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          Marcos 16:15
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Marcos 16:15
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Cristo: o centro do livro de Daniel

1. Leia Lucas 24:25-27, João 5:39 e 2 Coríntios 1:19, 20. Em que aspectos ­Cristo é o centro das Escrituras?

Não há dúvida de que Cristo é central às Escrituras, e isso inclui o livro de Daniel. Por exemplo: o primeiro capítulo mostra, ainda que de maneira limitada e imperfeita, que a experiência de Daniel é análoga à de Cristo, que deixou o Céu para viver neste mundo pecaminoso e confrontar os poderes das trevas. Além disso, Daniel e seus companheiros foram dotados de sabedoria semelhante à de Jesus para enfrentar os desafios da cultura babilônica. O segundo capítulo descreve a figura da pedra do fim dos tempos (escatológica) para indicar que o reino de Cristo enfim substituirá todos os reinos do mundo. O capítulo 3 revela Cristo andando com Seus servos fiéis dentro de uma fornalha de fogo. O capítulo 4 apresenta Deus removendo Nabucodonosor de seu reino por um período, a fim de que ele pudesse entender “que o Céu domina” (Dn 4:26). A expressão “o Céu domina” nos lembra de que Cristo, como “o Filho do Homem” (Dn 7:13), recebe o domínio e o reino, conforme descrito em Daniel 7. O capítulo 5 mostra o fim do rei ­Belsazar e a queda de Babilônia diante dos persas durante uma noite de folia e devassidão. Isso é um prenúncio da derrota de Satanás e da destruição da Babilônia do tempo do fim por Cristo e Seus anjos. O capítulo 6 mostra a conspiração contra Daniel de maneiras que se assemelham às falsas acusações expressas contra Jesus pelos principais sacerdotes. Além disso, assim como o rei Dario tentou, em vão, poupar Daniel, Pilatos tentou, sem sucesso, poupar Jesus (Mt 27:17-24). O capítulo 7 descreve o Messias como o Filho do homem recebendo o reino e dominando sobre Seu povo. O capítulo 8 mostra Jesus como Sacerdote do santuário celestial. O capítulo 9 retrata Cristo como a vítima sacrifical cuja morte reconfirma a aliança entre Deus e Seu povo. E os capítulos 10 a 12 apresentam Jesus como Miguel, o Comandante-chefe que luta contra as forças do mal e resgata vitoriosamente o povo de Deus da opressão e até mesmo do poder da morte.
Portanto, tenhamos em mente que Jesus Cristo é central no texto de Daniel. Em cada capítulo do livro há alguma experiência ou ideia que aponta para Ele.

Em meio às lutas, provações ou em momentos de felicidade e prosperidade, como podemos aprender a manter Cristo no centro da nossa vida? Por que é tão importante fazer isso?
Ano Bíblico: Ap 20-22
Ano Bíblico: Ap 18, 19
Segunda-feira
Ano Bíblico: Repassar o Novo Testamento
Terça-feira
Profecias apocalípticas em Daniel

As visões de Daniel são de natureza diferente da maioria das mensagens proféticas do Antigo Testamento. As profecias de Daniel pertencem à categoria de profecias apocalípticas, enquanto a maioria das outras profecias pertencem à categoria de profecias clássicas. Uma compreensão da diferença básica entre esses gêneros proféticos é essencial para o entendimento correto das profecias bíblicas.
As profecias apocalípticas apresentam algumas características peculiares que as diferenciam das chamadas profecias clássicas:
Visões e sonhos. Nas profecias apocalípticas, Deus usa principalmente sonhos e visões para transmitir Sua mensagem ao profeta. Na profecia clássica, o profeta recebe “a Palavra do Senhor”, que pode incluir visões, uma expressão que ocorre com pequenas variações cerca de 1.600 vezes nos profetas clássicos.
Simbolismo composto. Enquanto na profecia clássica há uma quantidade limitada de simbolismo, principalmente envolvendo símbolos verdadeiros, na profecia apocalíptica Deus mostra símbolos e imagens além do mundo da realidade humana, como animais híbridos ou monstros com asas e chifres.
Soberania e incondicionalidade divinas. Enquanto o cumprimento das profecias clássicas depende da resposta humana no contexto da aliança de Deus com Israel, as profecias apocalípticas são incondicionais. Nelas, o Senhor revela a ascensão e a queda dos impérios desde os dias de Daniel até o fim. Essas profecias se baseiam na presciência e soberania de Deus, e se cumprirão independentemente das escolhas humanas.

3. Leia Jonas 3:3-10. Essa é uma profecia clássica ou apocalíptica? Justifique sua resposta. E quanto a Daniel 7:6?

Conhecer os gêneros das profecias clássicas e apocalípticas nos beneficia, por três razões: 1. Esses gêneros mostram que Deus usa diferentes abordagens para comunicar a verdade profética (Hb 1:1). 2. Esse conhecimento nos ajuda a apreciar mais a beleza e a complexidade da Bíblia. 3. Aprendemos também a interpretar as profecias de acordo com o testemunho bíblico e a explicar corretamente “a palavra da verdade” (2Tm 2:15).

4. Alguns esperam que os eventos finais da História ocorram no Oriente Médio. O que há de errado com essa interpretação? Como o conhecimento da diferença entre profecias apocalípticas e clássicas nos esclarece essa questão? Os 3:4, 5; Am 8:11; Zc 9:1
Ano Bíblico: Repassar o Antigo Testamento
Quarta-feira
O calendário de Deus

Outro conceito importante que precisamos ter em mente ao estudarmos o livro de Daniel é a abordagem historicista das profecias apocalípticas. O historicismo pode ser compreendido melhor se comparado com as visões opostas do preterismo, futurismo e idealismo.
O preterismo tende a ver os eventos proféticos anunciados em Daniel como tendo ocorrido no passado. O futurismo afirma que as mesmas profecias ainda aguardam um cumprimento. O idealismo, por sua vez, sustenta que as profecias apocalípticas sejam símbolos de realidades espirituais gerais sem quaisquer referentes históricos específicos.
Em contrapartida, o historicismo defende que, nas profecias apocalípticas, Deus revela uma sequência histórica ininterrupta, desde a época do profeta até o tempo do fim. Ao estudarmos o livro de Daniel, observaremos que cada visão principal do livro (Dn 2; 7; 8; 11) repete esse esboço histórico a partir de diferentes perspectivas e com novos detalhes. Os pioneiros adventistas, incluindo Ellen G. White, entendiam as profecias bíblicas de Daniel e Apocalipse a partir de uma abordagem historicista.

5. Leia Números 14:34 e Ezequiel 4:5, 6. Em linguagem profética, o que um “dia” geralmente representa?

Ao estudarmos o livro de Daniel, também devemos ter em mente que o tempo profético é medido de acordo com o princípio do dia/ano. Ou seja, um dia na profecia geralmente equivale a um ano no tempo histórico real. Assim, por exemplo, a profecia das 2.300 tardes e manhãs deve ser entendida como se referindo a 2.300 anos (Dn 8:14). Semelhantemente, a profecia das 70 semanas deve ser entendida como sendo 490 anos (Dn 9:24-27).
Essa escala de tempo parece correta por algumas razões: (1) Já que as visões são simbólicas, os tempos indicados também devem ser simbólicos; (2) Visto que os eventos descritos nas visões se desdobram por longos períodos de tempo, e mesmo até o “tempo do fim” em alguns casos, os períodos relacionados a essas profecias devem ser interpretados da mesma forma; (3) O princípio do dia/ano é confirmado em Daniel. Um exemplo claro é a profecia das 70 semanas, que se estendeu dos dias do rei Artaxerxes até a vinda do Messias. Portanto, o modo mais evidente e correto de entender os períodos proféticos apresentados em Daniel é ­interpretá-los de acordo com o princípio do dia/ano.

Algumas dessas profecias de tempo abrangem centenas, até milhares de anos. O que isso deve nos ensinar sobre paciência?
Ano Bíblico: Gn 1-3
Quinta-feira
A relevância contemporânea de Daniel

Embora tenha sido escrito há mais de 2.500 anos, o livro de Daniel continua sendo relevante para o povo de Deus no século 21. Observaremos três áreas em que Daniel pode ser importante para nós. O livro mostra que:
1. Deus continua sendo soberano em nossa vida. Mesmo quando as coisas dão errado, o Senhor atua por entre os caprichos humanos para beneficiar Seus filhos. A experiência de Daniel em Babilônia se parece com a de José no Egito e a de Ester na Pérsia. Esses três jovens estavam cativos em países estrangeiros e sob o poder esmagador de nações pagãs. Ainda que eles parecessem fracos e abandonados por Deus, o Senhor os fortaleceu e os usou de forma poderosa. Ao enfrentar provações, sofrimentos e oposição podemos lembrar do que o Criador fez por Daniel, José e Ester. O Senhor continua sendo nosso Deus, e Ele não nos abandona mesmo em meio às nossas provações e tentações.
2. Deus dirige o curso da História. Às vezes nos sentimos aflitos por este mundo confuso e sem propósito, repleto de pecado e violência. Mas a mensagem de Daniel é que Deus está no controle. Em cada capítulo do livro, a mensagem é enfatizada: o Senhor dirige o curso da História. Ellen G. White declarou: “Nos registros da história humana, o crescimento das nações e a ascensão e queda de impérios aparecem como dependendo da vontade e das façanhas do ser humano. O desenvolver dos acontecimentos parece, em grande parte, determinado por seu poder, capricho ou sua ambição. Na Palavra de Deus, porém, a cortina é afastada, e podemos ver por detrás e acima, e em toda a marcha e contramarcha das paixões, do poder e dos interesses humanos a força de um Ser misericordioso, que executa, de forma silenciosa e paciente, as determinações de Sua própria vontade” (Educação, p. 173).
3. Deus apresenta um exemplo para Seu povo do tempo do fim. Daniel e seus amigos servem como exemplos para nossa vida em uma sociedade que defende uma visão de mundo muitas vezes em desacordo com a da Bíblia. Quando pressionados a transigir com sua fé e fazer concessões para com o sistema babilônico em áreas que negariam seu compromisso com o Senhor, eles permaneceram fiéis à Palavra de Deus. Sua experiência de fidelidade e compromisso absoluto com o Senhor nos encoraja ao enfrentarmos oposição e até mesmo perseguição por causa do evangelho. Ao mesmo tempo, Daniel mostra que é possível oferecer uma contribuição ao estado e à sociedade e permanecer comprometido com o Senhor.

6. Qual é o interesse de Deus em nossas lutas? Dn 9:23; 10:11, 12; Mt 10:29-31
Ano Bíblico: Gn 4-7
Sexta-feira
Estudo adicional

“A Bíblia foi destinada a ser guia a todos os que desejassem se familiarizar com a vontade de seu Criador. Deus deu aos homens a segura Palavra da profecia; os anjos e mesmo o próprio Cristo vieram para tornar conhecidas a Daniel e João as coisas que em breve deveriam acontecer. Os importantes assuntos que dizem respeito à nossa salvação não foram deixados envoltos em mistério. Não foram revelados de tal maneira a tornar perplexo e transviar o honesto pesquisador da verdade. Disse o Senhor pelo profeta Habacuque: ‘Escreve a visão, e torna-a bem legível [...] para que a possa ler o que correndo passa’ (Hc 2:2, ARC). A Palavra de Deus é clara a todos os que a estudam com coração devoto. Todo coração verdadeiramente sincero virá à luz da verdade. ‘A luz semeia-se para o justo’
(Sl 97:11, ARC). E nenhuma igreja poderá progredir na santificação a menos que seus membros estejam fervorosamente em busca da verdade, como um tesouro escondido” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 521, 522).
“Estude a história de Daniel e seus companheiros. Embora eles estivessem vivendo onde estavam, deparando-se por todos os lados com a tentação de satisfazer o próprio eu, eles honraram e glorificaram a Deus na vida diária. Decidiram evitar todo o mal. Recusaram-se a se colocar no caminho do inimigo. E Deus recompensou sua lealdade inabalável com ricas bênçãos” (Manuscript Releases, n. 224, v. 4; Ellen G. White Estate, 1990, p. 169, 170).

Perguntas para discussão
1. Deus não é apenas soberano sobre as nações, mas também está familiarizado com cada um de nós no nível mais profundo. Como vemos em Daniel 2, Ele deu um sonho a um rei pagão. O fato de poder entrar na mente de alguém enquanto essa pessoa dorme e colocar ali um sonho revela uma proximidade que não podemos sequer começar a compreender. Ao mesmo tempo, a natureza do sonho revela que Deus controla os grandes impérios do mundo e sabe como tudo vai acabar. Essas descrições da realidade nos confortam e nos trazem esperança? Como você se sente ao saber que o Senhor conhece seus pensamentos? Por que a mensagem da cruz de Cristo é tão importante?
2. Qual é a diferença entre profecias clássicas e apocalípticas? Cite exemplos bíblicos.
Ano Bíblico: Gn 8-11
VERSO PARA MEMORIZAR: “Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que vens lendo?” (At 8:30).

LEITURAS DA SEMANA: Lc 24:25-27; 2Pe 3:11-13; Jn 3:3-10; Nm 14:34; Dn 9:23; 10:11, 12.

Nossa igreja nasceu das páginas do livro de Daniel, nosso estudo para este trimestre. À medida que começamos, devemos manter os seguintes pontos em mente como um modelo para nos orientar em nosso estudo.
Primeiramente, é preciso sempre lembrar que, assim como em toda a Bíblia, Cristo é o centro do livro de Daniel.
Em segundo lugar, Daniel está organizado de uma forma que revela beleza literária e nos ajuda a compreender seu foco principal.
Terceiro, precisamos perceber a diferença entre profecias clássicas e apocalípticas. Isso nos ajudará a distinguir entre as profecias de Daniel
e as de outros livros como Isaías, Amós e Jeremias.
Quarto, ao estudarmos as profecias de tempo de Daniel, devemos entender que os esboços proféticos de Daniel se estendem por longos períodos e são medidos de acordo com o princípio do dia/ano.
Quinto, devemos enfatizar que o livro de Daniel não apenas comunica informações proféticas, mas é profundamente relevante para nossa vida pessoal e o desenvolvimento da comunhão com Deus.
A estrutura do livro de Daniel

O livro de Daniel foi escrito em hebraico e aramaico. A seção em aramaico (capítulos 2-7) revela a seguinte estrutura, que reforça uma mensagem central dessa seção e do livro:

A. Visão de Nabucodonosor sobre quatro reinos (Dn 2)

     B. Deus livra os companheiros de Daniel da fornalha ardente (Dn 3)

        C. Juízo sobre Nabucodonosor (Dn 4)

        C’. Juízo sobre Belsazar (Dn 5)

    B’. Deus liberta Daniel da cova dos leões (Dn 6)

A’. Visão de Daniel sobre os quatro reinos (Dn 7)

Esse tipo de organização literária serve para destacar o ponto principal, colocando-o no centro da estrutura que, nesse caso, consiste em C e C’ (Dn 4 e 5): Deus remove o reino de Nabucodonosor (temporariamente) e de Belsazar (permanentemente). Portanto, a ênfase dos capítulos 2–7 está na soberania de Deus sobre os reis da Terra, visto que Ele os estabelece e os remove.
Uma técnica eficaz para transmitir uma mensagem e deixar claro um ponto é a repetição. Por exemplo, Deus deu ao faraó dois sonhos sobre o futuro do Egito (Gn 41:1-7). Sete vacas gordas foram devoradas por sete vacas magras, e sete espigas saudáveis foram devoradas por sete espigas secas. Ambos os sonhos apresentam a mesma ideia: sete anos de prosperidade seriam seguidos por sete anos de escassez.
No livro de Daniel, Deus também usou a repetição. Existem quatro ciclos proféticos, que são repetições de uma estrutura básica geral. No fim, essa estrutura mostra a suprema soberania de Deus. Embora cada grande esboço profético transmita uma perspectiva distinta, juntos eles abrangem o mesmo período histórico, estendendo-se desde o tempo do profeta até o fim, como mostra o diagrama a seguir:

Daniel 2           Daniel 7            Daniel 8, 9                          Daniel 10-12
Babilônia          Babilônia
Média-Pérsia    Média-Pérsia      Média-Pérsia                       Média-Pérsia
Grécia              Grécia                Grécia                                Grécia
Roma               Roma                 Roma                                 Roma
O reino de        O juízo               Purificação do Santuário     Miguel Se levanta
Deus é             celestial que
estabelecido     conduz à Nova
                        Terra
                        
2. Que grande esperança estes textos apresentam em relação às nossas perspectivas de longo prazo? Dn 2:44; Sl 9:7-12; 2Pe 3:11-13
Lição da Escola Sabatina