" Ide por todo o mundo e pregai o evangelho
          Marcos 16:15
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Marcos 16:15
Lição da Escola Sabatina
 
O Conflito Cósmico
VERSO PARA MEMORIZAR - “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17).

LEITURAS DA SEMANA - Ez 28:1, 2, 11-17; Gn 3:1-7; Ap 12:1-17; Rm 8:31-39; Ap 14:12

O conflito cósmico, às vezes chamado de “o grande conflito”, é a cosmovisão bíblica. Ele forma o cenário no qual se desenrola o drama do nosso mundo, e até mesmo do Universo. Pecado, sofrimento, morte, a ascensão e a queda das nações, a propagação do evangelho, os eventos finais – tudo isso ocorre no contexto do conflito cósmico.
Nesta semana examinaremos alguns lugares cruciais dos quais o conflito tomou conta, começando, misteriosamente, no coração de um ser perfeito, Lúcifer, que trouxe sua rebelião para a Terra por meio da queda de outros seres perfeitos, Adão e Eva. A partir desses dois acontecimentos principais, a queda de Lúcifer e depois a de nossos primeiros pais, o grande conflito se enraizou e tem assolado o mundo desde então. Todos nós participamos desse drama cósmico.
A boa notícia é que um dia o conflito não apenas chegará ao fim, mas terminará com a plena vitória de Cristo sobre Satanás. E a notícia ainda melhor é que, por causa da plenitude do que Jesus fez na cruz, todos podemos compartilhar essa vitória. E como parte dela, Deus nos chama a ter fé e a obedecer, enquanto aguardamos tudo que nos foi prometido em Jesus, cuja segunda vinda é certa.
Sábado à tarde
Domingo
A QUEDA DE UM SER PERFEITO 

Se o conflito cósmico forma a cosmovisão bíblica fundamental, isso nos leva a uma série de perguntas. Uma questão importante é: Como tudo começou? Visto que um Deus amoroso criou o Universo, é razoável supor que o mal, a violência e o conflito certamente não foram incorporados à criação desde o princípio. O conflito deve ter surgido separadamente da criação original e não foi necessariamente um resultado dela. No entanto, o conflito está aqui, ele é real e todos estamos envolvidos nele.

1. Leia Ezequiel 28:1 e 2, 11 a 17 e Isaías 14:12 a 14. O que esses textos ensinam sobre a queda de Lúcifer e o surgimento do mal? Assinale a alternativa correta:
A.( ) O mal surgiu com Lúcifer, que desejou tomar o lugar de Deus.
B.( ) Lúcifer não criou o mal, pois desejava ser parecido com o Senhor.

Lúcifer era um ser perfeito que vivia no Céu. Como foi possível que nele surgisse a iniquidade, especialmente em um ambiente como aquele? Não sabemos. Talvez essa seja uma das razões pelas quais a Bíblia fala sobre “o mistério da iniquidade” (2Ts 2:7).
Fora da realidade do livre-arbítrio concedido por Deus a todas as Suas criaturas inteligentes, não há razão para a queda de Lúcifer. Como Ellen G. White afirmou de maneira profunda: “É impossível explicar a origem do pecado de maneira a dar a razão de sua existência […]. O pecado é um intruso, por cuja presença nenhuma razão se pode dar. É misterioso, inexplicável; desculpá-lo corresponde a defendê-lo. Se para ele se pudesse encontrar desculpa, ou mostrar causa para a sua existência, deixaria de ser pecado” (O Grande Conflito, p. 492, 493).
Substitua a palavra “pecado” por “mal”, e a afirmação continua produzindo o efeito. “É impossível explicar a origem do mal de maneira a dar a razão de sua existência […]. O mal é um intruso, por cuja presença nenhuma razão se pode dar. É misterioso, inexplicável; desculpá-lo corresponde a defendê-lo. Se para ele se pudesse encontrar desculpa, ou mostrar causa para a sua existência, deixaria de ser mal.”

Pense em suas experiências com a realidade do livre-arbítrio. Por que devemos refletir cuidadosamente e com espírito de oração sobre as escolhas que fazemos?


Ano Bíblico: 2Sm 1–4
Ano Bíblico: 1Sm 28–31
Segunda-feira
CONHECIMENTOS E SUBMISSÃO

Embora não possamos explicar por que o mal surgiu (visto que não existe justificativa para isso), as Escrituras revelam que ele começou no coração de Lúcifer, no Céu. Além das observações impressionantes de Ellen G. White (veja, por exemplo, o capítulo “Por que Existe o Sofrimento”, no livro O Grande Conflito), a Bíblia não revela muito mais sobre como o mal teve início no Céu. Entretanto, a Palavra de Deus é mais explícita acerca de como ele surgiu na Terra.

2. Leia Gênesis 3:1 a 7. Qual evento mostra a culpa de Adão e Eva? Qual foi seu erro? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.( ) Adão e Eva se recusaram a comer do fruto da sabedoria.
B.( ) O casal comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.

O que é mais triste nesse episódio é que Eva sabia quais tinham sido as palavras de Deus para eles. Ela as repetiu: “Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: ‘Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais’” (Gn 3:3). Pelo que as Escrituras revelam, nada havia sido dito sobre tocar o fruto. No entanto, Eva sabia que comer do fruto daquela árvore acarretaria morte.
Então, Satanás contradisse aberta e descaradamente a Palavra de Deus: ‘É certo que não morrereis’” (Gn 3:4).
Poderia haver contraste mais claro? Por mais sutil que tenha sido a abordagem de Satanás no início, uma vez que ele chamou a atenção de Eva e viu que ela não estava resistindo, ele se opôs abertamente à ordem do Senhor. E o mais trágico é que Eva não estava numa posição de ignorância. Ela não podia alegar: “Eu não sabia”. Ela sabia.
Apesar de ter conhecimento, Eva cometeu o erro. Se, mesmo no ambiente perfeito do Éden, o conhecimento não foi suficiente para evitar que Eva (e depois Adão, que também conhecia a verdade) pecasse, não devemos nos enganar pensando que o conhecimento seja suficiente para nos salvar hoje. É evidente que precisamos conhecer a Palavra de Deus. Mas, além desse conhecimento, devemos obedecer à Bíblia.

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Deus disse uma coisa, Satanás outra. Apesar do conhecimento que Adão e Eva tinham, eles escolheram ouvir Satanás. As coisas não mudaram ao longo dos milênios! Como podemos evitar o mesmo erro?
Ano Bíblico: 2Sm 5–7

Terça-feira
GUERRA NO CÉU E NA TERRA 

A queda de nossos primeiros pais afundou o mundo no pecado, na maldade e na morte. As pessoas podem até discordar quanto às causas imediatas ou sobre quem é o culpado, mas quem pode negar a realidade do caos, da violência, revolta e do conflito que aflige todos neste mundo?
Falamos sobre um conflito cósmico. Mas, independentemente das origens cósmicas desse conflito, ele também está sendo disputado na Terra. Grande parte da história bíblica, desde a queda no Éden até os acontecimentos finais que levarão à segunda vinda de Jesus, é, em muitos aspectos, uma descrição do grande conflito. Vivemos no meio desse conflito. A Palavra de Deus nos explica o que está acontecendo, o que está por trás desse conflito, e, o mais importante, como ele vai terminar.

3. Leia Apocalipse 12:1 a 17. Quais são as batalhas descritas nesse capítulo, tendo seu desdobramento tanto no Céu quanto na Terra?

Podemos observar uma batalha no Céu e também as batalhas na Terra. A primeira batalha é entre o dragão (Satanás; Ap 12:7-9) e Miguel, cujo significado hebraico é “Quem é como Deus?”. O rebelde Lúcifer ficou conhecido como Satanás (Adversário), que é apenas um ser criado lutando contra o Criador eterno, Jesus (Hb 1:1, 2; Jo 1:1-4).
Lúcifer se rebelou contra seu Criador. O grande conflito não se trata de um duelo de deuses; trata-se de uma criatura que se revoltou contra o Criador e que manifesta essa rebelião atacando também a criação.
Tendo fracassado em sua batalha contra Cristo no Céu, Satanás procurou persegui-Lo na Terra logo após Seu nascimento humano (Ap 12:4). Ao fracassar em sua batalha contra Cristo nesse momento, e depois sendo derrotado por Cristo no deserto e posteriormente na cruz, Satanás, após sua derrota irreversível no Calvário, foi guerrear contra o povo de Cristo. Essa guerra tem devastado o povo de Deus ao longo de grande parte da história cristã (Ap 12:6, 14-16) e continuará até o fim (Ap 12:17), até que Satanás enfrente a derrota final, desta vez na segunda vinda de Jesus.

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Leia Apocalipse 12:10-12. Que esperança encontramos nesses versos em meio a todo o conflito que vemos no capítulo 12?
Ano Bíblico: 2Sm 8–10
Quarta-feira
ELE ESTÁ CONOSCO TODOS OS DIAS 

No livro do Apocalipse, João profetizou a perseguição que o povo de Deus enfrentaria ao longo de boa parte da história da igreja. Os 1.260 dias proféticos de Apocalipse 12:6 (veja também Ap 12:14) indicam 1.260 anos de perseguição contra a igreja.
“Essas perseguições, iniciadas sob o governo de Nero, aproximadamente ao tempo do martírio de Paulo, continuaram com maior ou menor fúria durante séculos. Os cristãos eram falsamente acusados dos mais hediondos crimes e tidos como a causa das grandes calamidades — fomes, pestes e terremotos. Tornando-se eles objeto do ódio e suspeita popular, denunciantes se prontificaram, por amor ao ganho, a trair os inocentes. Eram condenados como rebeldes ao império, como inimigos da religião e peste da sociedade. Muitos deles eram lançados às feras ou queimados vivos nos anfiteatros” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 40).
Ao mesmo tempo, a mulher (igreja) fugiu para o deserto (Ap 12:6). Ela é descrita como tendo duas asas de águia. Essa ilustração dá a ideia de voar para onde se pode encontrar ajuda. A mulher recebeu cuidados no deserto e a serpente, ou Satanás, não conseguiu pegá-la (Ap 12:14). Deus sempre preservou um remanescente mesmo durante as principais perseguições, e Ele fará isso novamente no tempo do fim.

4. No contexto dos perigos dos últimos dias, Cristo disse a Seu povo: “Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28:20). Como entendemos essa promessa maravilhosa, mesmo diante do imenso martírio de muitos de Seus seguidores? Veja Rm 8:31-39 e Mt 10:28.

Nada, nem perseguição, nem fome ou morte pode nos separar do amor de Deus. A presença de Cristo conosco, seja agora ou no fim dos tempos, não significa que seremos poupados da dor, do sofrimento, das provações e até mesmo da morte. Ele nunca nos prometeu que estaríamos isentos dessas coisas nesta vida. Isso significa que, por meio de Jesus e do que Ele fez por nós, podemos viver com a esperança e a promessa de que Deus estará conosco nessas provações e que teremos a vida eterna no novo Céu e na nova Terra. Podemos viver com a esperança de que, independentemente do que enfrentemos aqui, como Paulo, podemos ter a certeza de que “já agora a coroa da justiça” nos “está guardada, a qual o Senhor, reto juiz,” nos “dará naquele Dia; e não somente a” nós, “mas também a todos quantos amam a Sua vinda” (2Tm 4:8). Nós, que “amamos a Sua vinda”, também podemos reivindicar essa esperança e promessa.
Ano Bíblico: 2Sm 11, 12
Quinta-feira
A LEI E O EVANGELHO

Como adventistas do sétimo dia, carregamos em nosso nome muito do que defendemos. A expressão “sétimo dia” representa o sábado (o sétimo dia da semana), o que indica nossa crença não apenas nesse único mandamento, mas, por implicação, em todos os Dez Mandamentos. A palavra “adventista” indica a nossa crença no segundo advento de Jesus, uma verdade que só pode existir por causa de Sua morte expiatória em Seu primeiro advento. Portanto, nosso nome, “adventistas do sétimo dia”, mostra dois elementos cruciais e inseparáveis da verdade presente: a lei e o evangelho.

5. Como estes textos indicam a estreita ligação entre a lei e o evangelho?
Jr 44:23
Rm 3:20-26
Rm 7:7
O evangelho são as boas-novas de que, apesar de termos pecado no sentido de que quebramos a lei de Deus, mediante a fé no que Cristo fez por nós na cruz, podemos ser perdoados dos nossos pecados, da transgressão de Sua lei. Além disso, recebemos o poder de obedecer a essa lei de maneira plena e completa.
Não é de admirar que, no contexto dos últimos dias, à medida que o grande conflito devasta o mundo com especial violência, o povo de Deus seja retratado de maneira muito específica.

6. Leia Apocalipse 14:12. Qual é a ligação entre a lei e o evangelho? Complete as lacunas:

“Aqui está a ___________________ dos santos, os que guardam os ______________________ de Deus e a fé em ________________________”.

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Como podemos mostrar aos outros que a obediência à lei não é legalismo, mas o resultado natural da salvação que recebemos e que nos leva a amar o Senhor? Deuteronômio 11:1 e 1 João 5:3 reforçam esse argumento?
Ano Bíblico: 2Sm 13, 14
Sexta-feira
ESTUDO ADICIONAL

Leia Apocalipse 12:9-12 e, de Ellen G. White, “Por que Foi Permitido o Pecado?”, em Patriarcas e Profetas, p. 33-43.
“Enquanto todos os seres criados reconheceram a lealdade pelo amor, houve perfeita harmonia por todo o Universo de Deus. A alegria da hoste celestial era cumprir o propósito do Criador. Deleitavam-se em refletir Sua glória e patentear Seu louvor. E enquanto foi supremo o amor para com Deus, o amor de uns para com outros foi cheio de confiança e abnegado. Nenhuma nota discordante havia para deslustrar as harmonias celestiais. Sobreveio, porém, uma mudança nesse estado de felicidade. Houve um ser que perverteu a liberdade que Deus havia concedido às Suas criaturas. O pecado se originou com aquele que, abaixo de Cristo, tinha sido o mais honrado por Deus” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 35)
Observe as palavras de Ellen White: “lealdade pelo amor”. Essa expressão poderosa, cheia de significado, aponta para o fato de que o amor leva à lealdade, à fidelidade. Um esposo que ama sua esposa manifestará esse amor por meio da lealdade. Foi assim com esses seres no Céu, e assim deve ser conosco hoje em nosso relacionamento com Deus.

Perguntas para discussão
1. Qual evidência bíblica aponta para a realidade de Satanás e de seu papel no grande conflito? Como podemos ajudar as pessoas a entender que Satanás é um ser pessoal e não apenas um símbolo do mal no coração humano?
2. Como adventistas, fomos abençoados com incrível quantidade de conhecimento em relação à verdade bíblica. Por que esse maravilhoso conhecimento não é suficiente para nos salvar? Do que mais precisamos, além de informação?
3. Você tem experimentado a presença de Jesus em sua vida? Como essas experiências podem ajudá-lo nas dificuldades que você precisa enfrentar?
4. Discuta com a classe a expressão “lealdade pelo amor”. Como essa ideia nos ajuda a entender a relação entre lei e graça e entre fé e obediência? O que ela ensina sobre a liberdade inerente à ideia de amor? Como podemos revelar “lealdade pelo amor”?
Ano Bíblico: 2Sm 15–17