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Qual a posição da Igreja Adventista sobre o porte de armas?

Postado em 05/Outubro/ 2017

Junto com a comoção nacional pelo maior massacre da História moderna dos EUA ressurgiu com força o debate sobre o controle de armas. A hashtag #guncontrol (controle de armas) foi a segunda mais usada no mundo ontem no Twitter, atrás apenas do nome do local da tragédia, Las Vegas. Apenas no quarto de onde o atirador Stephen Paddock, 64 anos, abriu fogo contra os participantes de um festival de música resultando na morte de 59 pessoas e ferindo mais de 500, a polícia encontrou 23 armas, e em sua casa mais 19. Mas a resistência ao tema é grande no país que possui mais armas do que carros — 265 milhões de armas, contra 263,6 milhões de veículos, segundo levantamento do “Guardian” e informações do Departamento de Transporte dos EUA. Ontem, a Casa Branca afirmou que “é prematuro” reabrir a discussão agora, e a postura do presidente Donald Trump sobre o caso — sua primeira grande chacina como presidente — foi criticada por pacifistas, que lembraram que ele foi apoiado formalmente nas eleições pela Associação Nacional de Rifles (NRA), principal lobista de armamento nos EUA.
No Brasil, por outro lado, a discussão sobre o Estatuto do Desarmamento, legislação que limita tanto o uso quanto o porte de armas pela população brasileira, está ainda mais acelerada. No Senado Federal, tramita proposta para a realização de um plebiscito durante as eleições gerais de 2018 para a revogação do estatuto. Na Câmara, a Frente Parlamentar da Segurança Pública – mais conhecida por Bancada da Bala – já obteve do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a garantia de que uma pauta da área terá a análise priorizada após a votação da reforma política. E foi justamente uma proposta que facilita a obtenção da licença para portar e usar armas de fogo no país a escolhida pelos integrantes da Frente Parlamentar para ter o trâmite acelerado.
E qual seria o posicionamento da Igreja Adventista sobre a questão do porte de armas? A declaração abaixo foi liberada peio então presidente da Associação Geral, Neal C. Wilson, após consulta com os 16 vice-presidentes da Igreja Adventista, em 5 de julho de 1990, durante a Assembleia da Associação Geral realizada em Indianápolis, Indiana.
As armas automáticas ou semi-automáticas de estilo militar estão se tornando cada vez mais disponíveis aos civis. Em algumas regiões do mundo é relativamente fácil a aquisição de tais armas. Elas aparecem não apenas nas ruas, mas também nas mãos de jovens nas escolas. Muitos crimes são cometidos por meio do uso dessas armas. São feitas para matar e não têm nenhuma utilidade recreativa legítima. Os ensinos e o exemplo de Cristo constituem a norma e o guia para o cristão de hoje. Cristo veio ao mundo para salvar vidas, não para destruí-las (Lucas 9:56). Quando Pedro sacou de sua arma, Jesus lhe disse: “Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão” (Mateus 26:52). Jesus não Se envolvia em violência.
Alguns argumentam que a interdição das armas de fogo limita os direitos das pessoas e que as armas não cometem crimes, mas sim as pessoas. Embora seja verdade que a violência e as inclinações criminosas conduzem às armas, também é verdade que a disponibilidade das armas leva à violência. A oportunidade de civis comprarem ou adquirirem de outro modo as armas automáticas ou semi-automáticas apenas aumenta o número de mortes resultantes dos crimes humanos. A posse de armas de fogo por civis nos Estados Unidos aumentou a uma estimativa de 300 por cento nos últimos quatro anos. Durante o mesmo período, houve um assombroso aumento de ataques armados e, consequentemente, mortes. Na maior parte do mundo, as armas não podem ser adquiridas por nenhum meio legal. A igreja vê com alarme a relativa facilidade com que elas podem ser adquiridas em algumas regiões. Sua acessibilidade só pode abrir a possibilidade de mais tragédias.
A busca da paz e a preservação da vida devem ser os objetivos do cristão. O mal não pode ser combatido eficazmente com o mal, mas deve ser vencido com o bem. Os adventistas, como outras pessoas de boa vontade, desejam cooperar na utilização de todos os meios legítimos para reduzir e eliminar, onde possível, as causas fundamentais do crime. Além disso, tendo-se em mente a segurança pública e o valor da vida humana, a venda de armas de fogo automáticas ou semi-automáticas deveria ser estritamente controlada. Isso reduziria o uso de armas por pessoas mentalmente perturbadas e por criminosos, principalmente aqueles envolvidos com drogas e atividades de quadrilhas.
A série Falando de Esperança, com posicionamento da Igreja Adventista do Sétimo Dia sobre vários temas de interesse da sociedade, também abordou a questão do porte de armas:
Vida Cristã