" Ide por todo o mundo e pregai o evangelho
          Marcos 16:15
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Marcos 16:15
Lição da Escola Sabatina
 
Unidade na adoração
VERSO PARA MEMORIZAR: “Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo” (Mt 20:26, 27).

LEITURAS DA SEMANA: Ef 5:23-27; Mt 16:19; 20:25-28; 28:18-20; Tt 1:9; Gl 6:1, 2

Como adventistas do sétimo dia, somos cristãos protestantes que creem que a salvação ocorre somente pela fé no que Jesus Cristo realizou pela humanidade. Não precisamos de uma igreja nem de uma hierarquia da igreja para receber os benefícios do que Cristo fez por nós. O que obtemos de Cristo, obtemos diretamente Dele, como nosso substituto na cruz e nosso Sumo Sacerdote mediador no santuário celestial.
No entanto, a igreja é uma criação de Deus e Ele a colocou aqui para nós, não como um meio de salvação, mas como um instrumento para nos ajudar a expressar e manifestar essa salvação ao mundo. A igreja é uma organização criada por Jesus para a propagação do evangelho ao mundo. A organização é importante na medida em que solidifica e torna possível a missão da igreja. Sem a organização da igreja, a mensagem da salvação em Cristo não poderia ser comunicada aos outros de maneira tão eficaz. Os líderes da igreja também são importantes, desde que promovam a unidade e deem o exemplo de Jesus.
Nesta semana estudaremos por que a organização da igreja é crucial para a missão e como ela pode promover a unidade da igreja.
Sábado à tarde
Domingo
Cristo, o cabeça da igreja

Como já vimos em uma lição anterior, a igreja é representada no Novo Testamento pela metáfora do corpo. A igreja é o corpo de Cristo. Essa metáfora faz alusão a vários aspectos da igreja e à relação entre Cristo e Seu povo. Como o corpo de Cristo, a igreja depende Dele para existir. Ele é o cabeça (Cl 1:18; Ef 1:22) e a fonte da vida da igreja. Sem Ele, não haveria igreja.
A igreja também deriva de Cristo sua identidade, pois Ele é a fonte, o fundamento e o originador de suas crenças e ensinos. No entanto, por mais cruciais que sejam as crenças e ensinos à identidade da igreja, ela é mais do que isso. Cristo e Sua Palavra revelada nas Escrituras determinam o que é a igreja. Portanto, ela obtém de Cristo sua identidade e significado.

1. Em Efésios 5:23-27, Paulo usou a relação entre Cristo e Sua igreja para ilustrar o relacionamento que deve haver entre marido e mulher. Quais são as principais ideias dessa relação entre Cristo e Sua igreja?

Embora haja resistência ao conceito de submissão, por causa da maneira pela qual os líderes nos séculos passados abusaram dele, a igreja deve estar sujeita ao cabeça, Cristo, e à Sua autoridade. Nosso reconhecimento de Cristo como o cabeça da igreja faz com que nos lembremos de que nossa lealdade suprema deve pertencer ao próprio Senhor e a ninguém mais. A igreja deve ser organizada, mas essa organização deve sempre estar subordinada à autoridade de Jesus, o verdadeiro líder da igreja.
“A igreja é edificada tendo Cristo como seu fundamento; deve obedecer a Cristo como sua cabeça. Não tem que confiar em homem, nem ser por homem controlada. Muitos pretendem que uma posição de confiança na igreja lhes dá autoridade para ditar o que outros hão de crer e fazer. Essa pretensão não é sancionada por Deus. O Salvador declara: ‘Todos vós sois irmãos’. Todos estão expostos à tentação e sujeitos ao erro. Em nenhum ser finito podemos confiar quanto à direção. A Rocha da fé é a presença viva de Cristo na igreja. Nela pode confiar o mais débil, e os que mais fortes se julgam se demonstrarão os mais fracos, a não ser que façam de Cristo Sua eficiência” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 414).

É muito fácil depender de seres finitos. Como podemos aprender a depender somente de Cristo?

Ano Bíblico: Hb 12, 13

Ano Bíblico: Hb 10, 11
Segunda-feira
Liderança servidora

Durante Seu ministério com os discípulos, Jesus repetidamente vivenciou momentos em que ficou aborrecido pela aparente cobiça que eles tinham por poder. Os apóstolos pareciam estar ansiosos para se tornar líderes poderosos do reino de Jesus (Mc 9:33, 34; Lc 9:46). Mesmo enquanto os discípulos tomavam a última ceia juntos, esses sentimentos de dominação e supremacia eram evidentes entre eles (Lc 22:24).

2. Durante uma dessas ocasiões, Jesus expressou claramente Suas ideias sobre liderança espiritual entre Seu povo. Quais princípios aprendemos com a exortação de Jesus em Mateus 20:25-28? Como podemos manifestá-los em nossa vida, especialmente em nossas igrejas? Assinale a alternativa correta:
A.(  ) Os que desejam ser grandes e poderosos devem servir aos outros.
B.(  ) Quem deseja ser o maior deve se valer do autoritarismo.

“Nessa passagem concisa, Jesus nos apresentou dois modelos de autoridade. O primeiro é a ideia romana de autoridade. Nesse modelo, a elite se posiciona hierarquicamente acima dos outros. Ela tem o poder de tomar decisões e espera submissão das pessoas abaixo dela. Jesus rejeitou claramente esse modelo de autoridade quando afirmou: “Não é assim entre vós”. Em vez disso, Ele apresentou aos discípulos um modelo de autoridade incrivelmente novo, uma rejeição completa ou inversão do modelo hierárquico com o qual eles estavam familiarizados” (Darius Jankiewicz, “Serving Like Jesus: Authority in God’s Church”; Adventist Review, 13 de março de 2014, p. 18).
O conceito de autoridade que Jesus apresentou nessa história está fundamentado em duas palavras-chave: “servo” (diakonos) e “escravo” (doulos). Em algumas traduções, a primeira palavra, servo, muitas vezes é traduzida como “ministro”, e a segunda, como “servo”. Portanto, ambas as palavras perdem grande parte da força do significado dado por Jesus. Embora Cristo não desejasse abolir todas as estruturas de autoridade, Ele desejava enfatizar que os líderes da igreja devem, antes de tudo, ser servos e escravos do povo de Deus. Sua posição não deve servir para exercer autoridade sobre as pessoas, dominá-las e dar a si mesmos prestígio e reputação. “Cristo estava estabelecendo um reino sobre princípios diferentes. Chamava os homens, não à autoridade, mas ao serviço, e os fortes a sofrer as fraquezas dos fracos. Poder, posição, talento, educação colocavam seus possuidores sob maior dever de servir aos semelhantes” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 550).

Leia João 13:1-20. Qual foi o exemplo de liderança que Jesus deu? O que mais Ele nos ensina nessa passagem? Como manifestar esses princípios em nossas ações dentro e fora da igreja?
Terça-feira
Preservando a unidade da igreja

3. Leia 2 Timóteo 2:15 e Tito 1:9. De acordo com os conselhos de Paulo a Timóteo e Tito, quais tarefas essenciais são da responsabilidade de um líder e ancião fiel?

Observe a grande ênfase de Paulo em manter as doutrinas e os ensinamentos puros. Isso é essencial para a unidade, especialmente porque, mais do que qualquer outra coisa, nossos ensinos são o que une a nossa igreja. Como adventistas, tendo diferentes trajetórias na vida, culturas e origens, nossa unidade em Cristo se encontra na compreensão da verdade que Ele nos deu. Se nos tornarmos confusos quanto a esses ensinos, o resultado será o caos e a divisão, especialmente à medida que nos aproximamos do fim.
“Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos por Sua manifestação e por Seu Reino, eu o exorto solenemente: Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos” (2Tm 4:1-4, NVI).
Com essas palavras, Paulo concentrou seus pensamentos inspirados na segunda vinda de Cristo e no dia do juízo. O apóstolo usou toda a sua autoridade dada por Deus (veja 1Tm 1:1) para dar a Timóteo esse importante conselho. No contexto dos últimos dias, com os abundantes ensinamentos falsos e o aumento da imoralidade, Timóteo devia pregar a Palavra de Deus. Esse era o ministério para o qual ele havia sido chamado.
Como parte de seu ministério de ensino, Timóteo devia repreender, corrigir e exortar. Esses verbos lembram a orientação dada pelas Escrituras (2Tm 3:16). Evidentemente a obra de Timóteo era seguir, ensinar e implementar o que ele tinha encontrado nas Escrituras com longanimidade e paciência. Repreensões duras e severas raramente levam um pecador a Cristo. Ao seguir o que Paulo havia escrito, e fazendo isso sob a orientação do Espírito Santo e com uma atitude de um líder que servia, Timóteo foi uma poderosa força unificadora na igreja.

Como os líderes podem manter a unidade na igreja? Como podemos ser uma força em favor da unidade mesmo em meio a contendas?
Ano Bíblico: 1 Pedro

Quarta-feira
Disciplina da igreja

Um dos principais problemas da organização da igreja é lidar com a disciplina. A maneira pela qual a disciplina preserva a unidade às vezes é uma questão delicada e pode ser mal interpretada. Contudo, da perspectiva bíblica, a disciplina está centrada em duas áreas importantes: preservar a pureza da doutrina e preservar a pureza da vida e da prática.
Como vimos, o Novo Testamento confirma a importância de preservar a pureza do ensino bíblico diante da apostasia e do falso ensino, especialmente no fim dos tempos. O mesmo vale para a preservação da respeitabilidade da comunidade, protegendo-a contra a imoralidade, a desonestidade e a depravação. Por isso, Paulo disse que a Bíblia é “útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm 3:16).

4. De acordo com Mateus 16:19 e 18:15-20, quais princípios Jesus deu à igreja em relação à disciplina e exortação dos culpados?

A Bíblia apoia o conceito de disciplina e de nossa responsabilidade de uns para com os outros em nossa vida espiritual e moral. De fato, uma das marcas distintivas da igreja é sua santidade ou separação do mundo. Certamente encontramos na Bíblia muitos exemplos de situações difíceis que exigiram que a igreja atuasse de maneira decisiva contra comportamentos imorais. Os padrões morais devem ser mantidos na igreja.

5. Leia Mateus 7:1-5 e Gálatas 6:1, 2. Quais princípios devemos adotar ao tratar de questões difíceis na igreja? Assinale “V”para verdadeiro ou “F” para falso:
A.(  ) Não devemos julgar as pessoas. Devemos corrigi-las com espírito de brandura, levando as cargas uns dos outros.
B.(  ) Devemos expor o pecado do que está em erro.

Não podemos negar o ensino bíblico sobre a necessidade de disciplina na igreja. Não podemos ser fiéis à Palavra sem ela. Mas observe o caráter redentivo em muitas dessas exortações. Na medida do possível, a disciplina deve trazer salvação. Também precisamos lembrar que somos todos pecadores e que todos necessitamos da graça de Deus. Portanto, quando administramos a disciplina, devemos fazê-lo com humildade e com profunda consciência de nossas falhas.

Ao lidarmos com os que erram, como podemos aprender a agir com uma atitude de redenção mais do que de punição?
Ano Bíblico: 2 Pedro
Quinta-feira
Organizando para a missão

Como vimos ao longo deste trimestre, e vale a pena repetir, fomos organizados e unificados como igreja para a missão e a evangelização. Não somos apenas um clube que reúne pessoas de mentalidade semelhante com o objetivo de reafirmar suas crenças, embora isso também seja importante. Fomos reunidos para compartilhar com o mundo a verdade que passamos a amar.

6. Em Mateus 28:18-20, Jesus deu aos Seus discípulos as instruções finais para a missão deles no mundo. Identifique as palavras-chave da ordem de Jesus. O que essas palavras sugerem para a igreja hoje?

A grande comissão de Jesus a Seus discípulos inclui quatro conceitos principais: ir, fazer discípulos, batizar e ensinar. De acordo com a gramática grega, o conceito principal está na expressão “fazer discípulos”, e os outros três verbos indicam como isso pode ser feito. Fazem-se discípulos quando os cristãos vão a todas as nações para pregar o evangelho, batizam pessoas e lhes ensinam a observar o que Jesus disse.
À medida que a igreja responde a essa comissão, o reino de Deus é ampliado e cada vez mais pessoas de todas as nações se juntam às fileiras dos que aceitam Cristo como Salvador. Sua obediência aos mandamentos de Jesus para serem batizados e observarem Seus ensinos cria uma nova família universal. Os novos discípulos também recebem a certeza da presença de Jesus todos os dias ao fazerem mais discípulos. A presença de Cristo é uma promessa da presença de Deus. O Evangelho de Mateus começa com o anúncio de que o nascimento de Jesus significa a presença de “Deus conosco” (Mt 1:23) e termina com a promessa de Sua contínua presença conosco até Sua segunda vinda.
“Cristo não disse a Seus discípulos que sua obra seria fácil [...]. Assegurou-lhes que estaria com eles e, se fossem avante com fé, seriam protegidos pelo Onipotente. Ordenou-lhes que fossem valorosos e fortes, pois Alguém mais poderoso que os anjos – o General das hostes celestiais – estaria em suas fileiras. Ele tomou completas providências para a continuação de Sua obra, e assumiu a responsabilidade de seu êxito. Enquanto obedecessem Sua Palavra e trabalhassem em harmonia com Ele, não fracassariam” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 29).

Reflita sobre o significado da promessa da presença de Jesus com Seu povo até Sua segunda vinda. Como a certeza de que Ele está conosco deve nos impressionar a cumprir a comissão que recebemos Dele?

Ano Bíblico: 1 João
Sexta-feira
Estudo adicional

Leia, de Ellen G. White, “A Responsabilidade Individual e a Unidade Cristã”, p. 485-505, em Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos; “Unidade na Diversidade”, p. 483-485, e “Disciplina da Igreja”, p. 498-503, em Obreiros Evangélicos. Leia os artigos “Church”, p. 707-710, e “Church Organization”, p. 712-714, em Ellen G. White Encyclopedia.
“Princípios de boa liderança se aplicam em todas as formas de sociedade, inclusive a igreja. No entanto, o líder na igreja deve ser mais que um líder. Ele também deve ser um servo.
“Existe uma aparente contradição entre ser um líder e ser um servo. Como é possível liderar e servir ao mesmo tempo? O líder não ocupa uma posição de honra? Ele não manda e espera que os outros lhe obedeçam? Como, então, ele ocupa a posição mais baixa de um servo, de receber ordens e cumpri-las?
“Para resolver o paradoxo, devemos olhar para Jesus. Ele representou de maneira suprema o princípio da liderança servidora. Toda a Sua vida foi de serviço. E, ao mesmo tempo, Ele foi o maior líder que o mundo já conheceu” (G. Arthur Keough, Our Church Today: What It Is and Can Be; Washington, D.C. e Nashville: Review and Herald, 1980, p. 106).

Perguntas para discussão
1. Reflita sobre o líder que serve. Conhece líderes assim no mundo?
2. Leia Mateus 20:25-28. Como Deus entende o significado da palavra grande (Mt 20:26)? Como o mundo a compreende?
3. Se uma das funções dos líderes é preservar a unidade, o que fazer quando os líderes da igreja vacilam, quando sua humanidade os impede de ser um exemplo perfeito?
4. Por que é importante administrar a disciplina com um espírito de graça e amor em relação aos que erram? Por que Mateus 7:12 deve estar em nossa mente nesse processo?

Resumo:
A boa organização da igreja é essencial para sua missão e para a unidade dos cristãos. Cristo é o cabeça da igreja, e os líderes devem seguir Seu exemplo ao conduzi-la. A unidade é preservada pelo ensino fiel da Palavra e pela fidelidade a ela.
Ano Bíblico: Hb 7–9
Ano Bíblico: Tiago