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Postado Terça-feira 10 de Julho

Livro relançado pela Casa Publicadora Brasileira explora detalhes da vida dos missionários Ana e Ferdinand Stahl durante seu trabalho na América do Sul.
Quando um jovem adventista olha para a vasta rede de templos, escolas e colégios, editoras, hospitais e clínicas, programas de TV e Rádio que a Igreja Adventista atualmente sustenta, ele é erroneamente induzido a crer que essa abundância sempre foi característica da denominação. Para muitos dos que nasceram nos últimos 30 anos, a Igreja Adventista na América do Sul sempre foi próspera e repleta de líderes, funcionários e membros.
No entanto, quando nos voltamos para o passado e analisamos nossa história, percebemos que a realidade nem sempre foi essa. Ao nos concentrarmos nos primórdios da denominação, sustentada por missionários pioneiros, percebemos que muitos precisaram enfrentar sacrifícios, renúncias e privações para garantir que o evangelho fosse proclamado neste continente tropical. Suas histórias não somente nos informam das dificuldades do passado, mas nos ajudam a valorizar os recursos e a abastança que testemunhamos nos dias de hoje.
Aventura nos Andes é uma obra que está sendo relançada pela Casa Publicadora Brasileira com o intuito de divulgar a história de uma família de missionários que contribuiu amplamente para o estabelecimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul, especialmente no Peru. Transferidos em 1909 para Lima, o casal Ferdinand e Ana Stahl logo começou seu trabalho médico-missionário com a população local. Conhecidos como “os apóstolos dos índios”, encararam o desafio de, por três décadas, plantar a mensagem adventista nos planaltos do lago Titicaca, nos Andes, e entre os chunchos, na floresta amazônica.
O livro relata as aventuras que eles enfrentaram entre os indígenas e a maneira maravilhosa como Deus concretizou o sonho de ver o evangelho florescer entre os nativos. O trabalho realizado pelos Stahl continua a ser, até hoje, uma inspiração para aqueles que têm o evangelho “fervendo em seus ossos”. O exemplo desses missionários é tido por muitos estudiosos como um modelo de missão e de aculturação entre povos nativos para futuros missionários.
Certamente, a leitura desta obra motivará os leitores a valorizar os recursos que temos em nossa Igreja, e provocará um profundo desejo de estender essas bênçãos àqueles que carecem de educação, saúde e salvação.
Citações:
“Seu marido ainda estava de cama quando uma delegação de índios altos entrou pela porta. Tinham vindo para solicitar que o missionário fosse com eles ensinar seu povo. – Sinto muito; mas como vocês podem ver, estou doente. […] Na época, Wallace tinha apenas doze anos. […] O coração maternal de Ana pareceu pular do peito quando viu seu pequeno rapaz se dirigindo ao pai e lhe assegurando: – Eu posso ir papai, ficarei feliz em ensiná-los.” (p. 54-55)
“Durante seus 30 anos de serviço missionário, Ana trouxe à luz cerca de mil crianças. […] ela ajudou a trazer ao mundo crianças aimarás dentro de casebres cheios de fumaça, […] trouxe ao mundo bebês campa, em cabanas de bambu, na floresta amazônica. […] e trouxe à luz crianças de sangue espanhol em luxuosos lares de gente rica […]. Ana deixou cada uma dessas famílias com mais conhecimento sobre higiene e limpeza, e mais informadas a respeito do Deus que santifica a união matrimonial e deseja que Seus filhos estabeleçam lares puros e felizes.” (p. 121).
“O chefe indígena olhou para o livro com páginas douradas e disse, pondo a mão sobre o coração: – Tenho esperado tanto por alguém que nos ensine coisas melhores do que as conhecemos!” (p. 127).


Marcos 16:15
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