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Postado Quinta-feira 11 de Outubro
Membros da Igreja Evangélica Embaixada do Reino de Deus preparam kits de primeira necessidade para refugiados venezuelanos
A poucas horas da chegada de 230 venezuelanos em Santa Catarina, os primeiros refugiados a serem recebidos no Estado, membros da Igreja Evangélica Embaixada do Reino de Deus terminavam, nesta quarta-feira (10), os kits de primeira necessidade para as famílias.
Roupas, alimentos e itens de higiene e limpeza, vindos de doações, serão entregues em quantidade suficiente para os primeiros três meses no Brasil. A chegada está prevista para o fim da tarde desta quinta-feira, em Balneário Camboriú, de onde os imigrantes serão encaminhados a seis cidades.
Além da cidade, onde ficará a maioria das famílias, outros refugiados serão levados para Itajaí, Itapema, Navegantes, Camboriú e Palhoça — municípios onde há células da igreja e membros da comunidade dispostos a receber e acompanhar os imigrantes.
Esta semana a chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho e Habitação, Mariah Pereira, acompanhada de técnicos da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Ministério do Desenvolvimento Social, visitou as casas e apartamentos alugados pela comunidade para abrigar os venezuelanos. Todos os imóveis passaram por um diagnóstico, para que sejam melhor distribuídos entre as famílias.
O corretor de imóveis Gian Carlo Brandalize, 32 anos, membro da igreja, ajeitava nesta quarta os últimos detalhes numa das casas alugadas em Balneário Camboriú, onde ficarão hospedadas duas famílias. O quintal foi roçado e a moradia recebeu uma limpeza reforçada.
— Estou bem ansioso. São pessoas em dificuldade muito grande, então queremos dar o melhor de nós para ajudar — diz.
Gian Carlo é um dos “anjos”, como a igreja convencionou chamar os fiéis que se ofereceram para acompanhar os primeiros passos dos venezuelanos em Santa Catarina. Cada família terá um casal de tutores, que ajudarão na busca por emprego e na assistência de saúde, por exemplo.
A Embaixada do Reino de Deus abriu mão do recurso que é oferecido pelo governo federal aos refugiados, nos primeiros meses em que estão no país. Os aluguéis, alimentos e roupas vieram de doações de membros da igreja.
— Nós queremos cuidar deles. Não é uma simples ajuda, é uma ação humanitária — diz o pastor Maurício Rafael, 34 anos.
Os venezuelanos partem no início da manhã de Roraima, a bordo de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). A aeronave pousará em Curitiba (PR), e de lá os imigrantes viajarão em ônibus e caminhões do Exército até Balneário Camboriú. Serão recepcionados com um jantar pela Embaixada do Reino de Deus, e então serão encaminhados às casas destinadas a cada família.
Os imigrantes que virão a Santa Catarina foram selecionados pelo Exército Brasileiro, depois que a igreja demonstrou o interesse em recebê-los. Estavam na cidade de Pacaraima, em Roraima, onde as condições de abrigo são precárias e falta espaço para os refugiados.
Há um esforço do governo federal para levar os imigrantes para outros locais, onde possam se estabelecer. Santa Catarina já havia oferecido ajuda, mas nenhum município aceitou abrigar os refugiados em consulta feita pelo Governo do Estado.
Estado receberá mais imigrantes
Além da iniciativa dos evangélicos, a Cáritas, instituição de ajuda humanitária da igreja católica, também deve trazer venezuelanos em breve a Santa Catarina. A Secretaria de Estado de Assistência Social já vinha preparando um protocolo para atender essas famílias.
Mês passado, um grupo de servidores passou três dias em Curitiba (PR), para conhecer o trabalho que tem sido feito no Paraná com os venezuelanos.
No grupo de 230 que chega nesta quinta em SC, há mais de 100 crianças e adolescentes. Entre os adultos, metade tem curso superior completo, e destes, 12% têm especialização, mestrado e doutorado em diversas áreas. Por se tratarem de refugiados, o governo brasileiro fornece documentos, carteira de trabalho e vacinação.
A Embaixada do Reino de Deus buscou, entre empresários ligados à igreja, vagas de trabalho que poderão ser ocupadas pelos venezuelanos. Paralelo a isso, a Secretaria de Estado de Assistência Social fez contato com o sistema de emprego de todas as cidades que receberão os imigrantes, para que auxiliem na busca por um trabalho.
Também alertou o serviço social de cada município, para que saibam ajudar com os encaminhamentos de saúde e educação, como vagas em escolas e creches.
A receptividade, até agora, faz com que a chefe de gabinete da Secretaria de Assistência Social acredite que não haverá problemas de preconceito contra os venezuelanos — algo que Santa Catarina enfrentou no período de imigração dos haitianos, a partir de 2014, quando houve casos de xenofobia e exploração no trabalho.
— Nosso objetivo é sensibilizar o povo catarinense a uma causa humanitária — diz Mariah.


Marcos 16:15
Evangélicos preparam a chegada de refugiados venezuelanos a Santa Catarina