" Ide por todo o mundo e pregai o evangelho
          Marcos 16:15
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Marcos 16:15
Lição da Escola Sabatina
 
A experiência de unidade na igreja primitiva
VERSO PARA MEMORIZAR: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At 2:42).

LEITURAS DA SEMANA: At 1:12-14; 2:5-13; 2:42-47; 4:32-37; 5:1-11; Ap 14:12; 2Co 9:8-15

A unidade da igreja é o resultado de uma experiência espiritual compartilhada em Jesus, que é a verdade. “Eu Sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (Jo 14:6). Os sólidos laços da comunhão são formados em uma jornada e experiência espirituais coletivas. Os primeiros adventistas tiveram essa experiência no movimento milerita. Sua experiência coletiva, em 1844, uniu seu coração enquanto buscavam uma explicação para seu desapontamento. Essa experiência deu à luz a Igreja Adventista do Sétimo Dia e a verdade sobre o juízo investigativo, e tudo o que ele envolve.
A experiência dos discípulos de Jesus, após Sua ascensão ao Céu, é um testemunho do poder da Palavra de Deus, da oração e da comunhão na criação da unidade e harmonia entre cristãos de origens muito diferentes. Essa mesma experiência ainda é possível hoje.
“Insisto em que a comunhão é um elemento especialmente importante na adoração coletiva [...]. Para o cristão nada pode substituir a compreensão do vínculo espiritual que o une com outros fiéis e com o Senhor Jesus Cristo [...]. Primeiramente Cristo atrai a pessoa para Si, mas Ele sempre une essa pessoa a outros cristãos em Seu corpo, a igreja” (Robert G. Rayburn, O Come, Let Us Worship. Grand Rapids, MI: Baker Book House, 1980, p. 91).
Sábado à tarde
Domingo
Dias de preparação

Nas últimas horas que passou com os discípulos antes de Sua morte, Jesus prometeu que não os deixaria sós. Outro Consolador, o Espírito Santo, seria enviado para acompanhá-los em seu ministério. O Espírito os lembraria de muitas coisas que Cristo havia dito e feito (Jo 14:26), e os guiaria na descoberta de outras verdades (Jo 16:13). No dia de Sua ascensão, Jesus renovou essa promessa. “Vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias [...]. Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo” (At 1:5, 8). O poder do Espírito Santo seria concedido a fim de habilitar os discípulos a testemunhar em Jerusalém, Judeia, Samaria e até aos confins da Terra (At 1:8).

1. Leia Atos 1:12-14. O que os discípulos fizeram durante esse período de dez dias?

Podemos imaginar esses dez dias como um período de intensa preparação espiritual, uma espécie de “retiro” durante o qual esses discípulos compartilharam suas lembranças de Jesus, Suas obras, Seus ensinamentos e Seus milagres. Eles “perseveravam unânimes em oração” (At 1:14).
“Enquanto os discípulos esperavam o cumprimento da promessa, humilharam o coração em verdadeiro arrependimento e confessaram sua incredulidade. Ao trazerem à lembrança as palavras que Cristo lhes havia dito antes da morte, entenderam mais amplamente seu significado. Verdades que lhes tinham escapado à lembrança lhes voltavam à mente, e eles as repetiam uns aos outros. Reprovavam-se por não haverem compreendido o Salvador. Como numa sequência, cena após cena de Sua maravilhosa vida passou diante deles. Meditando sobre Sua vida pura, santa, sentiram que nenhum trabalho seria árduo demais, nenhum sacrifício demasiadamente grande, contanto que pudessem testemunhar, na própria vida, da amabilidade do caráter de Cristo. Oh! se pudessem viver de novo os passados três anos, pensavam, quão diferentemente agiriam! Se pudessem somente ver o Mestre outra vez, com que ardor procurariam mostrar quão profundamente O amavam, e quanto se haviam entristecido por terem-No ferido com uma palavra ou um ato de incredulidade! Mas estavam confortados com o pensamento de que haviam sido perdoados. E determinaram que, tanto quanto possível, expiariam sua incredulidade, confessando-O corajosamente perante o mundo [...]. Pondo de parte todas as divergências, todo desejo de supremacia, uniram-se em íntima comunhão cristã” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 36, 37).

Quanto à sua fé, o que você desejaria refazer, se lhe fosse possível? As lições do seu arrependimento pelos erros do passado podem ajudá-lo a construir um futuro melhor?
Ano Bíblico: Lc 23, 24
Ano Bíblico: Lc 21, 22
Segunda-feira
De Babel ao Pentecostes

Os dias de preparação espiritual, após a ascensão de Jesus, culminaram nos eventos do Pentecostes. O primeiro versículo do capítulo 2 afirma que, naquele dia, antes do derramamento do Espírito Santo sobre os discípulos, eles estavam todos juntos, “unânimes” [New King James Version], “reunidos no mesmo lugar” (At 2:1).
No Antigo Testamento, o Pentecostes era a segunda das três festas mais importantes das quais todos os homens israelitas eram obrigados a participar. Ela acontecia cinquenta dias (em grego, pentekoste, quinquagésimo dia) após a Páscoa. Durante essa festa, os hebreus apresentavam a Deus os primeiros frutos da colheita de verão como oferta de ação de graças.
É provável que, no tempo de Jesus, a festa de Pentecostes também incluísse a celebração da promulgação da lei no monte Sinai (Êx 19:1). Portanto, vemos aqui a importância contínua da lei de Deus como parte da mensagem cristã em relação a Cristo, cuja morte oferece perdão a todos os que se arrependem de transgredir a lei de Deus. Não é de admirar que um dos textos cruciais sobre os últimos dias trate tanto da lei como do evangelho (Ap 14:12).
Além disso, assim como no monte Sinai, quando Moisés recebeu os Dez Mandamentos (Êx 19:16-25; Hb 12:18), também ocorreram muitos fenômenos extraordinários no Pentecostes. “De repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (At 2:2-4).

2. Leia Atos 2:5-13. Qual é o significado desse evento maravilhoso?

O Pentecostes devia ser uma festa alegre, de ação de graças ao Senhor por Suas dádivas. Talvez esse seja o motivo da falsa acusação de embriaguez sofrida pelos discípulos (At 2:13-15). O poder de Deus é visto de maneira especial no milagre de falar e entender diversos idiomas. Os judeus de todo o Império Romano que tinham vindo a Jerusalém para essa festa ouviram a mensagem de Jesus, o Messias, em seus próprios idiomas.
De maneira singular, a dispersão da família humana original e a formação de grupos étnicos, iniciadas intensamente na Torre de Babel, foram desfeitas no Pentecostes. O milagre da graça começou a reunificar a família humana. A unidade da igreja de Deus em escala global testifica da natureza de Seu reino ao restaurar o que se perdeu em Babel.
Terça-feira
Unidade de comunhão

Em resposta ao sermão de Pedro e ao apelo ao arrependimento e à salvação, cerca de 3 mil pessoas tomaram a decisão de aceitar Jesus como o Messias e cumprimento das promessas do Antigo Testamento a Israel. Deus estava trabalhando no coração daquelas pessoas. Muitas já tinham ouvido falar de Jesus de terras longínquas e podem ter viajado para Jerusalém com a esperança de vê-Lo. Alguns tinham visto Jesus e ouvido Suas mensagens sobre a salvação, mas não se comprometeram a se tornar Seus seguidores. No Pentecostes, Deus interveio miraculosamente na vida dos discípulos e os usou como testemunhas da ressurreição de Jesus. Então eles souberam que, em nome de Jesus, as pessoas podiam receber o perdão dos pecados (At 2:38).

3. Leia Atos 2:42-47. Quais atividades os primeiros seguidores de Jesus fizeram como uma comunidade? O que criou essa incrível unidade de comunhão?

É notável que a primeria atividade da comunidade de novos cristãos foi aprender o ensino dos apóstolos. A instrução bíblica é uma forma importante de facilitar o crescimento espiritual dos conversos. Jesus havia comissionado os apóstolos a ensinar os discípulos “a guardar todas as coisas que” Ele tinha “ordenado” (Mt 28:20). Essa nova comunidade passava tempo com os apóstolos aprendendo sobre Jesus. Provavelmente ouviram falar sobre a vida e o ministério de Cristo, Seus ensinamentos, parábolas, sermões e milagres, todos explicados como o cumprimento das Escrituras hebraicas.
Eles também passavam tempo em oração e partindo o pão. Não está claro se o “partir do pão” é uma alusão à Ceia do Senhor ou simplesmente uma referência às refeições que compartilhavam uns com os outros, como Atos 2:46 parece sugerir. A menção à comunhão certamente pressupõe que os membros dessa nova comunidade passavam tempo juntos, com frequência e regularmente, tanto no templo em Jerusalém, que ainda servia como centro de devoção e adoração, quanto em suas casas. Comiam e oravam juntos. A oração é vital em uma comunidade de fé, e é essencial ao crescimento espiritual. Eles passavam tempo em adoração. Essas atividades foram realizadas com perseverança.
Essa comunhão perseverante gerou bons relacionamentos com outras pessoas em Jerusalém. Os novos cristãos contavam “com a simpatia de todo o povo” (At 2:47). Evidentemente a obra do Espírito Santo na vida deles causou uma impressão poderosa nos que os rodeavam e serviu como um poderoso testemunho da verdade de Jesus como o Messias.

O que a igreja deve aprender com esse exemplo de unidade, comunhão e testemunho?
Ano Bíblico: Jo 4–6
Quarta-feira
Generosidade e ganância

Lucas declarou que uma das consequências naturais da comunhão vivida pelos seguidores de Jesus logo após o Pentecostes foi o apoio mútuo entre eles. “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade” (At 2:44, 45).
Esse ato de compartilhar os bens não era uma exigência da comunidade, mas o resultado voluntário do amor. Era também uma expressão concreta da unidade. Esse apoio mútuo continuou por algum tempo, e obtemos mais detalhes a esse respeito em Atos 4 e 5. Encontramos esse tema também em outras partes do Novo Testamento, como veremos a seguir.
Barnabé foi apresentado pela primeira vez nesse contexto. Ele era rico e possuía terras. Tendo vendido sua propriedade em benefício da comunidade, levou o dinheiro aos apóstolos (At 4:36, 37). Barnabé é retratado como um exemplo a ser seguido.

4. Leia Atos 4:32-37 e 5:1-11. Compare a atitude de Barnabé com o ato de Ananias e Safira. Qual foi o erro desse casal?

Além de mentir descaradamente ao Espírito Santo, esse casal também apresentou ganância e cobiça. Talvez nenhum outro pecado destrua a comunhão e o amor fraternal mais rapidamente do que o egoísmo e a ganância. Se Barnabé serve como exemplo positivo do espírito de comunhão da igreja primitiva, Ananias e Safira são o oposto. Lucas foi honesto ao compartilhar essa história sobre pessoas menos virtuosas na comunidade.
O último mandamento, “não cobiçarás”, é diferente dos outros nove (Êx 20:1-17). Enquanto os outros mandamentos falam de ações que transgridem visivelmente a vontade de Deus para a humanidade, o último é sobre o que está oculto no coração. O pecado da cobiça não é uma ação; antes, é um processo de pensamento. A cobiça e seu companheiro, o egoísmo, não são pecados visíveis, mas uma condição da natureza humana pecaminosa. Eles só se tornam visíveis quando se manifestam em ações egoístas, como vimos aqui com Ananias e Safira. Em certo sentido, a cobiça, proibida pelo último mandamento, é a raiz do mal manifestado nas ações condenadas por todos os outros nove mandamentos. A cobiça desse casal os deixou suscetíveis à influência de Satanás, o que os levou a mentir para Deus. A cobiça de Judas o levou a fazer o mesmo.

Como exterminar a cobiça da vida? Por que o louvor e a ação de graças pelo que temos é um poderoso antídoto contra esse mal?

Ano Bíblico: Jo 7–9
Quinta-feira
Assistência aos pobres

Compartilhar recursos era, muitas vezes, uma expressão tangível da unidade na igreja primitiva. A generosidade descrita nos primeiros capítulos do livro de Atos continuou posteriormente com o convite de Paulo às igrejas que ele havia estabelecido na Macedônia e na Acaia para que contribuíssem com os pobres de Jerusalém (veja At 11:27-30; Gl 2:10; Rm 15:26; 1Co 16:1-4). Essa dádiva se tornou uma expressão palpável do fato de que as igrejas, constituídas principalmente de cristãos gentios, amavam seus irmãos e irmãs de herança judaica em Jerusalém, e se importavam com eles. Apesar das diferenças culturais e étnicas, eles formavam um só corpo em Cristo e prezavam o mesmo evangelho. Esse ato de compartilhar seus recursos com os necessitados não apenas revelou a unidade que já existia na igreja, mas também fortaleceu essa unidade.

5. Leia 2 Coríntios 9:8-15. Quais foram os resultados da generosidade revelada pela igreja de Corinto?

A experiência de unidade na igreja primitiva mostra o que ainda pode ser feito hoje. Contudo, essa unidade não foi possível sem o compromisso intencional por parte de todos os cristãos. Os líderes da comunidade primitiva compreendiam que seu ministério era promover a unidade em Cristo. Assim como o amor entre o marido, a mulher e os filhos é um compromisso que deve ser nutrido intencionalmente todos os dias, também é assim a unidade entre os cristãos. A unidade que temos em Cristo é incentivada e tornada visível de várias maneiras.
Os elementos que promoveram a unidade na igreja primitiva foram a oração, a adoração, a comunhão, uma visão em comum e o estudo da Palavra de Deus. Os cristãos não apenas compreenderam sua missão de pregar o evangelho a todas as nações, mas também perceberam que tinham a responsabilidade de amar e cuidar uns dos outros. A unidade deles se manifestava em sua generosidade e apoio mútuo na comunidade local e, mais amplamente, entre as comunidades da igreja, mesmo que fossem separadas por longas distâncias.
“Sua beneficência testificava que não haviam recebido a graça de Deus em vão. O que teria produzido tal liberalidade senão a santificação do Espírito? Aos olhos de crentes e incrédulos foi um milagre da graça” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 344).

Você e sua igreja têm experimentado os benefícios da generosidade em relação aos outros? Ou seja, quais são as bênçãos concedidas aos que doam a outras pessoas?
Ano Bíblico: Jo 10, 11
Sexta-feira
Estudo adicional

Leia, de Ellen G. White, “O Pentecostes”, p. 35-46, em Atos dos Apóstolos. “Essa liberalidade da parte dos crentes foi o resultado do derramamento do Espírito Santo (At 2:44, 45; 4:32-35). ‘Era um o coração e a alma’ (At 4:32) dos conversos ao evangelho. Um interesse comum os guiava – o êxito da missão a eles confiada; e a avareza não tinha lugar em sua vida. Seu amor aos irmãos e à causa que haviam abraçado era maior do que o amor ao dinheiro e às posses. Suas obras testificavam que eles tinham a salvação dos homens em maior apreço que as riquezas terrestres.
“Assim será sempre, quando o Espírito de Deus tomar posse da vida. Aqueles cujo coração transbordar do amor de Cristo seguirão o exemplo Daquele que, por amor de nós, tornou-Se pobre, para que por Sua pobreza enriquecêssemos. Dinheiro, tempo, influência, todos os dons que receberem das mãos de Deus, serão apreciados por eles apenas como meio de fazer avançar a obra do evangelho. Assim foi na igreja primitiva; e quando na igreja de hoje for visto que, pelo poder do Espírito, os membros retiraram suas afeições das coisas do mundo e se dispõem a fazer sacrifícios a fim de que seus semelhantes possam ouvir o evangelho, as verdades proclamadas terão poderosa influência sobre os ouvintes” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 70, 71).

Perguntas para discussão
1. A ação das igrejas do Novo Testamento, ao doar de modo generoso para ajudar os pobres em Jerusalém, deve ser imitada? Como aliviar a pobreza e suprir outras necessidades básicas?
2. Quais lições aprendemos com a história de Ananias e Safira? Qual é a importância do “grande temor” que sobreveio à igreja em relação a essas duas mortes (At 5:5, 11)?

Resumo:
A igreja primitiva experimentou um rápido crescimento porque os discípulos se prepararam intencionalmente para o prometido derramamento do Espírito. Sua comunhão e fé foram os meios usados pelo Espírito Santo para preparar o coração deles para o Pentecostes. Depois, Deus continuou transformando a comunidade, como vemos na generosidade de uns para com os outros e no rápido crescimento da igreja.
Ano Bíblico: Jo 12, 13
Ano Bíblico: Jo 1–3