" Ide por todo o mundo e pregai o evangelho
          Marcos 16:15
Jesuseapalavra.com
Copyright©Todos os Direitos Reservados 2007-2020 Jesuseapalavra.com
Marcos 16:15
Lição da Escola Sabatina
 
Do mar tempestuoso às nuvens do Céu
VERSO PARA MEMORIZAR: “O reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o Céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o Seu reino será reino eterno, e todos os domínios O servirão e Lhe obedecerão” (Dn 7:27).

LEITURAS DA SEMANA: Dn 7; 2Ts 2:1-12; Rm 8:1; Mc 13:26; Lc 9:26; 12:8; 1Tm 2:5

A visão de Daniel 7, nosso assunto desta semana, é semelhante ao sonho de Daniel 2. Porém, Daniel 7 amplia o que foi revelado em Daniel 2.
Primeiramente, a visão ocorreu à noite e retrata o mar agitado pelos quatro ventos. Escuridão e água lembram a criação, mas, nesse episódio, a criação parece estar de alguma forma distorcida ou sob ataque. Em segundo lugar, os animais da visão são impuros e híbridos, o que representa uma violação da ordem criada. Em terceiro lugar, eles são descritos como se estivessem exercendo domínio; portanto, parece que o domínio que Deus havia conferido a Adão no jardim foi usurpado por esses poderes. Em quarto lugar, com a vinda do Filho do Homem, o domínio de Deus é devolvido àqueles a quem ele pertence legitimamente. O que Adão havia perdido no jardim, o Filho do Homem recupera no julgamento celestial.
A descrição acima apresenta um panorama das imagens bíblicas que aparecem no pano de fundo dessa visão altamente simbólica. Felizmente, alguns detalhes essenciais da visão foram explicados pelo anjo, para que pudéssemos compreender os principais desdobramentos dessa incrível profecia.
Sábado à tarde
Domingo
Os quatro animais

1. Leia Daniel 7. Qual é a essência do que foi mostrado a Daniel e qual é o assunto da visão?

Cada animal revelado a Daniel correspondia a uma parte da estátua mostrada a Nabucodonosor; porém, nessa visão, foram dados mais detalhes sobre cada reino. É interessante que as criaturas, simbolizando nações pagãs, eram animais impuros. Além disso, com exceção do quarto animal, Daniel descreveu os animais como se eles se parecessem com algumas criaturas conhecidas. Portanto, não eram símbolos arbitrários, visto que cada um apresentava algumas características ou apontava para algum aspecto do reino que representava.
Leão: Um leão é a representação mais adequada de Babilônia. Leões alados decoravam as paredes do palácio e outras obras de arte babilônicas. O leão descrito na visão teve suas asas arrancadas, foi levantado e posto em dois pés como homem e recebeu um coração humano. Esse processo simboliza a decadência do Império Babilônico sob seus reis posteriores.
Urso: O urso representa o Império Medo-Persa. O fato de ser levantado sobre um lado indica a superioridade dos persas sobre os medos. As três costelas entre os dentes representam as três principais conquistas do Império Medo-Persa: Lídia, Babilônia e Egito.
Leopardo: O leopardo veloz representa o Império Grego estabelecido por Alexandre, o Grande. As quatro asas tornavam esse animal ainda mais veloz, uma representação adequada de Alexandre, que em poucos anos dominou todo o mundo conhecido então.
O animal terrível e espantoso: Enquanto as entidades anteriores apenas se assemelhavam aos animais mencionados, esta era uma entidade em si mesma. Isto é, os primeiros animais foram descritos como “semelhantes” ao leão ou ao urso, mas esse não foi retratado como semelhante a nada. Esse animal com vários chifres também parecia muito mais cruel e voraz do que os anteriores. Assim, ele é uma representação adequada de Roma pagã, que conquistou, governou e pisoteou o mundo com pés de ferro.

Todos esses milhares de anos da História humana vieram e se foram, exatamente como foi predito. Que consolo temos ao saber que Deus governa acima de todo o tumulto, a agitação e, às vezes, o caos total? O que isso nos ensina sobre a confiabilidade das Escrituras?
Ano Bíblico: Nm 15, 16
Ano Bíblico: Nm 12-14
Segunda-feira
O chifre pequeno

2. Leia Daniel 7:7, 8, 19-25. Quem é o poder do chifre pequeno, que surge diretamente do quarto animal e continua sendo parte dele? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A. (  ) O papado como instituição.
B. (  ) O islamismo.

Ontem descobrimos que o animal feroz com dez chifres governando o mundo com extrema crueldade representa Roma pagã. Agora, devemos considerar o chifre pequeno e o poder que ele representa. Conforme retratado na visão, o quarto animal tinha dez chifres, dos quais três foram arrancados para dar lugar a um chifre pequeno. Esse chifre tinha olhos humanos e “falava com insolência” (Dn 7:8). É evidente que o chifre pequeno emerge da entidade representada pelo animal terrível, que é Roma pagã. De certa maneira, o chifre prolonga ou perpetua algumas características de Roma pagã. Ele é apenas um estágio posterior do mesmo poder.
Daniel viu esse outro chifre guerreando contra os santos. O anjo lhe explicou que esse chifre era um rei que realizaria três ações contrárias à Lei: (1) proferiria palavras contra o Altíssimo; (2) destruiria os santos do Altíssimo (Dn 7:25, ARC); (3) cuidaria em mudar os tempos e a Lei. Como consequência, os santos seriam entregues em suas mãos. Em seguida, o anjo apresentou o período previsto para as atividades do chifre pequeno: um tempo, dois tempos e metade de um tempo. Nesse caso de linguagem profética, a palavra “tempo” significa “ano”. Sendo assim, a expressão “tempos” significa “anos”, uma forma dupla: “dois anos”. Portanto, é um período profético de três anos e meio que, de acordo com o princípio do dia/ano, indica um período de 1.260 anos. Durante esse tempo, o chifre pequeno prepararia um ataque contra Deus, perseguiria os santos e tentaria mudar Sua Lei.

3. Leia 2 Tessalonicenses 2:1-12. Quais semelhanças existem entre o homem da iniquidade e o chifre pequeno? Sobre qual poder Paulo e Daniel estavam falando? Por quê? Qual é o único poder que surgiu de Roma pagã, mas continua sendo parte de Roma – um poder que se estende desde a época de Roma pagã até o fim do mundo, existindo ainda hoje?
Terça-feira
O tribunal se assentou

Após a visão dos quatro animais e das atividades do chifre pequeno, o profeta viu uma cena de juízo no Céu (Dn 7:9, 10, 13, 14). Enquanto o tribunal se reunia, foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias Se assentou. Como mostra a cena celestial, milhares e milhares de seres celestiais ministravam diante do Ancião de Dias; o tribunal se assentou e os livros foram abertos.
É importante observar que esse juízo ocorre após o período de 1.260 anos da atividade do chifre pequeno (531-1798 d.C.; veja a lição de sextafeira), mas antes do estabelecimento do reino final de Deus. Na verdade, a seguinte sequência aparece três vezes na visão:
O período do chifre pequeno (538-1798)
Juízo celestial
Reino eterno de Deus

4. Leia Daniel 7:13, 14, 21, 22, 26, 27. De que maneiras o juízo beneficia o povo de Deus?

O Antigo Testamento descreve diversos atos de juízo no tabernáculo e no templo, mas o juízo mencionado nesse texto é diferente. Esse juízo cósmico afeta não apenas o chifre pequeno, mas também os santos do Altíssimo, que por fim receberão o reino.
Daniel 7 não descreve o juízo nem apresenta detalhes sobre seu início e fim, mas sugere que ele seria realizado logo após o ataque do chifre pequeno contra Deus e Seu povo. A grande questão nesse texto, então, é enfatizar o início de um julgamento de proporções cósmicas. A partir de Daniel 8 e 9 (veja as lições das próximas semanas), estudaremos sobre o tempo do início do juízo e o fato de que ele está relacionado à purificação do santuário celestial no Dia da Expiação celestial. A lição aqui é que evidentemente teremos um juízo pré-advento no Céu em favor do povo de Deus (Dn 7:22).

Por que uma compreensão do que Jesus realizou por nós na cruz é tão central à nossa segurança no dia do juízo? Que esperança teríamos sem a cruz? (Veja Rm 8:1).
Ano Bíblico: Nm 20, 21
Quarta-feira
A vinda do Filho do Homem

5. Quem é o Filho do Homem em Daniel 7:13 e como você O identifica? (Veja também Mc 13:26; Mt 8:20; 9:6; Lc 9:26; 12:8). Assinale a alternativa correta:
A. (  ) Jesus, pois Ele mesmo Se identificou assim no Novo Testamento.
B. (  ) O profeta Daniel, que será uma importante testemunha no juízo celestial.

À medida que o juízo ocorre, uma figura importante entra em cena: o Filho do Homem. Quem é Ele? Primeiramente, o Filho do Homem aparece como uma figura celestial individual. Mas, como o título sugere, Ele também exibe traços humanos. Em outras palavras, Ele é um Ser divino-humano que vem desempenhar uma função ativa no juízo. Em segundo lugar, o Filho do homem vindo com as nuvens do Céu é uma imagem comum da segunda vinda de Cristo no Novo Testamento. Contudo, em Daniel 7:13 especificamente, o Filho do Homem não é descrito como vindo do Céu à Terra, mas como se estivesse Se movendo horizontalmente de um lugar a outro no Céu, a fim de aparecer diante do Ancião de Dias. Em terceiro lugar, a representação do Filho do Homem vindo com as nuvens do Céu sugere a manifestação visível do Senhor. Mas essa imagem lembra também o sumo sacerdote que, rodeado por uma nuvem de incenso, entrava no lugar santíssimo no Dia da Expiação para realizar a purificação do santuário.
O Filho do Homem é também uma figura da realeza. Ele recebeu “domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas O servissem” (Dn 7:14). O verbo “servir” também pode ser traduzido como “adorar”. Ele aparece nove vezes nos capítulos 1 a 7 (Dn 3:12, 14, 17, 18, 28; 6:16, 20; 7:14, 27) e transmite a ideia de prestar homenagem a uma divindade. Portanto, como consequência da tentativa de mudar a Lei de Deus, o sistema religioso representado pelo chifre pequeno corrompe a adoração devida ao Senhor. O juízo mostrado nessa passagem significa que a adoração verdadeira finalmente é restaurada. A adoração estabelecida pelo sistema papal, entre outros elementos, coloca um ser humano caído como um mediador entre Deus e a humanidade. O livro de Daniel mostra que o único Mediador capaz de representar a humanidade diante de Deus é o Filho do Homem. Como diz a Bíblia: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, Homem” (1Tm 2:5).

De tudo o que lemos na Bíblia sobre a vida e o caráter de Jesus, por que é tão reconfortante saber que Ele é tão central ao juízo descrito nessa passagem?
Ano Bíblico: Nm 22-24
Quinta-feira
Os santos do Altíssimo

6. De acordo com Daniel 7:18, 21, 22, 25 e 27, o que acontecerá com o povo de Deus? Assinale a alternativa correta:
A. (  ) Será perseguido e oprimido, mas será resgatado e receberá o reino.
B. (  ) Será afligido e derrotado para todo o sempre.

Os “santos do Altíssimo” são uma designação do povo de Deus. Eles foram atacados pelo poder representado pelo chifre pequeno. Em virtude de insistirem em permanecer fiéis à Palavra de Deus, eles foram perseguidos durante os tempos do governo papal. Os cristãos também foram perseguidos durante a época do Império Romano pagão (o quarto animal), mas o que é mencionado em Daniel 7:25 é uma perseguição aos santos promovida pelo chifre pequeno, que surge somente após o término do período pagão de Roma.
No entanto, o povo de Deus não estará para sempre sujeito à opressão do poder deste mundo. O reino de Deus substituirá os reinos do mundo. É interessante que, na visão, o Filho do Homem recebe “domínio, e glória, e o reino” (Dn 7:14). Mas na interpretação apresentada pelo anjo, os “santos” recebem o reino (Dn 7:18). Não há contradição aqui. Visto que o Filho do Homem Se identifica com Deus e com a humanidade, Sua vitória é a vitória daqueles que Ele representa.
Quando o sumo sacerdote perguntou se Jesus era o Messias, o Filho de Deus, Jesus apontou para o Salmo 110:1 e Daniel 7:13, 14 e disse: “Eu Sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-poderoso e vindo com as nuvens do Céu” (Mc 14:62). Portanto, Jesus é Aquele que nos representa no tribunal celestial. Ele já derrotou os poderes das trevas e compartilha Seu triunfo com aqueles que se aproximam Dele. Portanto, não há razão para temer. Como declarou o apóstolo Paulo tão apropriadamente: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio Daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8:37-39).

Veja com que precisão a visão de Daniel descreve a História, com milhares de anos de antecedência. Como isso deve nos ajudar a confiar em todas as promessas de Deus para o futuro?
Ano Bíblico: Nm 25-27
Sexta-feira
Estudo adicional

Um exame superficial da História revela que, após o colapso do Império Romano, que ocorreu por ataques de bárbaros do norte, o bispo de Roma se aproveitou da derrota das três tribos bárbaras e se estabeleceu como único poder em Roma a partir de 538 d.C. Ele adotou diversas funções institucionais e políticas do imperador romano. Daí surgiu o papado, investido de poder temporal e religioso até ser deposto por Napoleão em 1798. Isso não pôs fim à Roma, porém apenas àquele período específico de perseguição. O papa não apenas afirmou ser o vigário de Cristo, mas também introduziu doutrinas e práticas contrárias à Bíblia. O purgatório, a penitência, a confissão a um sacerdote e a mudança do sábado para o domingo estão entre as muitas mudanças dos tempos e da Lei introduzidas pelo papado.
“O homem não pode, em sua própria força, enfrentar as acusações do inimigo. Com suas vestes manchadas de pecado e em confissão de culpa, ele está perante Deus. Mas Jesus, nosso Advogado, apresenta uma eficaz alegação em favor de todo aquele que, pelo arrependimento e fé, confiou a guarda de seu coração a Ele. Cristo defende sua causa e, mediante os poderosos argumentos do Calvário, derrota seu acusador. Sua perfeita obediência à Lei de Deus deu-Lhe poder no Céu e na Terra, e Ele reclama de Seu Pai misericórdia e reconciliação para com o homem culpado. Ao acusador do Seu povo Ele declara: ‘O Senhor te repreenda, ó Satanás. Estes são os que foram comprados com o Meu sangue, tições tirados do fogo’. E aos que Nele descansam em fé, Ele dá a certeza: ‘Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de vestidos novos’ (Zc 3:4, ARC)” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 586, 587).

Perguntas para discussão
Veja novamente as características do chifre pequeno que surge e continua sendo parte do quarto animal, Roma. Qual é o único poder que surgiu de Roma pagã muitos séculos atrás, perseguiu o povo de Deus e existe até hoje? Por que essa identificação deve nos proteger de especulações sobre sua identidade, tais como a ideia de que o chifre pequeno seja um rei grego pagão que desapareceu da história mais de um século e meio antes do primeiro advento de Jesus? Como essas marcas claras de identificação também nos protegem da crença de que o chifre pequeno seja algum poder futuro que ainda está para surgir?
Ano Bíblico: Nm 28-30
Ano Bíblico: Nm 17-19