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e pregai o evangelho."
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Lição da Escola Sabatina
Vivendo pelo Espírito
VERSO PARA MEMORIZAR: “Por isso digo: Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne” (Gl 5:16, NVI).

LEITURAS DA SEMANA: Gl 5:16-25; Dt 13:4, 5; Rm 7:14-24; Jr 7:9; Os 4:2; Mt 22:35-40

Um dos hinos cristãos mais amados é “Manancial de Toda Bênção” (Hinário Adventista, 214), de Robert Robinson. No entanto, esse compositor nem sempre foi um homem de fé. A morte do pai o deixou irado, e ele caiu na depravação e embriaguez. Depois de ouvir o famoso pregador George Whitefield, Robinson entregou a vida ao Senhor, tornou-se pastor metodista e escreveu esse hino que, originalmente, inclui os versos: “Cada dia, cada hora / Sou à graça devedor (…) / Eis minh’alma vacilante/ Confiarei em Teu amor”.
Incomodado com as palavras sobre a “alma” (coração) errante do cristão, alguém tentou mudar as palavras dessa estrofe: “sinto-me inclinado a adorar, Senhor, inclinado a amar ao Deus a quem eu sirvo”.
Apesar das boas intenções do editor, as palavras originais descrevem com precisão a luta cristã. Como cristãos, temos duas naturezas, a carnal e a espiritual, e elas estão em conflito. Embora nossa natureza pecaminosa esteja sempre propensa a se afastar de Deus, se estivermos dispostos a nos render ao Seu Espírito, não temos que ser escravos dos desejos da carne. Essa é a essência da mensagem de Paulo nos textos da lição desta semana.
Sábado à Tarde
Ano Bíblico: Ez 39–41
Ano Bíblico: Ez 42–44
Domingo
Andar no Espírito

1. Leia Gálatas 5:16. O que o conceito de “andar” tem a ver com a vida de fé? Dt 13:4, 5; Rm 13:13; Ef 4:1, 17; Cl 1:10

Andar é uma metáfora tirada do Antigo Testamento que se refere à maneira pela qual uma pessoa deveria se comportar. Paulo, que era judeu, muitas vezes fez uso dessa metáfora em suas cartas para descrever o tipo de conduta que deve caracterizar a vida cristã. O uso que ele fez dessa metáfora provavelmente estivesse ligado também ao primeiro nome associado à igreja primitiva. Antes que os seguidores de Jesus fossem chamados cristãos (At 11:26), eles eram conhecidos simplesmente como seguidores do “Caminho” (Jo 14:6; At 22:4; 24:14). Isso sugere que, já em uma época muito antiga, o cristianismo não era apenas um conjunto de crenças teológicas centralizadas em Jesus, mas também um “caminho” de vida a ser “percorrido”.

2. De que maneira a metáfora de Paulo sobre andar é diferente daquela encontrada no Antigo Testamento? Compare Êxodo 16:4; Levítico 18:4; Jeremias 44:23 com Gálatas 5:16, 25; Romanos 8:4. Assinale a alternativa correta:
A.( ) “Andar”, no Antigo Testamento, está relacionado à obediência da lei. A ênfase de Paulo, porém, estava no “andar no Espírito”, em conformidade com a lei de Deus.
B.( ) No Antigo Testamento, “andar” tinha um significado literal. Para Paulo, “andar no Espírito” significava desprezar a lei.

A conduta no Antigo Testamento não era definida simplesmente como “andar”, porém mais especificamente como “andar na lei”. Halakhah é o termo legal que os judeus usavam para se referir às regras e regulamentos encontrados tanto na lei quanto nas tradições rabínicas de seus antepassados. Embora Halakhah normalmente seja traduzida como “lei judaica”, na verdade a palavra tem por base o termo hebraico para “andar” e significa literalmente “a maneira de andar”.
Os comentários de Paulo sobre “andar no Espírito” não são contrários à obediên­cia à lei. Ele não sugeriu que os cristãos devem viver de uma maneira que transgrida a lei. É importante repetir: Paulo não se opôs à lei nem à obediência a ela.
O que ele combateu foi a maneira legalista pela qual a lei estava sendo mal utilizada. A obediência genuína que Deus deseja nunca poderá ser alcançada por obrigação exterior, mas apenas pela motivação interior produzida pelo Espírito (Gl 5:18).

Como tem sido sua experiência de “andar no Espírito”? Como você faz isso? Quais práticas em sua vida dificultam esse tipo de caminhada?
Ano Bíblico: Ez 45–48
Segunda-feira
O conflito do cristão

3. “Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam” (Gl 5:17, NVI; veja também Rm 7:14-24). Você tem experimentado a realidade difícil e dolorosa dessas palavras?

A luta que Paulo descreveu não é a luta de todo ser humano. Ela se refere especificamente ao “cabo de guerra” interior que existe no cristão. Visto que os seres humanos nascem em harmonia com os desejos da carne (Rm 8:7), é somente quando nascemos de novo pelo Espírito que um conflito espiritual realmente começa a surgir (Jo 3:6). Isso não significa que os não-cristãos nunca experimentam conflitos morais; eles certamente os vivenciam. Mas, mesmo esse conflito, em última análise, é resultado da atuação do Espírito. A luta do cristão, no entanto, assume nova dimensão, porque o cristão tem duas naturezas que estão em guerra entre si: a carne e o Espírito.
Ao longo da história, os cristãos têm desejado alívio para essa luta. Alguns têm procurado pôr fim ao conflito se retirando da sociedade, enquanto outros têm afirmado que a natureza pecaminosa pode ser erradicada por algum ato da graça de Deus. Ambas as tentativas estão equivocadas. Embora certamente possamos subjugar os desejos da carne pelo poder do Espírito, o conflito continuará de várias maneiras, até que recebamos um novo corpo na segunda vinda de Jesus. Fugir da sociedade não ajuda porque, não importa aonde formos, levaremos a luta conosco até a morte ou até a volta de Cristo.
Quando Paulo escreveu, em Romanos 7, sobre o conflito interior nos cristãos como que impedindo-os de fazer o que quisessem, ele estava enfatizando a total extensão desse conflito. Visto que possuímos duas naturezas, estamos literalmente dos dois lados da batalha ao mesmo tempo. Nossa natureza espiritual deseja o que é espiritual e detesta o que é carnal. Nossa natureza carnal, no entanto, anseia as coisas da carne e se opõe ao que é espiritual. Sendo a mente convertida, por si mesma, muito fraca para resistir à carne, a única esperança que temos de subjugar a carne é tomar uma decisão diária de nos colocar ao lado do Espírito, contra nossa natureza pecaminosa. Por isso Paulo insistiu tanto em que os cristãos decidissem andar no Espírito.

Com base em sua experiência da batalha entre essas duas naturezas, qual conselho você daria para um cristão que esteja tentando resolver essa luta interminável contra si mesmo?
Ano Bíblico: Dn 1–3

Terça-feira
As obras da carne

Tendo introduzido o conflito que existe entre a carne e o Espírito, Paulo, em Gálatas 5:18-26, discorreu sobre a natureza desse contraste por meio de uma lista de vícios e virtudes éticas. A lista de vícios e virtudes era uma característica consolidada tanto na literatura judaica quanto na greco-romana. Essas listas identificavam o comportamento a ser evitado e as virtudes a ser imitadas.

4. Examine cuidadosamente as listas de vícios e virtudes nas passagens abaixo. Quais são as semelhanças e diferenças entre as listas de Paulo em Gálatas 5:19-24 e as listas a seguir? Jr 7:9; Os 4:2; Mc 7:21, 22; 2Tm 3:2, 3; 1Pe 4:3; Ap 21:8

Embora Paulo estivesse bem consciente da lista de vícios e virtudes, existem diferenças significativas na maneira pela qual ele usou as duas listas em Gálatas. Em primeiro lugar, embora Paulo tenha contrastado as duas listas, ele não se referiu a elas da mesma forma. Ele nomeou a lista dos vícios como “obras da carne” e a lista das virtudes como “fruto do Espírito”. Essa é uma distinção importante. Como James D. G. Dunn escreveu: “A carne exige, mas o Espírito produz. Enquanto uma lista respira uma ansiosa autoafirmação e frenética satisfação pessoal, a outra fala mais da preocupação pelos outros, de serenidade, capacidade de recuperação e confiabilidade. Uma lista é caracterizada pela manipulação humana; a outra, pela capacitação divina ou pela atuação da graça, reforçando a ideia de que a transformação interior é a origem da conduta responsável” (The Epistle to the Galatians [A Epístola aos Gálatas], p. 308).
A segunda diferença interessante entre as duas listas de Paulo é que a lista dos vícios é deliberadamente colocada no plural: “obras da carne”. “Fruto do Espírito”, no entanto, está no singular. Essa diferença sugere que viver de acordo com a carne pode promover nada mais do que divisão, tumulto, discórdia e separação. Em contrapartida, ao viver no reino do Espírito produzimos Seu fruto, que se manifesta em nove qualidades que promovem a unidade.
Nesse contexto, algumas pessoas afirmam que, seja qual for a crença de alguém acerca de Deus, isso realmente não importa, desde que a pessoa seja sincera. Nada poderia estar mais longe da verdade. A lista dos vícios, apresentada por Paulo, sugere o oposto: a crença pervertida sobre Deus leva a ideias distorcidas sobre o comportamento sexual, sobre religião e ética, resultando na degradação das relações humanas. Além disso, também podem levar à perda da vida eterna (Gl 5:21).

Examine a lista de “obras da carne”. Você considera cada uma delas como transgressão de um ou mais dos Dez Mandamentos?
Quarta-feira
Ano Bíblico: Dn 4–6
O fruto do Espírito (Gl 5:22-24)

5. “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei” (Gl 5:22, 23, NVI). De que maneira a obediência aos Dez Mandamentos reflete o fruto do Espírito, expresso nesses versos? Veja também Mt 5:21, 22, 27, 28; 22:35-40. Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.( ) Quem não mata nem se ira contra seu irmão é paciente e manso.
B.( ) Quem não adultera é fiel.
C.( ) Os Dez Mandamentos não possuem nenhuma relação com o fruto do Espírito.

Os Dez Mandamentos não são uma alternativa ao amor; eles nos guiam na maneira pela qual devemos demonstrar o amor a Deus e à humanidade. Por mais que possa transcender à letra da lei, o amor não está em conflito com a lei. A ideia de que o amor a Deus e ao próximo anula os Dez Mandamentos faz quase tanto sentido quanto dizer que o amor pela natureza anula a lei da gravidade.
Além disso, em contraste com as quinze palavras que descrevem as obras da carne, o fruto do Espírito é descrito em nove virtudes graciosas. Estudiosos acreditam que essas nove virtudes estão organizadas em três grupos de três, mas quase não há consenso sobre o significado da sua ordem. Alguns veem no número três uma implícita referência à Trindade; outros acreditam que as três tríades reflitam as maneiras pelas quais devemos nos relacionar com Deus, com o próximo e, finalmente, com nós mesmos. Outros ainda veem a lista como, essencialmente, uma descrição de Jesus. Embora cada um desses pontos de vista tenha algum mérito, não devemos ignorar o ponto mais importante e significativo, que é a importância suprema que Paulo dá ao amor na vida cristã.
Não é acidental o fato de que o amor aparece como a primeira das nove virtudes na lista de Paulo. Ele já havia destacado o papel central do amor na vida cristã em Gálatas 5:6, 13, e o tinha incluído em suas listas de virtudes em outros lugares (2Co 6:6, 1Tm 4:12; 6:11; 2Tm 2:22). Enquanto todas as outras virtudes aparecem também em fontes não cristãs, o amor é distintamente cristão. Tudo isso indica que o amor deve ser visto não apenas como uma virtude entre muitas, mas como a principal virtude cristã que é a chave para todas as outras virtudes. O amor é o mais elevado fruto do Espírito (1Co 13:13; Rm 5:5) e deve definir a vida e as atitudes de todo cristão (Jo 13:34, 35), por mais difícil que seja, às vezes, demonstrar amor.

Quanta abnegação está envolvida no amor? Você pode amar sem renunciar a si mesmo? O que Jesus nos ensinou sobre amor e abnegação?
Ano Bíblico: Dn 7–9
Quinta-feira
O caminho para a vitória

Embora sempre ocorra um conflito interior angustiante entre a carne e o Espírito no coração de cada cristão, a vida cristã não precisa ser dominada pela derrota, pelo fracasso e pecado.

6. Segundo Gálatas 5:16-26, qual é o segredo para ter uma vida em que o Espírito reine sobre a carne? Assinale a alternativa correta:
A.( ) Satisfazer os desejos da carne.
B.( ) Decidir todos os dias andar no Espírito, permitindo que Ele guie nossa vida.
C.( ) Ignorar os apelos do Espírito Santo.

Gálatas 5:16-26 contém cinco verbos fundamentais que descrevem o tipo de vida em que o Espírito reina. Em primeiro lugar, o cristão precisa “andar” no Espírito (v. 16). O verbo grego é peripateo, que significa literalmente “passear” ou “seguir”. Os seguidores do famoso filósofo grego Aristóteles passaram a ser conhecidos como “peripatéticos” porque eles seguiam Aristóteles em todos os lugares aonde ele ia. O fato de o verbo estar no presente do indicativo significa que Paulo não estava falando de uma caminhada ocasional, mas de uma contínua experiência diária. Além disso, uma vez que a “andar” no Espírito é também uma ordem, isso implica que andar no Espírito é uma escolha que temos que fazer diariamente. O segundo verbo é “ser guiado” (v. 18). Isso sugere que também precisamos permitir que o Espírito nos guie aonde devemos ir (Rm 8:14; 1Co 12:2). Nossa tarefa não é guiar, mas seguir.
Depois, outros dois verbos aparecem em Gálatas 5:25. O primeiro é “viver” (zao, em grego). Com o verbo “viver”, Paulo se referiu à experiência do novo nascimento, que deve marcar a vida de cada cristão. O uso que Paulo fez do tempo presente aponta para a experiência do novo nascimento, que deve ser renovada diariamente. Conforme o que Paulo escreveu, visto que vivemos pelo Espírito, também precisamos “andar” pelo Espírito. A palavra traduzida como “andar” é diferente da utilizada no verso 16. Aqui a palavra é stoicheo, um termo militar que significava, literalmente, “colocar em ordem”, “manter-se no mesmo passo” ou “sujeitar-se”. A ideia aqui é de que o Espírito não apenas nos dá vida, mas também deve orientar diariamente nossa vida.
O verbo que Paulo usou no verso 24 é “crucificar”. Isso é um pouco chocante. Se devemos seguir o Espírito, precisamos tomar uma decisão firme de sacrificar os desejos da carne. Naturalmente, Paulo estava falando no sentido figurado. Crucificamos a carne alimentando nossa vida espiritual e matando de fome os desejos da carne.

Quais mudanças e escolhas você deve fazer para alcançar as vitórias prometidas em Cristo, e que até hoje não conseguiu obter?
Ano Bíblico: Dn 10–12
Sexta-feira
Estudo adicional

A vida do cristão não é toda suave. Ele tem severos conflitos a enfrentar. Cruéis tentações o assaltam. “Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne” (Gl 5:17). Quanto mais perto chegarmos do final da história da Terra, mais enganosos e ardilosos serão os ataques do inimigo. Seus ataques ficarão cada vez mais ferozes e mais frequentes. Os que resistirem à luz e à verdade se tornarão mais endurecidos e insensíveis, e mais determinados contra aqueles que amam a Deus e guardam os Seus mandamentos (MS 33, 1911; Comentários de Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista, v. 6, p. 1240).
“A influência do Espírito Santo é a vida de Cristo no coração. Não vemos Cristo nem falamos com Ele, mas o Espírito está tão perto de nós num lugar como em outro. Ele atua não só em cada pessoa que recebe a Cristo, mas por meio dela.
Os que têm o Espírito habitando em seu interior revelam os frutos do Espírito: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade” (MS 41, 1897; Comentários de Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista, v. 6, p. 1240).

Perguntas para reflexão
1. O que isso significa crucificar os desejos da carne? Como podemos fazer isso? O que o uso da palavra crucificar nos diz sobre quanto é difícil a batalha contra o eu?
2. O esforço humano desempenha algum papel na produção do fruto do Espírito? O que sua experiência diz sobre esse papel?
3. Paulo disse que os que praticam as obras da carne não herdarão o reino de Deus. Como você concilia essa declaração com o fato de que Paulo diz que somos salvos pela fé e não pelas obras?
4. Qual é a maior luta que você enfrenta em sua caminhada com o Senhor? Não é o pecado e a influência dele sobre seu relacionamento com Deus? Por que devemos sempre lembrar que nossa salvação depende totalmente do que Jesus fez por nós?

Resumo:
Embora na vida dos cristãos exista um conflito entre os desejos da carne e os desejos do Espírito, a vida cristã não precisa ser fracassada. Visto que Cristo venceu o poder do pecado, o Espírito pode reinar na vida cristã, concedendo-nos diariamente a graça que nos habilita a controlar os desejos da carne.
Marcos 16:15