" Ide por todo o mundo e pregai o evangelho
          Marcos 16:15
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Marcos 16:15
Lição da Escola Sabatina
 
Adorai o Criador
VERSO PARA MEMORIZAR: “Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante?” (Is 58:6, 7).

LEITURAS DA SEMANA: Sl 115:1-8; 101:1; Dt 10:17-22; Is 1:10-17; 58; Mc 12:38-40

Até mesmo uma leitura rápida dos profetas do Antigo Testamento nos alerta para a preocupação deles quanto à crueldade para com os pobres e oprimidos. Os profetas e o Deus em nome de quem eles falavam ficavam indignados com o que viam em todas as nações vizinhas (veja, por exemplo, Amós 1 e 2). Mas eles também tinham especialmente um sentimento de ira e pesar diante das iniquidades cometidas pelo próprio povo de Deus, que havia recebido muitas bênçãos divinas. Levando em conta a história dos israelitas, bem como as leis dadas por Deus, eles deveriam ter agido com mais sabedoria. Infelizmente, esse nem sempre foi o caso, e os profetas tinham muito a dizer sobre esses tristes acontecimentos.
É interessante perceber que muitas das declarações mais conhecidas dos profetas do Antigo Testamento sobre justiça e injustiça, na realidade, foram feitas no contexto das instruções sobre adoração. Como veremos, a verdadeira adoração não é algo que acontece apenas durante um ritual religioso, mas é também compartilhar do interesse de Deus pelo bem-­estar dos outros, buscando elevar os oprimidos e negligenciados a uma condição mais digna e justa.
Sábado à tarde
Domingo
Idolatria e opressão

Logo depois que Deus tirou o povo de Israel do Egito, Ele Se encontrou com os israelitas no monte Sinai, dando-lhes os Dez Mandamentos em forma escrita, incluindo os dois primeiros mandamentos sobre não adorar outros deuses nem fazer ídolos (veja Êx 20:2-6). Em resposta, o povo prometeu fazer tudo o que lhe havia sido ordenado (veja Êx 24:1-13).
Contudo, Moisés subiu o monte, ficando ali por quase seis semanas. E o povo começou a indagar o que havia acontecido com ele. Sob pressão da multidão, Arão fez um bezerro de ouro e levou o povo a fazer sacrifícios diante desse bezerro. Depois, “o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se” (Êx 32:6). Tanto o Senhor quanto Moisés ficaram indignados com a rapidez com que o povo se afastou de Deus para adorar ídolos – e parece que somente a intercessão de Moisés salvou Israel do merecido castigo (veja Êx 32:30-34).
No entanto, o povo de Deus caía na tentação da idolatria com muita frequência. A história dos reis de Israel e de Judá é marcada por períodos de idolatria, nos quais alguns reis levaram o povo a cometer atos ultrajantes na adoração desses deuses. Essa infidelidade era uma ênfase recorrente dos profetas enviados por Deus para chamar o povo de volta a Ele. Muitas vezes, também, em meio aos clamores por reavivamento e reforma, os profetas apelavam para que o povo tratasse melhor os pobres, necessitados e desamparados entre eles.

1. Leia o Salmo 115:1-8. Qual ponto crucial o autor está defendendo?

É uma tendência humana nos tornarmos como o objeto ou pessoa a quem adoramos e focalizamos. Portanto, era natural que o interesse pelo próximo e pela justiça diminuísse quando o povo de Deus deixasse de adorar o Deus de justiça para adorar os falsos deuses das nações circunvizinhas, que eram, muitas vezes, projetados na forma de criaturas de guerra ou da fertilidade. Quando escolhiam outros deuses, o povo mudava de atitude em muitas coisas, inclusive em sua maneira de tratar os outros. Se os israelitas tivessem sido fiéis ao Senhor, teriam compartilhado Seu interesse pelos necessitados.

Reflita sobre essa ideia de nos tornarmos parecidos com aquilo que adoramos. Podemos ver manifestações contemporâneas desse princípio? Quais?
Ano Bíblico: Is 45-48
Ano Bíblico: Is 41-44
Segunda-feira
Uma razão para adorar

A Bíblia exorta o povo de Deus a adorá-Lo, mas ela também apresenta repetidamente razões para isso. Somos instruídos a prestar culto ao Senhor por Ele ser Deus, pelo que Ele faz e por Seus muitos atributos. Entre eles estão Sua bondade, justiça e misericórdia. Quando somos lembrados de como Deus é, do que Ele fez por nós (especialmente na cruz de Cristo) e do que Ele promete fazer, ninguém fica sem motivos para adorar e louvar o Criador.

2. Leia Deuteronômio 10:17-22; Salmos 101:1; 146:5-10; Isaías 5:16; 61:11. Quais são as motivações para adorar e louvar a Deus nesses versos? Assinale a alternativa correta:
A. (  ) Sua imutabilidade e severidade.
B. (  ) Sua justiça, bondade e misericórdia.

Essas razões para adorar o Senhor não eram novas para o povo. Alguns dos mais animados momentos de adoração dos israelitas recém-libertados aconteceram em resposta à evidente intervenção de Deus em favor deles. Por exemplo, depois que eles foram tirados do Egito e atravessaram o Mar Vermelho, Moisés e Miriã conduziram o povo em cânticos de louvor a Deus pelo milagre que tinham acabado de ver e porque tinham sido resgatados da ameaça dos egípcios (Êx 15).
O povo não deveria se esquecer da justiça e da misericórdia de Deus reveladas nesses acontecimentos. Enquanto mantinham essas histórias vivas ao recontá-las regularmente, os atos de Deus e a Sua justiça continuaram sendo uma inspiração para sua adoração nos anos seguintes e em gerações posteriores. Um exemplo dessas histórias recontadas e dessa adoração está registrado em Deuteronômio 10:17-22.
A justiça de Deus é, em primeiro lugar, simplesmente parte de quem Ele é – um componente essencial de Seu caráter. “Deus não procede maliciosamente; nem o Todo-Poderoso perverte o juízo” (Jó 34:12). Deus é justo e Se interessa pela justiça – essa é uma razão para adorá-Lo e louvá-Lo.
Em segundo lugar, a justiça de Deus é vista em Seus atos justos e retos em favor de Seu povo e de todos os pobres e oprimidos. Sua justiça jamais é uma mera descrição de Seu caráter. Ao contrário, a Bíblia retrata um Deus que “ouviu o lamento dos aflitos” (Jó 34:28); que age e anseia corrigir os erros tão evidentes no mundo. Em última análise, isso será completamente realizado no juízo final de Deus e em Sua recriação do mundo.

Se o antigo Israel tinha motivos para louvar ao Senhor, não temos muito mais motivos para louvá-Lo, especialmente depois da cruz?
Terça-feira
Opressores religiosos

Durante os melhores momentos dos reinos de Israel e de Judá, o povo retornou ao templo e à adoração a Deus, ainda que, mesmo nessas ocasiões, sua adoração muitas vezes fosse “mesclada” com os avanços da idolatria e das religiões das nações circunvizinhas. Mas, de acordo com os profetas, até mesmo suas melhores tentativas de se dedicarem à religião não foram suficientes para afastá-los dos males cometidos na terra em seu cotidiano. E não importava quanto se esforçassem para ser religiosos por meio de seus rituais de adoração, a música de seus hinos não podia abafar os gritos dos pobres e oprimidos.
Amós descreveu o povo de sua época como pessoas que tinham “gana contra o necessitado e” destruíam “os miseráveis da terra” (Am 8:4). Ele via o desejo do povo de terminar seus rituais para que pudessem reabrir o mercado e voltar ao seu comércio desonesto, em que compravam “os pobres por dinheiro e os necessitados por um par de sandálias” (Am 8:6).

3. Leia Isaías 1:10-17; Amós 5:21-24; Miqueias 6:6-8. O que o Senhor disse a essas pessoas religiosas acerca de seus rituais?

Por intermédio de Seus profetas, Deus usou uma linguagem forte para ridicularizar a religião e a adoração incoerentes e em contraste com o sofrimento e a opressão daqueles que os rodeavam. Em Amós 5:21-24, Deus diz que Ele “aborrece”, “despreza” e não tem prazer na adoração deles. Suas reuniões foram descritas como assembleias que não exalam bom cheiro (Am 5:21, ACF), e suas ofertas e músicas foram consideradas menos do que inúteis.
Em Miqueias 6, vemos uma série de sugestões cada vez mais infladas, até mesmo zombeteiras, de como eles podiam adorar a Deus de maneira mais adequada. De modo escarnecedor, o profeta deu a sugestão de oferecer holocaustos, em seguida aumentou a oferta para “milhares de carneiros”, com “dez mil ribeiros de azeite” (Mq 6:7), antes de chegar ao terrível, mas não desconhecido, extremo de sugerir o sacrifício de seu primogênito para ganhar o favor e o perdão de Deus.
No fim, porém, o que o Senhor realmente desejava era que eles praticassem a justiça, amassem a misericórdia e andassem humildemente com seu Deus (Mq 6:8).

Você já se sentiu culpado por estar mais preocupado com formas religiosas e rituais do que em ajudar os necessitados ao seu redor? O que você aprendeu com essa experiência?
Ano Bíblico: Is 52-55
Quarta-feira
Uma forma de adorar

Quando explicaram a relação entre adoração e justiça, os profetas recomendaram insistentemente outro passo: que o interesse em socorrer os pobres, os oprimidos e os necessitados fosse parte importante da adoração. Isaías 58 torna essa relação evidente.

4. Conforme a descrição da primeira parte de Isaías 58, o que estava errado no relacionamento entre Deus e Seu povo? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A. (  ) Deus havia feito o povo perecer nas mãos dos inimigos.
B. (  ) O povo buscava a Deus de modo egoísta, e jejuava para violência e contendas.

Essa crítica foi dirigida a um povo ativamente religioso. Os adoradores aparentavam buscar a Deus com sinceridade, mas parece que essa busca não estava funcionando. Então, o Senhor declarou que eles deveriam mudar sua maneira de adorar. A adoração escolhida por Ele era que eles soltassem “as correntes da injustiça”, desatassem “as cordas do jugo”, pusessem “em liberdade os oprimidos” e rompessem “todo jugo” (Is 58:6, NVI). Eles também deveriam alimentar os famintos, acolher os desabrigados e ajudar os necessitados.
Essas atividades não são a única maneira de adorar, mas Deus as recomendou como uma forma de adoração que não se concentra apenas no interior, mas em algo que traz bênçãos para todos ao redor dos adoradores de Deus. “O verdadeiro propósito da religião é libertar o ser humano dos fardos do pecado, eliminar a intolerância e a opressão e promover justiça, liberdade e paz” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 325).
Em Isaías 58:8-12, Deus prometeu bênçãos em resposta a essa forma de adoração. Com efeito, o Senhor disse que, se o povo fosse menos concentrado em si mesmo, perceberia Deus trabalhando com ele e por meio dele para trazer cura e restauração.
Esse capítulo também relaciona a adoração à renovação da prazerosa guarda do sábado. Já refletimos sobre algumas fortes relações entre o sábado e o ministério, mas esses versos incluem ambas as atividades no chamado a que o povo revitalizasse sua adoração. Refletindo sobre eles Ellen G. White comentou: “Sobre os que guardam o sábado do Senhor é imposta a responsabilidade de realizar uma obra de misericórdia e beneficência” (Beneficência Social, p. 121).
Ano Bíblico: Is 56-58
Quinta-feira
Misericórdia e fidelidade

Quando Jesus foi confrontado por alguns líderes religiosos de Sua época, que O criticaram por comer com “pecadores”, Ele citou o profeta Oseias, ordenando que eles voltassem a seus livros e descobrissem o que Deus realmente quis dizer quando declarou: “Misericórdia quero e não holocaustos” (Mt 9:13, citando Os 6:6).
Como veremos, Jesus teve uma vida de cuidado e serviço. Seu relacionamento com os outros, Seus milagres de cura e muitas de Suas parábolas demonstraram e enfatizaram que viver dessa maneira é a melhor forma de expressar verdadeira devoção a Deus. Os líderes religiosos foram Seus maiores críticos, mas também foram o alvo de Suas críticas mais severas. Como os religiosos da época de Isaías, eles acreditavam que asseguravam seu relacionamento especial com Deus por causa de suas práticas religiosas, enquanto estavam explorando os pobres e ignorando os necessitados. Sua adoração estava em desacordo com suas ações, e Jesus não foi discreto em condenar essa hipocrisia.

5. Leia Marcos 12:38-40. O comentário de Jesus de que eles devoravam “as casas das viúvas” parece não “caber” nessa lista ou era essa ideia que Jesus estava tentando defender? Por que essas pessoas sofreriam “juízo muito mais severo”?

Talvez o sermão mais assustador de Jesus, especialmente para os religiosos, seja aquele que se encontra em Mateus 23. Cristo não apenas descreveu a religião deles como algo que não ajudava os desfavorecidos, mas considerou essa forma de culto um acréscimo aos fardos desses religiosos. Por suas ações ou, às vezes, pela omissão e falta de cuidado, Jesus disse que eles fechavam “o reino dos Céus diante dos homens” (Mt 23:13).
Mas, ao ecoar os profetas dos séculos anteriores, Jesus também tratou diretamente da discrepância entre as sérias práticas desses religiosos e as injustiças que eles toleravam e das quais tiravam proveito. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” (Mt 23:23). Jesus logo acrescentou que as práticas e observâncias religiosas não são erradas em si mesmas, mas não devem tomar o lugar do tratamento justo para com as outras pessoas.

Como podemos evitar a armadilha de pensar que o conhecimento da verdade seja suficiente?
Ano Bíblico: Is 59-62
Sexta-feira
Estudo adicional

Textos de Ellen G. White: Beneficência Social, p. 29-34 (“Isaías 58 – A Prescrição Divina”); O Desejado de Todas as Nações, p. 610-620 (“Ais Sobre os Fariseus”).
“Insistindo sobre o valor da piedade prática, o profeta estava unicamente repetindo o conselho dado a Israel séculos antes [...]. De século em século esses conselhos foram repetidos pelos servos de Jeová aos que estavam em perigo de cair nos hábitos do formalismo e de esquecer de demonstrar misericórdia” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 326, 327).
“Tenho sido instruída a chamar a atenção de nosso povo para o capítulo 58 de Isaías. Leiam cuidadosamente esse capítulo e compreendam a espécie de ministério que levará vida às igrejas. A obra do evangelho deve ser promovida por meio de nossa liberalidade bem como de nossos labores. Quando vocês encontrarem pessoas sofredoras necessitando auxílio, deem-lhes. Quando acharem os que estão famintos, alimentem-nos. Assim fazendo vocês estarão trabalhando nas linhas do ministério de Cristo. O santo trabalho do Mestre era de benevolência. Que nosso povo em todos os lugares seja encorajado a tomar parte nele” (Ellen G. White, Beneficência Social, p. 29).

Perguntas para discussão
1. Você já pensou na prática da justiça e da misericórdia como atos de adoração? Isso pode mudar sua maneira de cuidar dos outros e de adorar?
2. Como evitar a negligência aos “preceitos mais importantes da Lei” (Mt 23:23), de maneira individual e coletiva? Você já coou “mosquito e” engoliu “camelo”? (Mt 23:24, NVI)?
3. Por que a hipocrisia é um pecado grave?
4. Como a visão de Deus e Sua paixão pelos pobres e necessitados devem mudar sua visão de mundo? Você leria ou ouviria as notícias de maneira diferente caso as visse ou as ouvisse com os olhos e ouvidos de um profeta?

Resumo:
Embora os profetas se preocupassem com o mal na terra, eles se concentraram especialmente no mal cometido por pessoas que alegavam ser adoradoras de Deus. Para os profetas e para Jesus, a adoração é incompatível com a injustiça, e a prática de uma religião assim é hipocrisia. A verdadeira adoração que Deus busca envolve o trabalho contra a opressão e o cuidado para com os pobres e necessitados.
Ano Bíblico: Is 63-66

Ano Bíblico: Is 49-51