Últimas Notícias
" Ide por todo o mundo e pregai o evangelho
          Marcos 16:15
Jesuseapalavra.com
Copyright©Todos os Direitos Reservados 2007-2018 Jesuseapalavra.com
Postado Sexta-feira 14 de Setembro
A cearense Maria Oliveira trouxe a família e dois cachorros para a sala dos anfitriões na Flórida
Uma onda de solidariedade criada por brasileiros tem se espalhado antes da chegada do furacão Florence, que se aproxima de três estados americanos e ameaça provocar inundações, desabastecimento e mortes, segundo autoridades americanas.
"Bom dia, moro em Tampa. Se alguém precisar de abrigo porque não tem para onde ir por conta do furacão, minha casa está aberta. Me chama em inbox."
"Bom dia, moro em Orlando. Alguma família precisando de abrigo para o furacão, me chame no inbox. Posso receber ate 2 familias em meu apartamento."
"Sou da Virgínia, mais pro interior, se alguma família não tiver pra onde ir eu ofereço minha casa. Deus guarde todos vocês."
"Ei gente! Moro em Danbury/Connecticut, se alguém precisar de abrigo podem me chamar."
As mensagens surgiram em grupos no Facebook criados por brasileiros que vivem na Carolina do Sul, Carolina do Norte e na Virgínia, principais estados na rota do fenômeno descrito como "extremamente perigoso" e "catastrófico" que deve chegar ao continente até esta sexta-feira.
Em comum, os brasileiros que decidiram abrir seus lares para receber pessoas que fogem do furacão têm a lembrança de situações passadas, quando eles próprios precisaram deixar suas casas em busca de abrigo em ginásios, escolas ou casas de parentes.
Autora de um dos convites, a auxiliar de limpeza baiana Ana Souza, que vive com o marido há 17 anos na Flórida, precisou deslocar os móveis da sala do apartamento alugado onde o casal vive para abrir espaço a pelo menos 8 colchões infláveis que já começam a receber famílias em fuga.
Memória do caos
"Eu passei por isso o ano passado e sei como é difícil", conta Souza à reportagem.
"Tem muita gente precisando, gente que não tem condições mesmo. Então, eu senti vontade de pelo menos fazer um pouco e não tem problema nenhum abrir as portas da minha casa. Se pudesse eu ajudaria mais, porque tem gente que nem gasolina pra vir para outro estado tem. É muito difícil."
Moradora de Tampa, na Flórida, ela encarou em casa a passagem do furacão Irma, em agosto de 2017, que deixou um rastro de destruição e pelo menos 40 mortos no Caribe e outros 50 na Flórida.
"Foi muita chuva, vento muito forte, muitas árvores quebradas", lembra. "Meu marido fechou todas as janelas com madeira. Compramos muita comida e água, mas, graças a Deus, o furacão não passou por aqui e foi desviado."
Os primeiros hóspedes já chegaram: a família da dona de casa cearense Maria de Oliveira, que trouxe o marido, veterano militar e portador de deficiência, a filha de 13 anos e dois cachorros.
"É uma pessoa com um coração muito grande. Abrir a porta da casa para gente que ela não conhece em uma situação dessa é difícil. São muito poucas pessoas que têm coragem e coração para isso", diz Oliveira por telefone, enquanto se alojava no colchão inflável.
Moradora de Lumberton, na Carolina do Norte, ela própria já é veterana de furacões.
"O furacão Mathew (2016) foi minha primeira experiência. Eu nunca tinha passado por algo do tipo. Ficamos 7 dias sem energia e água", diz.
Marcos 16:15
Brasileiros solidários abrem casas para desconhecidos que fogem de furacão nos EUA