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          Marcos 16:15
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Marcos 16:15
Lição da Escola Sabatina
 
Da fornalha ao palácio
VERSO PARA MEMORIZAR: “Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, Ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei” (Dn 3:17).

LEITURAS DA SEMANA: Dn 3; Ap 13:11-18; Êx 20:3-6; Dt 6:4; 1Co 15:12-26; Hb 11.

“Assim aqueles jovens, imbuídos do Espírito Santo, declararam a toda a nação a sua fé, que Aquele que adoravam era o único Deus vivo e verdadeiro. Essa demonstração de sua fé foi a mais eloquente apresentação de seus princípios. Para impressionar os idólatras com o poder e a grandeza do Deus vivo, Seus servos devem revelar sua reverência para com Ele. Têm que tornar manifesto que o Senhor é o único objeto de sua honra e culto, e que consideração alguma, nem mesmo a preservação da vida, os pode induzir a fazer a menor concessão à idolatria. Essas lições têm influência direta e vital sobre nossa experiência nestes últimos dias” (Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais, p. 149). Embora a ideia de enfrentar ameaça de morte por causa da questão da adoração possa parecer algo de uma época pré-científica e supersticiosa, as Escrituras revelam que no fim dos tempos, quando o mundo tiver “avançado” grandemente, algo semelhante ocorrerá, mas em escala mundial. Portanto, a partir do estudo dessa história, obtemos ideias sobre os problemas que, de acordo com as Escrituras, os fiéis de Deus enfrentarão.
Sábado à tarde
Domingo
A estátua de ouro

1. Leia Daniel 3:1-7. O que provavelmente tenha motivado o rei a fazer a estátua?

Cerca de vinte anos podem ter decorrido entre o sonho relatado no capítulo 2 e a construção da estátua. No entanto, parece que o rei não podia mais se esquecer do sonho e do fato de que Babilônia estava condenada a ser substituída por outros poderes. Não satisfeito em ser apenas a cabeça de ouro, o rei queria ser representado por uma estátua inteira de ouro, a fim de comunicar aos seus súditos que seu reino duraria ao longo de toda a História.
Essa atitude de orgulho nos lembra dos construtores da Torre de Babel, que, em sua arrogância, tentaram desafiar o próprio Deus. Não menos arrogante foi Nabucodonosor nessa ocasião. Ele havia realizado muitas coisas como governante de Babilônia e não podia viver com a ideia de que seu reino, por fim, passaria. Por isso, em um esforço de exaltação própria, o rei construiu uma estátua para evocar seu poder e, assim, avaliar a lealdade de seus súditos. Embora não esteja claro se a estátua pretendia representar o rei ou uma divindade, devemos ter em mente que, na Antiguidade, as linhas que separavam a política da religião eram muitas vezes indistintas, se é que existiam.
Devemos lembrar também que Nabucodonosor havia tido duas oportunidades de se familiarizar com o verdadeiro Deus. Primeiramente, ele tinha provado os jovens hebreus e os havia achado dez vezes mais sábios do que os sábios de Babilônia. Em seguida, depois que todos os outros especialistas falharam em lembrá-lo de seu sonho, Daniel relatou a ele os pensamentos de sua mente, o sonho e sua interpretação. Por fim, o rei havia reconhecido a superioridade do Deus de Daniel. Mas, surpreendentemente, essas lições anteriores da teologia não impediram Nabucodonosor de voltar à idolatria. Por quê? Provavelmente, por causa do orgulho. O ser humano pecaminoso resiste em reconhecer o fato de que suas realizações materiais e intelectuais são vaidade e estão condenadas ao desaparecimento. Às vezes, podemos agir como pequenos “Nabucodonosores”, ao darmos demasiada atenção às nossas realizações e nos esquecermos de como são insignificantes diante da eternidade.

Como evitar cair, ainda que de modo sutil, na mesma armadilha em que Nabucodonosor caiu?
Ano Bíblico: Êx 9-11
Ano Bíblico: Êx 5-8
Segunda-feira
O chamado à adoração

2. Leia Daniel 3:8-15 e Apocalipse 13:11-18. Quais paralelos podemos ver entre o que aconteceu no tempo de Daniel e o que acontecerá no futuro?

A estátua de ouro na planície de Dura, cujo nome em acadiano significa “lugar murado”, dava àquela área murada a impressão de um vasto santuário. Como se não bastasse, a fornalha próxima podia muito bem lembrar um altar. A música babilônica devia ser parte da liturgia. Sete tipos de instrumentos musicais foram listados, como que para transmitir a perfeição e eficácia do protocolo de adoração.
Hoje, somos bombardeados por apelos para que adotemos novos estilos de vida, novas ideologias, abandonemos nosso compromisso com a autoridade de Deus expressa em Sua Palavra e rendamos nossa lealdade aos sucessores contemporâneos do Império Babilônico. A sedução do mundo às vezes parece esmagadora, mas devemos nos lembrar de que nossa lealdade suprema pertence ao Deus Criador.
De acordo com o calendário profético, estamos vivendo nos últimos dias da História da Terra. Apocalipse 13 anuncia que os habitantes da Terra serão chamados a adorar a imagem da besta. Essa entidade fará com que “todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos” recebam “certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte” (Ap 13:16).
O Apocalipse declara que seis categorias de pessoas oferecem sua lealdade à imagem da besta: “os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos”. O número da besta, que é 666, também enfatiza o número seis. Isso mostra que a estátua erguida por Nabucodonosor é justamente uma ilustração do que a Babilônia escatológica fará nos últimos dias (veja em Daniel 3:1 os números seis e sessenta). Portanto, fazemos bem em prestar muita atenção ao que ocorre nessa narrativa e como Deus conduz de modo soberano os assuntos do mundo.

Adorar não é apenas se curvar diante de algo ou alguém e lhe declarar abertamente lealdade suprema. Quais são outras maneiras, muito mais sutis, de adorar algo que não seja o Senhor?
Terça-feira
A prova de fogo

Para os três hebreus, a adoração da estátua imposta pelo rei era uma flagrante contrafação da adoração no templo em Jerusalém, que eles tinham vivenciado em seus primeiros anos. Embora eles ocupassem cargos no império e fossem leais ao rei, sua fidelidade a Deus estabelecia um limite à sua lealdade humana. Eles certamente estavam dispostos a continuar servindo ao rei como administradores fiéis; no entanto, não podiam participar da cerimônia.

3. Leia Êxodo 20:3-6 e Deuteronômio 6:4. O que deve ter influenciado a decisão dos três homens? Assinale a alternativa correta:
A. (  ) O medo de que Deus os amaldiçoasse caso fizessem algo errado.
B. (  ) O mandamento de adorar unicamente o Deus Criador.

Seguindo as instruções dadas pelo rei, todas as pessoas, ao som dos instrumentos musicais, curvaram-se e adoraram a estátua de ouro. Somente os três (Sadraque, Mesaque e Abede-Nego) ousaram desobedecer ao rei. Imediatamente, alguns babilônios levaram a questão à atenção do monarca. Os acusadores buscaram enfurecê-lo, dizendo que: (1) tinha sido o próprio rei que havia colocado aqueles três jovens para administrar a província de Babilônia; (2) que os homens judeus não serviam aos deuses do rei; e que (3) eles não adoravam a imagem de ouro que Nabucodonosor havia estabelecido (Dn 3:12). Mas apesar de sua fúria contra eles, o rei ofereceu aos três homens uma segunda chance. Ele estava disposto a repetir todo o procedimento para que aqueles homens pudessem se retratar e adorar a imagem. Se eles se recusassem a obedecer, seriam jogados na fornalha ardente. E Nabucodonosor encerrou seu apelo com uma afirmação muito arrogante: “E quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” (Dn 3:15).
Dotados de coragem sobrenatural, eles responderam ao rei: “Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, Ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste” (Dn 3:17, 18).

Embora soubessem que seu Deus poderia livrá-los, os três jovens não tinham a garantia de que Ele o faria. No entanto, eles se recusaram a obedecer à ordem do rei, mesmo sabendo que poderiam ser queimados vivos. Como podemos obter esse tipo de fé?
Ano Bíblico: Êx 14, 15
Quarta-feira
O quarto homem

4. Leia Daniel 3:19-27. O que aconteceu? Quem era a outra pessoa na fornalha? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.(  ) O fogo não queimou aqueles homens. Jesus Cristo ficou com eles na fornalha.
B.(  ) A fornalha acabou se apagando, e o rei desistiu da ideia de ­jogá-los ali.

Tendo jogado os fiéis hebreus na fornalha, Nabucodonosor ficou perplexo ao perceber a presença de uma quarta pessoa em meio ao fogo. Pelo que era de seu conhecimento, o rei identificou a quarta figura como “um filho dos deuses” (Dn 3:25).
Nabucodonosor não conseguiu dizer muito mais, porém sabemos quem era Aquele quarto personagem. Ele havia aparecido a Abraão antes da destruição de Sodoma e Gomorra, lutado com Jacó ao lado do vau de Jaboque e Se revelado a Moisés em uma sarça ardente. Era Jesus Cristo em uma forma pré-encarnada vindo mostrar que Deus permanece com Seu povo em suas provações.
Ellen G. White diz: “O Senhor não esqueceu os Seus. Sendo Suas testemunhas lançadas na fornalha, o Salvador Se lhes revelou em Pessoa e junto com eles andava no meio do fogo. Na presença do Senhor do calor e do frio, as chamas perderam seu poder de consumir” (Profetas e Reis,
p. 508, 509).
Deus declarou em Isaías: “Quando passares pelas águas, Eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is 43:2).
Embora amemos histórias como essa, ela nos faz indagar sobre outros que não foram miraculosamente livrados da perseguição por causa de sua fé. Aqueles homens certamente conheciam a experiência de Isaías e Zacarias, que haviam sido mortos por reis impiedosos. Em toda a História sagrada, até hoje, cristãos fiéis suportaram sofrimentos terríveis cujo fim, pelo menos aqui na Terra, não foi um livramento miraculoso, mas uma morte dolorosa. O relato de Daniel foi um caso em que os fiéis foram livrados de forma extraordinária, mas, como sabemos, essas coisas geralmente não acontecem.

Qual livramento miraculoso ocorrerá com todos os fiéis de Deus, independentemente de seu destino aqui na Terra? (Veja 1Co 15:12-26).

Ano Bíblico: Êx 16, 17
Quinta-feira
O segredo de uma fé vitoriosa

Ao refletirmos sobre a experiência de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, podemos nos perguntar: qual é o segredo de uma fé tão forte? Como aqueles homens poderiam estar dispostos a ser queimados vivos em vez de adorar a estátua? Eles poderiam ter racionalizado o ato de se curvar em submissão às ordens do rei. No entanto, apesar de perceberem que poderiam ter morrido, como muitos outros haviam morrido, eles permaneceram firmes.

5. O que Hebreus 11 nos ensina sobre fé?

Para desenvolver essa fé, precisamos entender o que ela é. Algumas pessoas têm uma percepção quantitativa da fé; elas medem sua fé pelas respostas que parecem receber de Deus. Elas vão ao shopping e oram por uma vaga no estacionamento. Se elas conseguem uma vaga logo na chegada, concluem que têm uma fé forte. Se todas as vagas estão ocupadas, elas podem pensar que sua fé não seja forte o suficiente para que Deus ouça suas orações. Essa compreensão da fé torna-se perigosa porque tenta manipular Deus e não considera Sua soberania e sabedoria.
A verdadeira fé, manifestada pelos amigos de Daniel, é medida pela qualidade de nosso relacionamento com o Senhor e sua resultante confiança absoluta Nele. A fé autêntica não busca dobrar a vontade de Deus para que ela se conforme ao nosso desejo; antes, a fé rende nossa vontade à de Deus. Como vimos, os três hebreus não sabiam exatamente o que Ele tinha reservado para eles quando decidiram enfrentar o rei e permanecer fiéis ao Senhor. Eles escolheram fazer a coisa certa, a despeito das consequências. Isso é o que realmente caracteriza uma fé madura. Mostramos verdadeira fé quando pedimos ao Senhor o que desejamos, mas confiamos que Ele fará o melhor para nós, mesmo que no momento não entendamos o que está acontecendo nem o porquê.

Como exercitar a fé todos os dias, mesmo nas “pequenas coisas”? Por que, em muitos aspectos, as provas nas “pequenas coisas” são as mais importantes?
Ano Bíblico: Êx 18-20
Sexta-feira
Estudo adicional

“Importantes são as lições a serem aprendidas da experiência dos jovens hebreus na planície de Dura. Nos dias atuais, muitos servos de Deus, embora inocentes de qualquer obra má, serão levados ao sofrimento, humilhação e abuso às mãos daqueles que, inspirados por Satanás, estão cheios de inveja e fanatismo religioso. A ira do homem será especialmente despertada contra os que santificam o sábado do quarto mandamento; e por fim um decreto universal denunciará estes como dignos de morte.
“Os tempos de provação que estão diante do povo de Deus reclamam uma fé que não vacile. Seus filhos devem tornar manifesto que Ele é
o único objeto do seu culto, e que nenhuma consideração, nem mesmo o risco da própria vida, pode induzi-los a fazer a mínima concessão a um culto falso. Para o coração leal, as leis de homens pecaminosos e finitos se tornam insignificantes ao lado da Palavra do eterno Deus. A verdade será obedecida, embora o resultado seja prisão, exílio ou morte” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 512, 513).

Perguntas para discussão
1. Leia 1 Pedro 1:3-9. Por que Deus resgata do sofrimento algumas pessoas, mas não outras? Talvez só obteremos a resposta para perguntas como essa quando chegarmos ao Céu. Nos casos em que os livramentos miraculosos não ocorrem, por que precisamos confiar na bondade de Deus, apesar desses desapontamentos?
2. Se esse incidente tivesse terminado com a morte dos hebreus na fornalha ardente, quais lições ainda poderíamos tirar dessa história?
3. A partir da nossa compreensão dos eventos dos últimos dias, qual será o sinal exterior, a questão em cujo centro está a Pessoa que adoramos?
O que isso revela sobre a importância do sábado?
4. Leia Lucas 16:10. De acordo com as palavras de Cristo, o que significa verdadeiramente viver pela fé?
5. Em Daniel 3:15, Nabucodonosor disse: “Quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” Como você responderia a essa pergunta?
Ano Bíblico: Êx 21-23
Ano Bíblico: Êx 12, 13