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          Marcos 16:15
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Marcos 16:15
Lição da Escola Sabatina
 
Mateus 24 e 25
VERSO PARA MEMORIZAR: “Surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt 24:24).

LEITURAS DA SEMANA: Mt 24:1-25; Ap 13:11-17; Mt 7:24-27; Lc 21:20; Mt 25:1-30

Em Mateus 24 e 25, Jesus revelou verdades importantes sobre o tempo do fim e sobre a preparação para esse tempo. Em certo sentido, esses capítulos são ensinamentos de Cristo sobre os eventos finais. Ao mesmo tempo, contemplando o futuro mais imediato, Jesus viu a iminente destruição de Jerusalém, uma tragédia de proporções catastróficas para Seu povo.
Cristo também falou aos Seus seguidores das gerações futuras, incluindo especialmente a última geração, aquela que estará viva quando Ele retornar. O cenário descrito por Jesus também não é muito agradável. Guerras, rumores de guerras, pestes, falsos cristos e perseguições – esse será o destino do mundo e o desafio para Sua igreja. Surpreendentemente, ao contemplar a história, podemos ver como Suas profecias foram exatas. Portanto, podemos crer que Ele cumprirá também as profecias ainda não cumpridas em nosso tempo.
Mas Jesus não apenas advertiu sobre o que estava por vir. Em Mateus 25, Ele contou parábolas que, se forem ouvidas e colocadas em prática, prepararão Seu povo para a vinda do “Filho do Homem” (Mt 25:31). Tempos difíceis virão, mas o Senhor preparará um povo para encontrá-Lo quando Ele voltar.


Sábado à tarde
Domingo
Uma poderosa confirmação das profecias

Uma poderosa confirmação das profecias
Nos dias anteriores à crucificação de Jesus, os discípulos falaram com Ele no Monte das Oliveiras. Imagine ouvir Cristo dizendo que o templo seria destruído! Não sabemos exatamente o que se passou na mente deles, mas as perguntas que eles fizeram posteriormente indicam que eles relacionaram a destruição do templo com “o fim dos tempos” (Mt 24:3; NVI).

1. Leia Mateus 24:1-25. Qual foi a mensagem de Jesus aos Seus seguidores sobre os últimos dias?

O texto de Mateus 24:1-25 deixa claro que, entre outras coisas, Cristo estava preocupado com os enganos que confundiriam Seu povo ao longo dos séculos, até o tempo do fim. Um desses enganos são os falsos profetas e falsos cristos. Alguns falsos profetas alegarão representar Cristo; outros reivindicarão ser o próprio Jesus. E algo terrível é que muitas pessoas acreditarão neles.
Temos visto uma triste mas poderosa confirmação da Palavra de Deus. Ao longo da História, e até mesmo em nos nossos dias, têm surgido enganadores dizendo: “Eu sou o Cristo”. Que profecia extraordinária! Vivendo neste tempo, podemos examinar os longos séculos da história e ver exatamente como essa profecia foi precisa, de uma forma que os que viveram no tempo de Cristo não puderam testemunhar! Também não devemos ficar surpresos se enganos como esses se intensificarem à medida que nos aproximamos da crise final.
Além disso, no contexto da confirmação da fé, veja como Jesus descreveu a condição do mundo. Em diversas ocasiões na história da Terra desde Cristo, as pessoas puseram sua esperança em coisas que “eliminariam” ou pelo menos “reduziriam” muito os sofrimentos e a aflição da humanidade. Movimentos políticos, tecnologia, ciência ou razão – em um momento ou outro, as pessoas têm esperado que essas coisas introduzam uma utopia na Terra. Conforme o doloroso testemunho da história tem mostrado repetidamente, essa esperança sempre tem se provado infundada. O mundo hoje é exatamente como Jesus disse que seria. As palavras de Cristo, proferidas há quase dois mil anos, mostram como essa “esperança” tem sido realmente um equívoco.

Leia Mateus 24:25. Como podemos fortalecer nossa fé?
Ano Bíblico: 2Cr 10–13
Ano Bíblico: 2Cr 8, 9

Segunda-feira
Perseverando até o fim

2. Leia Mateus 24:9 e Apocalipse 13:11 a 17. Quais são os paralelos entre o que Jesus disse em Mateus e o que Ele inspirou João a escrever no Apocalipse?

A preocupação de Cristo com Seu povo no tempo do fim inclui um engano de esfera global que fará com que as nações se oponham à verdadeira fé e imponham uma falsa forma de adoração no mundo. Aqueles que permanecerem firmes enfrentarão ódio, tribulação e até morte.

3. Leia Mateus 24:13. Qual é o segredo para ser salvo e se manter fiel, mesmo em meio à oposição mundial? Assinale a alternativa correta:
A.( ) Devemos parar de pecar e garantir nossa salvação.
B.( ) Devemos perseverar na fé em Cristo até o fim.

“Nenhuma pessoa, a não ser os que fortaleceram a mente com as verdades da Escritura, poderá resistir no último grande conflito” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 593). Isso significa que todos os que fortalecem a mente com as verdades bíblicas não serão arrastados por nenhum engano do tempo do fim. Eles devem estar fundamentados na verdade para este tempo; caso contrário, os enganos os esmagarão.

4. De acordo com Mateus 7:24 a 27, o que é fundamental para que permaneçamos fiéis a Deus? Assinale a alternativa correta:
A.( ) Apoiar-se na sabedoria das pessoas mais inteligentes.
B.( ) Firmar-se na Rocha, que é Cristo e Sua Palavra, e obedecer.

Por mais importante que seja fundamentar-se intelectualmente na Palavra de Deus, de acordo com Jesus, isso não é suficiente para que permaneçamos fiéis em meio às provações que enfrentaremos. Devemos praticar o que aprendemos; ou seja, temos que obedecer à verdade como ela é em Jesus. Na parábola acima, ambos os construtores ouviram as palavras de Cristo. A diferença entre eles, entre resistir e não resistir, foi a obediência ao que Jesus ensinava.

Por que aquele que obedece se mantém de pé e o que não obedece cai? A obediência faz a diferença para que permaneçamos firmes na fé?
Terça-feira
“A abominação da desolação”

Em Seu poderoso discurso sobre o tempo do fim, Cristo mencionou “a abominação da desolação” (Mt 24:15, ARC), uma imagem do livro de Daniel (Dn 9:27; 11:31; 12:11).
Quando algo era uma grave transgressão de Sua lei, Deus declarava que isso era “abominável”, como a idolatria (Dt 27:15) ou as práticas sexuais imorais (Lv 18:22). Por isso, essa “abominação desoladora” envolvia um certo tipo de apostasia religiosa.

5. Leia Mateus 24:15 e Lucas 21:20. Sobre o que Jesus Se referiu quando falou sobre a “abominação desoladora”? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.( ) Ao sofrimento causado pela seca, falta de alimentos e doenças.
B.( ) À destruição de Jerusalém.

Esses dois textos deixam claro que a profecia de Jesus inclui, em um sentido mais imediato, a terrível destruição que viria sobre Jerusalém em 70 d.C., quando Roma pagã destruiria não apenas a cidade, mas também o templo sagrado.
No entanto, há um segundo cumprimento para essa profecia, em que os eventos mais imediatos, como a destruição de Jerusalém, constituem um tipo do futuro, os eventos finais. “Cristo viu em Jerusalém um símbolo do mundo endurecido na incredulidade e rebelião, e apressando-se ao encontro dos divinos juízos retributivos” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 22).
Em Daniel 12:11 e 11:31, a “abominação desoladora” aparece relacionada à última fase de Roma, o período papal, em que um sistema alternativo de mediação e salvação foi estabelecido, e que busca usurpar o que Cristo fez e está fazendo por nós hoje no santuário celestial.
Daniel 8, especialmente os versos 9 a 12, coloca esses eventos em seu contexto histórico, dividindo o poder romano em duas fases. A primeira fase, vista na rápida expansão horizontal do chifre pequeno (Dn 8:9), mostra o vasto império de Roma pagã. Na segunda fase (Dn 8:10-12), o chifre pequeno cresce verticalmente, lançando por terra algumas estrelas (perseguindo o povo de Deus) e engrandecendo-se até ao “príncipe do exército” (Dn 8:11), Jesus. Essa fase representa o período papal, que surgiu da queda do Império Romano pagão, mas continua sendo Roma. É por isso que um único símbolo, o chifre pequeno, representa ambas as fases do mesmo poder. O juízo em Daniel 7:9, 10, a purificação do santuário em Daniel 8:14 e os sinais no céu em Mateus 24 – todos indicam a intervenção de Deus em favor de Seu povo nos últimos dias.
Ano Bíblico: 2Cr 17–20
Quarta-feira
As dez virgens

Depois de Seu discurso sobre os sinais de Sua vinda (Mt 24), Jesus falou sobre a preparação para esse evento (Mt 25).

6. Leia Mateus 25:1 a 13, a parábola das dez virgens. Como podemos nos preparar para a volta de Cristo?

Jesus começou essa parte de Seu discurso falando sobre dez virgens. O fato de serem chamadas de “virgens” sugere que elas representavam os que professavam ser cristãos. No conflito, elas não estavam do lado de Satanás. Elas são comparadas ao “reino dos Céus” (Mt 25:1). Mas no tempo do fim, todas adormeceram (Mt 25:5). Cristo já havia alertado que os cristãos deviam se manter vigiando (Mt 24:42), ou ficar acordados para que não se encontrassem despreparados quando Ele retornasse.
Todas as dez virgens tinham lâmpadas, e todas saíram ao encontro do noivo, o que significa que todas estavam aguardando ansiosamente sua vinda. Houve um atraso, e todas essas que acreditavam em Sua vinda adormeceram. De repente, na calada da noite, todas foram despertadas: o noivo estava chegando (Mt 25:1-6)!
As virgens tolas ficaram espantadas, despreparadas. Por quê? Uma versão diz: “nossas lâmpadas se apagaram” (Mt 25:8). Outras versões, fiéis ao original grego, dizem que as lâmpadas estavam se apagando. Ainda havia uma chama vacilante. Elas ainda tinham um pouco de azeite, mas não o suficiente para estar prontas para o encontro com Cristo.
Qual é, então, o problema?
Essas virgens representam os cristãos que estão esperando a volta de Cristo, mas que têm uma experiência superficial com Ele. Eles têm um pouco de azeite, alguma atuação do Espírito em sua vida, mas a chama é vacilante. Eles estavam satisfeitos com pouco, quando precisavam de muito.
“O Espírito trabalha no coração do homem de acordo com o seu desejo e consentimento, nele implantando uma nova natureza; mas a classe representada pelas virgens loucas se contentou com uma obra superficial. Não conhecem a Deus; não estudaram Seu caráter; não tiveram comunhão com Ele; por isso não sabem como confiar, olhar e viver. Seu serviço para Deus se degenera em formalidade” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 411).

Como ter certeza de que não estamos cometendo os mesmos erros que essas pessoas cometeram? Se nos encontramos nessa situação, como podemos mudar?
Ano Bíblico: 2Cr 21–23
Quinta-feira
Usando seus talentos

7. Leia Mateus 25:13 a 30. O uso dos nossos dons na causa de Deus pode nos ajudar na preparação para a volta de Cristo?

Embora essa parábola seja diferente da anterior, ambas falam sobre a necessidade de estar pronto para a volta de Jesus. As duas tratam dos que estavam prontos e dos que não estavam. E ambas mostram o destino daqueles que, por sua negligência espiritual, enfrentaram a perdição eterna.
Assim como o azeite representa o Espírito Santo para as dez virgens, as “moedas de ouro” (Mt 25:15, NTLH) representam talentos, que vem da palavra grega talanta. “Os talentos representam dons especiais do Espírito Santo, juntamente com todos os dotes naturais” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 545).
Todos os servos da parábola haviam recebido bens de seu mestre. Perceba que eram talentos de seu senhor (Mt 25:14), que lhes haviam sido confiados “a cada um segundo a sua capacidade” (Mt 25:15). Os dons lhes haviam sido confiados; em um sentido real, esses servos eram mordomos do que não era deles, mas eram responsáveis por esses recursos. Por essa razão, quando o senhor voltou, ele “acertou contas com eles” (Mt 25:19, NVI).
Os dons espirituais vêm do Espírito Santo (veja 1Co 12:1-11, 28-31; Ef 4:11). Há boas notícias para os que julgam ter o menor dom. Os dons nunca são recebidos sem o Doador. Portanto, essas pessoas recebem seu dom ao receberem o dom maior: o Espírito Santo.
Os dons já são nossos em Cristo, mas nossa posse efetiva depende do nosso recebimento do Espírito Santo e entrega ao Senhor. Esse foi o erro do empregado inútil. Ele recebeu um dom, mas não fez nada com esse recurso. Ele não aperfeiçoou seu dom. Não fez um esforço para obter alguma coisa com o que tinha graciosamente recebido, a fim de multiplicá-lo. Como resultado, Jesus o chamou de “servo mau e negligente” (Mt 25:26) – uma poderosa condenação.

Jesus contou essa parábola no contexto dos últimos dias e de Sua volta. O uso dos nossos talentos é fundamental para estarmos preparados para os últimos dias?
Ano Bíblico: 2Cr 24, 25
Sexta-feira
Estudo adicional

“O homem que recebeu um talento ‘foi, e cavou na terra, e escondeu o dinheiro do seu senhor’” (Mt 25:18, ARC).
“O que havia recebido a menor dádiva deixou o talento improdutivo. Nisso é feita uma advertência a todos quantos pensam que a pequenez de seus dotes os dispense do trabalho para Cristo. Se pudessem fazer alguma coisa grande, com que boa vontade não a empreenderiam! Mas, porque só podem servir em coisas pequenas, pensam que são justificados ao não fazer nada. Erram nisso. O Senhor prova o caráter na distribuição dos dons. O homem que foi negligente em fazer prosperar seu talento mostrou-se um servo infiel. Se houvesse recebido cinco talentos, os teria enterrado como fez com um único. Seu mau uso do único talento mostrou que desprezava as dádivas do Céu.
“‘Quem é fiel no mínimo também é fiel no muito’ (Lc 16:10, ARC). A importância das coisas pequenas é muitas vezes subestimada por serem simples; porém, suprem muito da real disciplina da vida. Realmente, não há coisas não essenciais na vida cristã. A formação de nosso caráter será cheia de perigos, se avaliarmos mal a importância das coisas pequenas” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 355, 356).

Perguntas para discussão
1. Quais ideologias e ideais as pessoas acreditam que inaugurariam uma utopia na Terra? Quais foram essas ideias e por que, sem exceção, todas falharam?
2. A obediência ao que Deus nos manda fazer fortalece nossa fé? Ou seja, por que a fé sem as obras é “morta” (Tg 2:26)? Considerando as provações que sobrevirão aos que “guardam os mandamentos de Deus” (Ap 14:12), por que é tão importante nos prepararmos hoje para o que virá quando menos esperarmos?
3. Reflita: O que nos garante que não seremos enganados como as virgens insensatas?
4. Qual é a nossa compreensão sobre os “eleitos”? (Veja Mt 24:31; Rm 8:33; Cl 3:12). O que isso revela sobre o grande poder dos enganos?
Ano Bíblico: 2Cr 26–28
Ano Bíblico: 2Cr 14–16