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          Marcos 16:15
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Marcos 16:15
Lição da Escola Sabatina
 
Enganos do tempo do fim
VERSO PARA MEMORIZAR: “Foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a Terra, e, com ele, os seus anjos” (Ap 12:9).

LEITURAS DA SEMANA: Ap 2:13, 24; 2Co 11:13-15; Sl 146:4; Gn 1–2:3; Ap 13:1-17

Antes de ser expulso do Céu, Satanás atuou ali para enganar os anjos. “Deixando seu lugar na presença imediata de Deus, saiu a difundir o espírito de descontentamento entre os anjos. Operando em misterioso segredo, e escondendo durante algum tempo seu intuito real sob o disfarce de reverência a Deus, esforçou-se por suscitar o desgosto em relação às leis que governavam os seres celestiais, insinuando que elas impunham uma restrição desnecessária” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 495).
No Éden, ele se disfarçou de uma serpente e utilizou artifícios contra Eva. Como ele fez ao longo da história, até hoje, Satanás usará o engano mesmo após o milênio (Ap 20:8) na tentativa de alcançar seus objetivos.
Infelizmente, ele é muito mais inteligente, poderoso e astuto do que nós e, por isso, precisamos nos apegar a Jesus e à Sua Palavra, a fim de nos protegermos de suas artimanhas. “Porém vós que permanecestes fiéis ao Senhor, vosso Deus, todos, hoje, estais vivos” (Dt 4:4). O princípio adotado nesse verso evidentemente ainda é válido hoje.
Nesta semana, examinaremos alguns dos enganos mais eficazes do diabo e como podemos nos proteger deles.
Sábado à tarde
Domingo
O principal engano

A primeira lição deste trimestre falou sobre o “conflito cósmico”, que, infelizmente, extrapolou o Céu e chegou à Terra.
O problema, porém, é que muitas pessoas, incluindo alguns cristãos, não acreditam nesse grande conflito porque não acreditam em Satanás. Para eles, os textos bíblicos que falam de Satanás ou do diabo são meramente expressões de uma cultura pré-científica que tenta explicar o mal e o sofrimento no mundo. Para muitas pessoas, a ideia de uma entidade literal e sobrenatural que tem propósitos malignos para com a humanidade é coisa de ficção científica, semelhante a Darth Vader, personagem da famosa série de filmes “Guerra nas Estrelas”, ou algo parecido.

1. Leia os seguintes textos de Apocalipse. O que eles ensinam sobre a realidade de Satanás e especialmente sobre seu papel nos eventos finais? (Ap 2:13, 24; 12:3, 7-9, 12, 17; 13:2; 20:2, 7, 10).

O Apocalipse revela o grande poder que Satanás terá sobre muitos habitantes da Terra nos últimos dias, afastando-os não apenas da salvação, mas também perseguindo aqueles que permanecerem fiéis a Jesus.
De todos os “desígnios” de Satanás (2Co 2:11) – uma tradução da palavra grega para “mente”, noemata – talvez seu maior engano seja fazer com que as pessoas não acreditem na sua existência. Afinal, quem buscará se proteger de um inimigo esmagador cuja existência não consideremos uma realidade? É assombroso o número de pessoas que afirmam ser cristãs e, no entanto, não levam a sério a ideia de um diabo literal. Porém, eles defendem essa posição por ignorarem ou reinterpretarem radicalmente os muitos textos da Palavra de Deus que revelam suas obras e estratagemas neste mundo, especialmente ao nos aproximarmos do fim dos tempos. O fato de que muitas pessoas rejeitam a existência literal de Satanás, mesmo diante de evidências bíblicas tão contundentes, deveria ser um lembrete poderoso de como é crucial entender o que a Bíblia realmente ensina.

Embora o Apocalipse fale sobre as maquinações de Satanás, especialmente nos últimos dias, qual é a grande esperança encontrada em Apocalipse 12:11? Qual é a nossa fonte de poder contra o diabo?
Ano Bíblico: Ne 9–11
Ano Bíblico: Ne 5–8
Segunda-feira
Os dois grandes erros

2. Leia os seguintes textos. O que eles revelam sobre o poder enganador de Satanás?

2Co 11:13-15
2Ts 2:9, 10
Ap 12:9
Ap 20:10

Como observamos em uma lição anterior, Jesus advertiu Seus seguidores quanto aos enganos do tempo do fim. Entre esses, Ele advertiu especificamente sobre o surgimento de falsos cristos e falsos profetas que enganariam a muitos (Mt 24:5).
Contudo, falsos cristos e falsos profetas não são os únicos enganos com os quais devemos ter cuidado no tempo do fim. Nosso inimigo no grande conflito tem muitos estratagemas para enganar o maior número possível de pessoas. Como cristãos, precisamos estar atentos a esses ardis, e só podemos fazer isso pelo conhecimento da Bíblia e por meio da obediência aos seus ensinos.
Ellen G. White explicou quais são os dois grandes enganos: “Mediante os dois grandes erros – a imortalidade da alma e a santidade do domingo – Satanás há de enredar o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último cria um laço de simpatia com Roma. Os protestantes dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através do abismo para apanhar a mão do espiritismo; se estenderão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano; e, sob a influência dessa tríplice união, esse país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência” (O Grande Conflito, p. 588).
É incrível ver, mesmo muitos anos depois que ela escreveu essas palavras, o quanto esses “dois grandes erros” predominantes continuam no mundo cristão.

Por que o conhecimento das verdades bíblicas e a disposição de obedecer a elas são as armas mais poderosas contra os enganos do diabo, especialmente nos últimos dias?
Terça-feira
A imortalidade da alma

3. O que os seguintes textos revelam sobre o “estado dos mortos”? Como podemos nos proteger de um dos “dois grandes erros”? (Ec 9:5, 6, 10; Sl 115:17; 146:4; 1Co 15:16-18; Dn 12:2). Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Os mortos estão no Céu, velando pelos que estão na Terra.
B. ( ) Os mortos estão “dormindo” e não têm consciência de nada.

Nas últimas décadas, muita atenção tem sido dada às histórias de pessoas que “morreram” – nesses relatos, o coração delas parou de bater e elas deixaram de respirar – e de maneira surpreendente reviveram e foram trazidas de volta à consciência. Em diversos casos, muitas dessas pessoas falam de experiências incríveis de uma existência consciente depois da sua suposta “morte”. Algumas falam sobre como flutuaram no ar e viram, de cima, seu corpo abaixo. Outras relatam que flutuaram fora de seus corpos e conheceram um ser maravilhoso, cheio de luz e ternura, que defendia verdades sobre bondade e amor. Outros relatam que se encontraram e conversaram com parentes mortos.
Esse fenômeno tornou-se tão comum que ele até tem um nome científico: Experiência de Quase-Morte (EQM). Embora as EQM permaneçam controversas, muitos cristãos as usam como evidências da imortalidade da alma e da ideia de que, na morte, a “alma” se dirige a outro domínio de existência consciente.
No entanto, as EQM são, naturalmente, outra manifestação de um dos “dois grandes erros”. Enquanto as pessoas acreditarem que, na morte, a alma continua vivendo de uma maneira ou de outra, elas estarão abertas aos enganos mais ocultistas ou espiritualistas; enganos que podem facilmente promover a ideia, aberta ou indiretamente, de que não precisamos de Jesus. Na verdade, a maioria das pessoas que tiveram EQM disseram que os seres espirituais com quem se encontraram, ou mesmo seus parentes mortos, falaram-lhes palavras de conforto sobre amor, paz e bondade, mas nada sobre a salvação em Cristo, nada sobre o pecado e nada sobre o juízo futuro – as mais básicas ideias bíblicas. As pessoas poderiam pensar que, quando supostamente experimentaram a “vida” cristã após a morte, também devem ter experimentado os ensinamentos cristãos mais básicos. No entanto, muitas vezes o que elas “ouvem” parece muito com a doutrina da Nova Era, o que explicaria por que muitas dessas pessoas “voltam ao seu corpo” menos inclinadas ao cristianismo do que antes de terem “morrido”.

Como cristãos, por que devemos continuar firmes na Palavra de Deus, mesmo quando nossos sentidos nos dizem algo diferente?
Ano Bíblico: Et 1–4
Quarta-feira
O sábado e a teoria da evolução

Assim como Satanás tem sido bem-sucedido em enganar o mundo quanto à imortalidade da alma, ele também tem obtido tanto sucesso, senão mais, ao usurpar o sábado bíblico e mudá-lo para o domingo (veja as Lições das semanas 6 e 8). Ele tem feito isso ao longo da maior parte da história cristã.
Nos últimos anos, o diabo surgiu com outro engano que diminui a influên­cia do sábado na mente das pessoas: a teoria da evolução.

4. Leia Gênesis 1–2:3. Como o Senhor criou o nosso mundo e quanto tempo demorou para fazê-lo?

Esses versos revelam dois pontos sobre o relato da criação. Primeiramente, tudo foi planejado e calculado; nada foi aleatório, arbitrário nem por acaso. As Escrituras não deixam espaço para o acaso no processo da criação.
Em segundo lugar, os textos revelam inequivocamente que cada criatura foi feita segundo a sua própria espécie; isto é, cada uma foi feita separada e distintamente das outras. A Bíblia não ensina nada sobre um ancestral natural comum (por exemplo, uma célula primitiva simples) para toda a vida na Terra.
Mesmo partindo de uma interpretação não literal de Gênesis, esses dois pontos são óbvios: nada foi aleatório na criação, e não houve um ancestral natural comum para todas as espécies.
Então vem a evolução darwiniana que, em suas várias formas, ensina duas coisas: aleatoriedade e um ancestral natural comum para todas as espécies.
Por que então muitas pessoas interpretam o Gênesis através da lente de uma teoria que, em seu nível mais básico, contradiz os fundamentos do relato bíblico? Na verdade, o erro da evolução não tem apenas arrastado milhões de pessoas secularizadas, mas muitos cristãos professos acreditam que podem harmonizá-lo com a fé cristã, apesar das contradições evidentes que acabamos de mencionar.
No entanto, as implicações da evolução no contexto dos eventos finais tornam ainda mais evidente o perigo desse engano. Por que levar a sério um dia, o sábado, como um memorial de uma criação que não demorou seis dias, mas cerca de 3 bilhões de anos (a última atualização de quando a vida supostamente começou na Terra)? A evolução despoja o sétimo dia de qualquer importância real, pois transforma os seis dias da criação em nada além de um mito semelhante ao que diz que Rômulo e Remo foram criados por lobos. Além disso, quem, ao acreditar que a criação exigiu bilhões de anos em vez de seis dias, realmente arriscaria ser perseguido ou morto defendendo o sábado em oposição ao domingo?
Ano Bíblico: Et 5–7
Quinta-feira
A falsa trindade

O conceito da natureza triúna de Deus é encontrado em toda a Bíblia. Entretanto, no contexto dos enganos e da perseguição do tempo do fim, o livro do Apocalipse revela uma “trindade falsa”, composta pelo dragão, pela besta do mar e pela besta da terra de Apocalipse 13.

5. Leia Apocalipse 12:17; 13:1 e 2. Quais poderes são descritos nesses versos? O que eles fazem?

O dragão é visto nessa passagem como uma contrafação do Pai, na medida em que ele está claramente no comando. Ele também dá poder, autoridade e um trono à besta do mar, a contrafação de Cristo. Por que esse segundo poder é visto como um falso Cristo?

6. Leia Apocalipse 13:2 a 5. Quais são as características da besta do mar? Complete as lacunas:
“A besta que vi era semelhante a ____________________, com pés como de ___________________ e boca como de __________________” (Ap 13:2).

Além de receber sua autoridade do dragão, relembrando o que Jesus disse sobre receber Sua autoridade do Pai (veja Mt 28:18), essa besta do mar também enfrentou, como Jesus, a morte e depois ressurgiu (veja Ap 13:3). Além disso, essa besta é descrita como exercendo sua autoridade por “quarenta e dois meses”, ou três anos e meio, uma contrafação profética do ministério literal de três anos e meio de Cristo, com base no princípio dia/ano.

7. De acordo com Apocalipse 13:11 a 17, como é descrita a besta da terra?

Essa besta da terra promove os interesses da besta do mar, assim como o Espírito Santo não glorificou a Si mesmo, mas a Jesus (Jo 16:13, 14). Além disso, assim como o Espírito Santo realizou um ato poderoso ao fazer descer “fogo” do céu (At 2:3), a besta da terra faz algo semelhante (veja Ap 13:13).
“No final, a besta terrestre realiza uma contrafação do Pentecostes! Para qual propósito? Para provar ao mundo que a trindade falsa é o verdadeiro Deus” (Jon Paulien, What the Bible Says About the End-Time [O que a Bíblia ensina sobre o tempo do fim]. Hagerstown, Md.: Review and Herald, 1998, p. 111).
Ano Bíblico: Et 8–10
Sexta-feira
Estudo adicional

Reflitamos sobre as implicações da teoria da evolução no contexto dos eventos finais, especialmente no que diz respeito à função do sábado. Uma razão pela qual Charles Darwin, autor da teoria, promoveu a evolução foi que, não entendendo o grande conflito, ele teve dificuldade em conciliar o mal e o sofrimento com a ideia de um Criador amoroso. Por causa desse problema, ele buscou respostas em outra direção. Também não foi uma coincidência o fato de que, durante a segunda metade do século 19, quando Darwin estava revisando e reformulando sua teoria da evolução, Deus criou um movimento, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, que rejeitou a teoria de Darwin. É interessante o fato de que a Igreja Adventista, cujos fundamentos criacionistas são revelados em seu nome, tenha começado a crescer e se expandir na mesma época em que surgiu a teoria darwiniana.
Se Darwin tivesse lido e acreditado nestas frases de Ellen G. White, talvez o mundo teria sido poupado de um dos maiores equívocos do pensamento desde o geocentrismo e a geração espontânea: “Se bem que a Terra estivesse maculada pela maldição, a natureza devia ainda ser o compêndio do homem. Não poderia agora representar apenas bondade, pois o mal se achava presente em toda parte, manchando a terra, o mar e o ar, com seu contato corruptor. Onde se havia encontrado escrito apenas o caráter de Deus, o conhecimento do bem, agora se achava […] escrito o caráter de Satanás, a ciência do mal. Pela natureza, que agora revelava o conhecimento do bem e do mal, o ser humano devia ser […] advertido quanto aos resultados do pecado” (Educação, p. 26).
Darwin desenvolveu suas especulações com base em uma falsa compreensão da natureza e do caráter de Deus e do mundo caído. Infelizmente, as implicações de sua teoria prenderão as pessoas nos enganos de Satanás, especialmente na crise final.

Perguntas para discussão
1. É perigoso rejeitar o ensino bíblico de que Satanás é um ser literal?
2. O que dizer aos que creem que a experiência de quase-morte prova que há vida após a morte?
3. Os que aceitam a evolução serão mais suscetíveis aos enganos finais?
Ano Bíblico: Jó 1, 2
Ano Bíblico: Ne 12, 13