascensão e queda das nações, do juízo (Dn 7:22, 26; 8:14) e da libertação final do povo de Deus no tempo de angústia (Dn 12:1), nesta semana vimos que esse livro também pode, por meio de exemplos, preparar-nos individualmente para provações e perseguições, sempre que elas surgirem. Nesse sentido, essas histórias nos apresentam mensagens de vital importância para os últimos dias. Afinal, por mais útil que seja conhecer a “marca da besta”, o “tempo de angústia” e a perseguição futura, se não tivermos a expe­riência com Deus, todo esse conhecimento somente nos condenará. Mais do que qualquer outra coisa, precisamos da experiência do “novo nascimento” que Daniel e os outros tiveram, incluindo Nabucodonosor.

Perguntas para discussão
1. Leia a oração de Daniel no capítulo 9:3-19. Como essa oração demonstra que o profeta compreendia a graça, e que Deus nos ama e redime por Sua benevolência, e não por qualquer mérito ou “bondade” da nossa parte? Por que é tão importante compreender e experimentar essa verdade?
2. Discuta com os alunos os desafios que os três hebreus (Dn 3) e Daniel (Dn 6) enfrentaram quando suas práticas religiosas foram ameaçadas pelas autoridades políticas. Quais semelhanças e diferenças encontramos nos dois relatos? Como podemos ser testemunhas poderosas por meio de nossa fidelidade?
3. O que significa “nascer de novo”? Por que Jesus nos deu essa ordem (Jo 3:7)?
Ano Bíblico: 1Rs 7, 8
Ano Bíblico: 2Sm 22–24