Últimas Notícias
" Ide por todo o mundo e pregai o evangelho
          Marcos 16:15
Jesuseapalavra.com
Copyright©Todos os Direitos Reservados 2007-2018 Jesuseapalavra.com
Postado Terça-feira 06 de Novembro


Estão em jogo as 435 vagas na Câmara de Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado
Depois de eleições primárias, debates, dezenas de pesquisas e meses de campanha, os americanos irão às urnas nesta terça-feira para escolher seus representantes na Câmara e no Senado.
Em alguns Estados, a votação antecipada ocorre há algumas semanas, e a participação tem superado recordes anteriores.
A esta altura, os democratas estão cautelosamente otimistas quanto às suas chances. A congressista Nancy Pelosi chegou a declarar que o partido reconquistará o controle da Câmara dos Deputados.
Este resultado teria implicações imediatas e importantes sobre a capacidade do presidente Donald Trump de fazer avançar sua agenda política e sobre o escrutínio dos democratas a seu governo.
A "onda legislativa" - um grande triunfo eleitoral nas eleições parlamentares, realizadas na metade do mandato presidencial, que redesenha o mapa político nacional - é um fenômeno frequente nos Estados Unidos. Isso estaria prestes a ocorrer de novo em Washington?
O que é a onda legislativa?
Para esta análise, considera-se que uma onda legislativa ocorre quando um partido consegue obter 20 assentos ou mais na Câmara e no Senado.
Isto aconteceu oito vezes nos últimos 70 anos, com destaque para 1994, quando houve uma onda republicana no governo do democrata Bill Clinton, e em 2010, outra onda republicana em um governo democrata, desta vez, de Barack Obama.
Atualmente, o Partido Republicano está próximo de um recorde na era moderna em termos de assentos na Câmara, com uma maioria de 241, contra 194 cadeiras ocupadas por democratas. Pesquisas apontam que a legenda pode estar prestes a sofrer um revés na Casa.
O Senado é um terreno aparentemente mais promissor para os republicanos - os democratas tentam manter dez assentos em Estados nos quais Trump ganhou na eleição presidencial em 2016.
A atmosfera política deste ano, contudo, é de muita polarização e de grande indefinição.
Os democratas podem ter o vento da política a seu favor, mas fatos como a batalha em torno da confirmação do juiz Brett Kavanaugh para a Suprema Corte têm o potencial de mudar isso.
Qual é o atual estado das coisas?
Aqui vão alguns indicadores - e lições da história - que dão sinais sobre as principais tendências para as eleições legislativas.
1. Arrecadação de fundos para as campanhas
O dinheiro faz a roda (da política) girar. Os fundos alocados para candidatos, partidos e grupos independentes são um indício da força eleitoral - que se manifeste, por sua vez, em propaganda, na organização das campanhas e outros esforços necessários para obter votos.
Também são um reflexo do entusiasmo da base de doadores de cada lado da disputa.
Há um componente da arrecadação de fundos que acompanha cada onda nos últimos 25 anos, um período em que o papel dos recursos financeiros ganhou ainda maior relevância.
Na onda republicana de 1994, doações individuais para candidatos à Câmara - que têm um limite estabelecido por lei - foram favoráveis para os republicanos. O partido assumiu na época o controle da Casa pela primeira vez desde 1949.
Em 2006, os democratas tiveram uma vantagem - e assumiram o controle do Congresso. Quatro anos depois, os republicanos levantaram mais fundos - e voltaram a controlar a Câmara. Em 2014, eles obtiveram sua maioria mais ampla em 83 anos e também passaram a controlar o Senado.
"Nas ondas legislativas, ocupantes de longa data de um assento podem ser pegos de surpresa quando enfrentam uma campanha competitiva e bem financiada", diz Geoffrey Skelley, do Centro para Política da Universidade de Virginia.
A perspectiva para 2018:
A vantagem na arrecadação de fundos de candidatos democratas é expressiva. Os dados mais recentes mostram que as contribuições individuais são mais do que o dobro das doações do tipo feitas a republicanos.
Em 2 de novembro, somavam US$ 649 milhões (R$ 2,41 bilhões), contra "apenas" US$ 312 milhões (R$ 1,15 bilhão) de republicanos.
Mas isso não significa que os republicanos estão fadados ao fracasso. Eles têm doadores com muitos recursos disponíveis para fazer campanha em nome de candidatos específicos - um tipo de contribuição financeira conhecida como "independent expenditures", que não é limitada pela lei -, e o Partido Republicano está alocando recursos em disputas consideradas chave em todo o país.
2. Popularidade do presidente
As eleições legislativas são consideradas uma espécie de referendo do presidente em exercício.
Quando ele é impopular, os eleitores depositam sua frustração no seu partido no Congresso. Se ele vai bem, seu partido é premiado (ou, ao menos, não é punido excessivamente).
O índice de aprovação presidencial do instituto Gallup nos últimos 60 anos ajuda a ilustrar isso.
Sempre que a desaprovação do presidente superou a aprovação no mês anterior às eleições legislativas - Ronald Reagan em 1982, Bill Clinton em 1994, George W. Bush em 2006 e Barack Obama em 2010 e 2014 -, acendeu-se um sinal de alerta para seu partido.
As exceções também são esclarecedoras. Gerald Ford tinha um saldo positivo de 24 pontos em outubro de 1974, mas este índice caiu 15 pontos nos três meses seguintes, após seu controverso perdão a Richard Nixon. Nessa época, os democratas conquistaram 48 assentos na Câmara e cinco no Senado.
O saldo de Lyndon Johnson estava quase neutro em 1966, mas a insatisfação com a Guerra do Vietnã e conflitos em torno de direitos civis, combinados com os números inflados de seu partido no Congresso após uma grande vitória dois anos antes, levaram os democratas a um revés.
A perspectiva para 2018:
O índice de aprovação de Trump tem se mantido estável, mesmo diante da tumultuada primeira metade de seu mandato.
Ele não chegou a ter uma "lua de mel" com o eleitorado após sua vitória, então não houve mudanças dráticas neste sentido.
No fim de agosto, o presidente tinha 40% de aprovação. Na véspera das eleições legislativas, sua aprovação segue nos mesmos 40%.
Isso não é um bom sinal para os republicanos. Ainda que o presidente já tenha subvertido expectativas políticas antes, sua impopularidade pode prejudicar seu partido.
3. O voto genérico
Este voto é a resposta dada quando uma pessoa é questionada apenas sobre qual partido apoiará na eleição para a Câmara.
Há 435 disputas para a Câmara a cada eleição legislativa, o que significa que há ao menos 870 candidatos dos dois principais partidos, além de um punhado de candidatos independentes ou de partidos menores.
Cada disputa é algo único, cada local onde elas ocorrem tem interesses específicos, e cada distrito tem uma identidade demográfica tão única quanto uma impressão digital.
É pouco plausível, portanto, que o resultado de todas essas disputas possa ser previsto por uma simples pesquisa que pede ao eleitor para dizer se prefere o Partido Democrata ou o Partido Republicano.
Essa pesquisa tem se provado, no entanto, bastante precisa para prever as chances das duas legendas nas eleições legislativas.
"Essa pesquisa de voto genérico consegue medir o clima político nacional", diz Alan Abramowitz, professor de Ciência Política da Universidade Emory que criou um modelo de previsão eleitoral com base nas pesquisas de voto genérico.
Em 1958, 1982 e 2006, o voto genérico foi favorável aos democratas - anos em que ocorreram ondas legislativas a seu favor.
Quando ocorreram ondas legislativas republicanas em 1994, 2010 e 2014, a vantagem democrata caiu para um dígito (ou chegou até mesmo a desaparecer).
Neste ano, diz Abramowitz, a vantagem democrata está em torno de oito pontos percentuais. Desempenhos superiores a esse patamar costumam sinalizar uma onda legislativa.
A perspectiva de 2018:
A vantagem democrata no voto genérico oscilou no último ano.
No segundo trimestre, caiu a ponto de o cenário parecer excelente para os republicanos. Em meados de setembro, no entanto, se aproximou dos dois dígitos, uma tendência que perdeu força desde então, mas uma margem de oito pontos está próximo do mínimo necessário para haver uma onda democrata.
4. A economia
Trump e seus colegas republicanos estão destacando números positivos da economia como um motivo pelo qual merecem mais dois anos de controle sobre o que é decidido em Washington.
Historicamente, no entanto, uma economia em crescimento não é garantia de sucesso para o partido do presidente.
Em 1994, quando os democratas estavam no governo e perderam o controle do Congresso, a economia crescia mais de 4%, ainda que a taxa de desemprego estivesse um pouco acima do nível atual, em 5,8%.
Em outros anos de ondas legislativas, 2006 e 2014, a economia também não ia mal.
Uma economia em dificuldades, por outro lado, pode ser uma péssimo sinal para o partido do governo nas eleições legislativas.
Em 1958, os republicanos no Congresso sofreram uma grande derrota em parte por causa da recessão naquele ano, que incluiu uma contração recorde de 10% do PIB no primeiro trimestre.
A contração da atividade em 1974 e 1982 também influenciou as perdas do Partido Republicano naqueles anos.
"É melhor ter uma economia forte do que uma economia ruim, mas isso não significa que você escapará ileso da ira dos eleitores", diz Abramowitz.
A perspectiva de 2018:
O crescimento do PIB no terceiro trimestre desacelerou um pouco, mas, após o segundo trimestre, chegou a 4,2%. Junto com o desemprego em seu nível mais baixo em 49 anos e os sinais de aumento dos salários, os índices econômicos são inquestionavelmente bons.
Trump decidiu tornar o controle de imigração seu argumento final para os eleitores nesta votação - desagradando alguns republicanos que prefeririam que ele se concentrasse mais na economia.
Se a história serve de guia, no entanto, o presidente pode estar certo ao colocar o foco em outra questão, já que o fato de a economia ir bem não é garantia de sucesso nas urnas.
5. Aposentadoria de políticos
Coloque de lado as pesquisas, índices econômicos e análises de especialistas. Quem mais consegue sentir o pulso do clima político melhor do que ninguém? Provavelmente, os próprios políticos.
São eles que colocarão seus nomes nas urnas e são eles que poderão ficar sem emprego se uma onda legislativa ocorrer.
Diante de uma possível derrota, alguns podem optar por se aposentar mais cedo ou sair à frente de colegas na corrida por empregos após uma carreira no setor público.
Olhar as tendências de aposentadoria nos últimos tempos traz um cenário misto. Os números de 2010 deram poucas pistas sobre a derrota dos democratas.
Em 1994, no entanto, um aumento da aposentadoria de democratas pode ter sido um prenúncio da vitória republicana.
A perspectiva para 2018:
Os números de 2018 podem sinalizar que os republicanos podem sofrer uma derrota nas urnas, já que o índice de aposentadorias é recorde para um partido que detém a maioria no Congresso.
Marcos 16:15
As eleições que podem redesenhar mapa político dos EUA e determinar futuro do governo Trump